3.2.12

Simona Cavuoto, O violino na metrópole

A violinista italiana Simona Cavuoto apresenta, dia 3 de fevereiro (sexta-feira, 21h) no Espaço Cachuera!, recital de lançamento do CD O Violino na Metrópole, com entrada franca.
Das oito peças gravadas, seis foram escritas especialmente para o projeto e todas foram trabalhadas junto aos compositores, fomentando um ambiente que reaproxima intérprete e compositor.
A partir do arco histórico da tradição do violino, as peças buscam um diálogo com a sociedade urbana contemporânea, com suas peculiaridades e idiossincrasias. Nesse desafio, ora resvalam nas origens do instrumento, ora almejam novas sonoridades, formas e relações harmônicas, onde o instrumento cujo timbre nos é tão familiar ganha espaço novo e inusitado em nossa percepção musical. De um lado a metrópole como símbolo da sociedade no século xxi e, de outro, o violino em sua memória de mais de quatro séculos de história revelam-se nos diversos gestos, afetos e cores alcançados nas composições reunidas.
À luz da vigorosa produção da música brasileira do século xxi para o violino, o projeto propõe um recorte singular em um repertório fruto de um elaborado e cuidadoso trato da linguagem musical.
O lançamento do CD
O Violino na Metrópole (pelo selo ÁguaForte) conta com o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC - 2010), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. A produção é da ÁguaForte.

Programa

Willy Corrêa de Oliveira
Allgemeine Periodik

Maurício De Bonis
Paulistinha (Imaginária)

Marcus Alessi Bittencourt
Um Móbile (seleção)
Estandarte
Telegrama n. 1
Arboreto
Primeiro Espelho
Segundo Espelho
Espelho Último


Marcus Siqueira
Capricci Urbani
Capriccio I

Quase Barrocas
Pirano


Rodrigo Lima
Recitare


Intérprete

Simona Cavuoto
Italiana, nascida em Rimini, formou-se pelo Conservatório de Música G. Martini de Bolonha, onde estudou com G. Armuzzi e Enzo Porta. Frequentou o Mozarteum em Salzburgo, com Ruggero Ricci, e a Academia Musical Perosi em Biella, com Corrado Romano. Recebeu orientação em várias masterclasses
com Franco Gulli, Michael Frischenschlager, Kolja Blacher, Franco Mezzena, Valery Gradow e Osvaldo Scilla. Também estudou na Escola Internacional de Música de Câmara do Trio de Trieste e com Franco Rossi - violoncelista do Quarteto Italiano -, na Escola de Música de Câmara para Quarteto de cordas, em Firenze.
Foi premiada em vários concursos como o Concorso Internazionale di Musica da Camera di Caltanissetta, em 1999, Concurso F. Schubert, em 1989, Concorso Città di Monferrato, em 1990.
Desde cedo integrou vários grupos italianos de música de câmera como o Trio Schubert (1989 a 1996) e Quartetto Agorà (1995 a 2003). No Brasil, integrou o Quarteto Portinari (2006 a 2008) e desde 2007,integra o Trio Arkhé, formado por Heloísa Meirelles e Horácio Gouveia. Em 1997, ao lado de Emanuelle Baldini, gravou pelo selo Agorà um CD dedicado aos Duos para violinos do compositor Giovanni Battista Viotti.
Em 2003, venceu o concurso da Orchestra della Fondazione Teatro Verdi em Trieste; desde 2005 integra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Colabora frequentemente com vários grupos voltados para música contemporânea, destacando o Percorso Ensemble e Camerata Aberta, gravando CDs, estreando obras de jovens compositores brasileiros e executando um vasto repertório consagrado de obras de compositores dos séculos xx e xxi. Toca em um instrumento J.B. Vuillaume de 1845.

Sobre as composições que integram o CD Violino na Metrópole, por seus autores:

Marcus Siqueira
3 Capricci Urbani (2011)
Trata-se de uma obra aberta que almeja retratar dois universos sonoros distintos: de um lado o espectro sonoro do violino advindo dos séculos xvii ao xix e de outro, intentamos uma nova profusão de sons, articulações e texturas advindas da estrutura física natural do instrumento. A escolha do nome “
Capricci” é inspirado diretamente de Paganini, porém, buscamos aqui um conceito de virtuosidade que esbarra em critérios como clareza, precisão técnica e principalmente a materialização de novas estratégias motoras que o violinista desenvolverá de modo a obter sons dúbios e complexos. A palavra “urbano” se relaciona com a poética da cidade grande que, de tão devastada em sua dimensão geológica natural, estabeleceu novos paradigmas sobre o lírico e o belo. Desta forma, intentamos aqui extrair timbres que aparentemente seriam débeis ou inadequados para um discurso musical tradicional.


Marcus Alessi Bittencourt
Um Móbile (2001)
Em dez vinhetas, duas semanas da intimidade de uma pessoa solitária, senhor único de uma nação deserta, declamadas por um instrumento solitário: algumas leituras de Mário de Andrade, mensagens crípticas lançadas flutuantes ao mar proverbial, um passeio ao parque e três tentativas malfadadas de autorretrato em meio a um vulto angelical. Como mote, Maiakovski:

Eu levantei como um halterofilista,
carreguei como um acrobata.
Após, gritei:
"Aqui está! Aqui! É seu!"
As donzelas esconderam-se de mim
como foguetes:
"Preferimos algo um pouco menor;
talvez melhor fosse dançar um tango..."
Não tenho condições de carregar tal fardo - mas carrego.
Eu gostaria de atirá-lo longe - mas eu sei
que eu não devo atirá-lo longe!
As réguas de minhas costelas não aguentarão o tranco.
A gaiola de meu peito estala com tamanha pressão.
Vladimir Maiakovski (1893-1930)


Willy Corrêa de Oliveira
Arya per Yara (2011)
Escutava a Sheherazade de Rimski e uma ideia ocupou-me, fixa: vislumbrava um movimento claro desde o agudo do violino baixando gradativamente até ao grave: um longo arpejo florido. De cada nota do arpejo florescendo uma “fioritura” ou um buquê ou um arranjo de flores. A cada novo regresso do arpejo as flores murcham, pétalas caem mais e mais, até que sobre apenas o ramo nu. Que essa ideia fosse compreendida como um estalo. Na realidade, a peça está apresentada no CD em outra ordem, embaralhada: à terceira aparição corresponde a ideia do arpejo totalmente florido; a primeira e a segunda das enunciações do arpejo apresentam diferentes etapas da perda de “fiorituri”. A última das enunciações do arpejo exibe-o como um galho que perdeu suas flores (fiorituri) , tanto aqui no CD como desde a ideia inicial.

Maurício de Bonis
Paulistinha (2011)
Paulistinhas são pequenas imagens em barro ou madeira, produzidas por santeiros populares a partir de modelos portugueses – típicas da imaginária sacra paulista nos séculos xviii e xix. Imaginei uma Paulistinha em que o violino contasse do trabalho de esculpir. Num primeiro estágio, a peça de abertura (a madeira bruta sendo ferida pelos instrumentos), em que aos poucos se delineia a imagem almejada. Em um segundo estágio, o segundo movimento, em que a imagem se faz clara, polida, pintada. Para figurar minha escultura, utilizei como modelo um antigo canto de igreja registrado por Mário de Andrade, originário de um canto português (em minha “figura” o canto se transfigura na imagem que imaginei).

Rodrigo Lima
Recitare (2011)
Dois acordes, um quase “rasgueado” de violão, golpes de arco, linhas e uma voz quase muda, são alguns dos materiais que compõem a narrativa de Recitare. Não temos aqui a palavra como personagem tão expressivo e típico dos recitativos do período Barroco, mas é o próprio som emoldurado de diferentes maneiras que assume o papel principal, guiando essa espécie de declamação sonora. Para tanto, ao intérprete se exige grande flexibilidade, pois a música ao desenrolar do tempo sofre mudanças contínuas de momentos de extrema vida rítmica, sonoridades mais ásperas e outros momentos mais estáticos onde a voz em boca chiusa revela sempre um território mais sutil e lírico. Recitare é especialmente dedicada à violinista Simona Cavuoto, que me presenteou neste trabalho com sua dedicada e envolvente interpretação.

Willy Corrêa de Oliveira
¡
Oh! este viejo y roto violín!
Recopio, aqui, o poema “
Con el violín roto” de León Felipe, como introdução para a minha peça. Queria que o violino dissesse coisas alteradas, distintas, sim, poderia rumorejar, grunhir, que esbravejasse, mas, desta feita não cantasse, outrossim:

Con el violín roto

¡QUÉ MAL suena este violín!
León Felipe, vas a tener que comprarte otro violín...
— ¡A buena hora ...! ¡A los 80 años!
¡No vale la pena!
Con este mismo violín roto
voy a tocar para mí mismo
dentro de unos días «Las golondrinas»,
esa canción ¡tan bonita!
que los mexicanos cantan siempre
a los que se van de viaje.
¿Cómo empieza?
¡Adiós...! ¡Adiós...!
Cagh, Cagh..., ¡qué ronco estoy!
En verdad que suena muy mal este violín...
Pero con él tengo que tocar todavía
unas cuantas canciones
que se me olvidaron en mis Obras completas.
No quiero que se queden perdidas
en el barullo de mis papeles inútiles.


Marcus Siqueira
Quase Barrocas (2004-11)
Trata-se de uma obra metalinguística que tem como base três importantes compositores do Período Barroco: Bach, Tartini e Vivaldi. Esta obra busca estabelecer um discurso musical que dialoga às vezes direta e indiretamente com o gesto e afeto destes compositores. “
Linhas de Eisenach”, intentam um discurso polifônico que nasce de uma linha (melodia); aqui encontramos fragmentos de um tratamento bachiano. “Pirano”, está voltada diretamente a Tartini; todo seu lirismo esbarra em um conceito violinístico peculiar em seu tempo. “Venezia”, retrata a dimensão lírico-textural de Vivaldi; uma profusão intensa de gestos e afetos. Em “Memórias” encontramos fragmentos das três peças anteriores e outras memórias de gestos violinísticos presentes nos períodos que sucederam ao Barroco até o Séc. xx. Tudo muito “escondido” aos ouvintes mais preparados.

Willy Corrêa de Oliveira
Allgemeine Periodik
Quando meu pai morreu, anos passados: escrevi um pequeno Tombeau para ele, utilizando como material básico, (não mármores preciosíssimos), mas a canção, simples, que ele tanto cantava:
Nature Boy!
Movido pela morte de Pousseur, há pouco, tornei àquela canção. Agora, como uma espécie de REFRÃO que acomoda vozes vindas através dos ventos mais distantes: coplas que entoam por sua partida. O REFRÃO, desde sua primeira aparição (quase abstrata), distante, vai aos poucos – em suas voltas – chegando cada vez mais próximo da canção, no final. Utilizei o violino porque devia uma peça para a Simona Cavuoto e porque o violino mais canta – quanto mais esteja só.
“Embaraçoso aproximar-se da citação de Mozart, assim, fora do contexto”, disse-me uma amiga, e eu respondi-lhe: incrustrado no Concerto K 216, tampouco me parece que esteja a salvo no “contexto”. Aliás, nesta minha peça, as vozes que se sucedem, tendem a ampará-las, apenas, o que elas queriam dizer ao Pousseur, tudo iluminado por Mozart – mestre valoroso de dialética – ele (por seu turno) ,mestre de Pousseur, e Pousseur, meu mestre mais direto. Se não calhar, pode ser que não tenha bem compreendido a dialética ... ainda mais: na música.
O título da peça é o mesmo do curso inesquecível que Pousseur ministrou em Darmstadt, em 1962.

Recital de Lançamento do CD O Violino na Metrópole, de Simona Cavuoto
Data: 03 de fevereiro de 2012 (sexta-feira)
Horário: 21 horas
Local: Espaço Cachuera! - Rua Monte Alegre, 1094 - Perdizes - São Paulo
Entrada franca
Capacidade: 100 pessoas
Mais informações: 11 3872 8113 . 3875 5563 . cachuera@cachuera.org.br . www.cachuera.org.br

ÁguaForte Produções
11 3258 0615
producaoaguaforte@gmail.com . aguaforte@aguaforte.art.br

Idealização: Marcus Siqueira & Simona Cavuoto
Produção Musical: Thiago Cury
& Marcus Siqueira
Gravação: Carlos (KK) Akamine
Assistente: Silvio Romualdo
Coordenação de Estúdio: Shen Ribeiro
Mixagem: Homero Lotito (Estúdio Trilha Certa)
Masterização:
Homero Lotito (Reference Studio)
Gravado no estúdio Cachuera nos instrumentos J.B. Vuillaume de 1985 & David Baghé i Soler de 1997
Design Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
Arte Original &
Fotos: Julio Kohl
Tipografias: Hoefler & Gothan

texto de Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova escrito no início da programação visual do CD:
Montagem
O princípio básico da capa é uma montagem. Tal qual a idéia de Eisenstein e os ideogramas japoneses. A montagem da imagem do minhocão com as 4 linhas como as cordas do violino sobre ele já diz: violino na cidade.
Logo antes das cordas do violino aparece a afinação tradicional, como vimos em um livro barroco sobre música escrito no ano 1650 (http://num-scd-ulp.u-strasbg.fr:8080/465/http://num-scd-ulp.u-strasbg.fr:8080/453/). Neste livro encontramos uma imagem sobre o movimento do som em um ambiente redondo, que é a mesma que aparece sobre o próprio CD (a ressonância musical que ocorre dentro dele).

Le Corbusier (1887–1965) e Leonardo Fibonacci (1170–1250)
Toda estrutura do tamanho das fontes e entrelinhamento (como uma escala dentro de uma harmonia) partiu a partir da combinação entre duas séries de Fibonacci (que se relacionam entre si) que foi utilizada por Le Corbusier em toda a sua arquitetura e proporção tipográfica:
4 / 6,5 / 10,5 / 17 / 27,5 / 44,5 / 72 / ...
/ 5 / 8 / 13 / 21 / 34 / 55 / 89
O bloco de texto e imagens do livrinho/encarte será criado a partir de princípios do livro Le Modulor (1954), de Le Corbusier.

Fontes – Jonathan Hoefler
Ambas as fontes (Hoefler e Gothan) foram criadas por Jonathan Hoefler – um grande tipógrafo contemporâneo que nasceu em 1970, e criou algumas das mais brilhantes (e profundas) fontes para serem utilizadas nas simples e planas impressões digitais atuais.
A Hoefler é uma família completa de tipos criada no início da era digital. O Jonathan criou uma fonte que utiliza várias citações: como criações do início do século xx, barroco, arabescos partindo do renascimento – entre outras influencias – para chegar em vários elementos novos deste século (pontuações, combinações entre acentuação e letras, versaletes em itálico, etc).
Já a Gothan (sem serifa) foi inicialmente encomendada para uma revista, e foi baseada em estruturas geométricas e atuais – tudo girando em torno de uma grande cidade (Nova Yorque, no caso). Ambas as fontes possuem uma perfeita combinação de estrutura tipográfica em relação à outra.

O nome da Simona sempre aparece com uma das opções do S da Hoefler que parece um ouvido de um violino. O mesmo ocorre com o Q – da Quase Barrocas –, que é uma citação Barroca desta tipografia; e o e – de Um Mobile – que tem a forma bem similar a um pedaço de uma escultura de Alexander Calder.

24.8.11

Homenagem a Willy Corrêa de Oliveira

Apresentação de obras inéditas do compositor Willy Corrêa de Oliveira.

Quando: dia 26/08 (sexta), às 20h
Onde: Sesc Campinas
rua Dom José I, 270/333
bairro Bonfim
Campinas - SP
cep 13070-741

20.7.11

Todo Nazareth – Obras Completas


Lançamento de 6 livros de partitura com toda a obra de Ernestho Nazareth.
Polcas
Tangos: A–E
Tangos: F–O
Tangos: P–Z
Valsas
Peças de Concerto e Danças Diversas

20 de julho, quarta-feira, às 18h30
onde: Livraria Cultura (Loja de Artes – Conjunto Nacional)
endereço: Av. Paulista, 2073

título: Todo Nazareth – Obras Completas
autor: Ernesto Nazareth
organização: Thiago Cury
Cacá Machado
direção editorial: Thiago Cury
consultoria, catálogo e imagens: Luiz Antonio de Almeida
produção executiva: Joana Cury
projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro
Thais Vilanova
edição musical: Maurício De Bonis
Marcus Siqueira
Thomas Hansen
Daniel Bondaczuk de Castro Lobo
layout musical: Maurício De Bonnis
Thiago Cury
Thomas Hansen
revisão musicológica: Maurício De Bonnis
Thiago Cury
Cacá Machado
tradução: Alexandre Barbosa de Souza
Alex Barros (Cronologia)
divulgação: Manoel Carlos Jr
tipo: Kennerley
formato: 23,6 x 31 cm
realização: Água-Forte Edições Musicais







22.3.11

Sob o Azul do Céu



"Selo Povo
Selo feito para livros de bolso, livros esses escritos por e para mãos operárias, rebeldes, marginais, periféricas.
Que possa alcançar o público despossuído de recurso que geralmente vê o livro como um item raro e elitista.
Um vinho guardado e nunca degustado, enquanto queremos que todos bebam pelo menos sua tubaína diária.
Um selo em um livro de bolso, para ser posto na sexta básica, para ser lido na rua, no horário de almoço, nas prisões, nos acampamentos, nas zonas, nos bares, barracos e barrancos desse imenso país periferia.
Esse selo garante um livro de fácil leitura e que será lido, relido, emprestado, e gasto, andando de mão em mão até que volte para onde veio, a vida.
Ao preço de 1 cerveja e meia, e mais barato que um prato feito, a desculpa para não ler acabou.
Bem vindo ao Selo Povo, feito pra você e pra todo mundo.

Ferréz"

Dia 22 (terça-feira),19h30, na Ação Educativa.
Endereço:
Rua General Jardim 660 – Vila Buarque
Cep: 01223-010 – São Paulo – SP
Fone: 11 3151 2333
_____________________________________________
título: Sob o Azul do Céu
autor: Marcos Teles
revisão e preparação de texto: Alexandre Barbosa de Souza
projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
coordenação: Marcelo Martorelli Vessoni
formato: 10 x 16 cm
número de páginas: 80
tipo: Caecilia
tiragem: 1000
ISBN-13: 9788562848025

29.10.10

Duo Cavuoto-Gouveia (Simona Cavuoto, violino; Horácio Gouveia, piano)


Hoje haverá um recital com a violinista Simona Cavuoto e o pianista Horácio Gouveia.
Eles tocarão obras de Bach – Sonata para violino e piano em fá menor BWV 1018 –; passarão pelo século xix – Sonata para violino e piano em lá menor Op 105, de Schumann –; pelo início do séc xx – Sonata em lá menor para violino e piano, de Ravel –; e terminarão (terminará, no caso) a apresentação com duas obras contemporâneas para violino solo (e que homenageiam outros compositores): Riconoscenza per Goffredo Petrassi, do norte-americano Elliott Carter; e Allgemeine Periodik – in memoriam Henri Pousseur, do brasileiro Willy Corrêa de Oliveira.

onde: Funarte SP/ Sala Guiomar Novaes
endereço: Al Nothmann, 1058 –Centro. Tel: (11) 3662 5177
Data e Hora: Hoje (sexta, 29 de Outubro de 2010), às 21h00

14.10.10

45º Festival Musica Nova


Já começou o Festival deste ano.

Idealizado pelo compositor Gilberto Mendes, o Festival Música Nova é o maior evento de música contemporânea da América Latina e ocorre simultaneamente nas cidades de São Paulo e Santos.” [site do SESC]

vide programação nos sescs
e
a entrevista que fiz com Gilberto Mendes na época do 40º Festival Musica Nova.

13.9.10

Amazônia em Chamas


Textos do Ferréz:
“Diretamente de Rondônia, a escritora Catia Cernov vem fazer seu lançamento em São Paulo, dia 14 de Setembro as 19:00 horas.
Amazônia em Chamas é o primeiro livro da escritora.
mais um livro da coleção Selo Povo, representando a Literatura Marginal.
ao preço de apenas R$ 6,00.
Dia 14 de Setembro na Ação Educativa.
Endereço:
Rua General Jardim 660 – Vila Buarque
Cep: 01223-010 – São Paulo – SP
Fone: 11 3151 2333

Quem é Catia Cernov?
Catia Cernov publicou seu primeiro texto pela revista Literatura Marginal Ato III, da Caros Amigos.
Escreve, edita, imprime e distribui seus contos de forma independente em bancas de revistas, livrarias e sebos. Também é envolvida em manifestações e lutas ambientais.
Amazônia em chamas é seu primeiro livro.
Nas palavras da autora ‘A minha ecologia, que se reflete na literatura (quando assim o tema exige), acontece de forma mais direta, na pratica. É no não consumo de coisas danosas, de ensinar aos filhos o amor á terra, de criar filhos-pessoas e não filhos-consumidores, de não tratar plantas ou animais como propriedade, de entender a importancia de todas as formas de vida, rompendo com antropocentrismo, que trabalho ecologia dentro de casa.’
Nasceu no Paraná e migrou para o norte, mora há muitos anos em Porto Velho – RO.
O que mais aprecia nesse estilo de trabalho é a possibilidade de interagir pessoalmente com seus leitores. Seus contos são experiências do pensamento, fruto de devires que nascem de seu universo em movimento.”
______________________________________________
título: Amazônia em Chamas
autora: Catia Cernov
revisão: e preparação de texto Alexandre Barbosa de Souza
projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
coordenação: Marcelo Martorelli Vessoni
formato: 10 x 16 cm
número de páginas: 104
tipo: Caecilia
tiragem: 2000
ISBN-13: 9788562848018

30.8.10

Com Villa-Lobos (lançamento)


Encontro com o autor
Lançamento do livro Com Villa-Lobos (EDUSP) e bate-papo com o autor e compositor Willy Corrêa de Oliveira. O livro analisa a obra do músico brasileiro Heitor Villa-Lobos e traz também várias pinturas do artista plástico e jornalista Enio Squeff, que serão expostas por ocasião do evento.
Dia 31, das 18h30 às 20h30
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94
Telefone: 3256 5270
___________________________________________
Ficha técnica

Título: Com Villa-Lobos
Autor: Willy Corrêa de Oliveira
Pinturas: Enio Squeff
Produção: Henrique P. Xavier
Projeto Gráfico e Capa: Henrique P. Xavier
Imagem da Capa e Cartão: Thais Vilanova & Paulo Vidal de Castro
Fotos das Pinturas: Ronie Prado
Tratamento de Imagens: Henrique P. Xavier
Editoração Eletrônica: Henrique P. Xavier
Revisão de Provas: Leonardo Ortiz Matos
Editora: Edusp
Formato: 16 X 21 cm
Ano de publicação: 2009
Preço: R$ 39,00
ISBN: 8531411998
ISBN-13: 9788531411991

4.8.10

Cinco advertências sobre a Voragem – Willy Corrêa de Oliveira


Recital com o pianista Mauricio De Bonis e a soprano Caroline De Comi executando obras de Willy Corrêa de Oliveira. Junto acontecerá o lançamento de seu ultimo livro: 5 advertências sobre a Voragem

Projeto Música para Todos – Ciclo de Música Erudita
Concerto: Canções e peças para piano de Willy Corrêa de Oliveira
Repertório:
Lluvia, para canto e piano - versos de Manoel Altolaguirre
Song, para canto e piano - versos de Seamus Heaney
Miserere, ciclo de peças para piano
Infância (1ª versão) para canto e piano - versos de João Cabral de Melo Neto
Infância (2ª versão) para canto e piano - versos de João Cabral de Melo Neto
Infância (3ª versão) para canto e piano - versos de João Cabral de Melo Neto
Teatro Coletivo Rua da Consolação, 1623
Dia 06 de agosto (sexta-feira), 21h
Entrada Franca
Informações: (11) 3255 5922

sobre o livro:
título: Cinco advertências sobre a Voragem
autor: Willy Corrêa de Oliveira
revisão: Alexandre Barbosa de Souza
projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
colaboradores: André de Cillo Rodrigues, Lauren Couto Fernandes, Thiago Senna, João Daniel, Luis Felipe S. Corrêa, Carlos Zeron, Marcelo Martorelli Vessoni e Jorge de Almerida
editora: Luzes no Asfalto
tipos: Minion Pro & Meta
número de páginas: 224

3.8.10

Rainer Maria Rilke: Poemas


Initiale

Aus unendlichen Sehnsüchten steigen
endliche Taten wie schwache Fontänen,
die sich zeitig und zitternd neigen.
Aber, die sich uns sonst verschweigen,
unsere fröhlichen Kräfte – zeigen
sich in diesen tanzenden Tränen.


título: Poemas
autor: Rainer Maria Rilke
tradução (livro bilíngüe), seleção e notas: Geir Campos
revisão: Alexandre Barbosa de Souza
projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
editora: Luzes no Asfalto
formato: 14 x 21 cm
número de páginas: 120
tiragem: 1000
tipo: Rialto Piccolo
preço: r$ 38,00
isbn: 8561530057
isbn-13: 9788561530051

Schlußstück

Der Tod ist groß.
Wir sind die Seinen
lachenden Munds.
Wenn wir uns mitten im Leben meinen,
wagt er zu weinen
mitten in uns.

26.5.10

Limpa Brasil!

revisão brasileira do logotipo: Thais Vilanova & Paulo Vidal de Castro

1.5.10

O Despertar da Primavera & Mine-Haha

Uma tragédia infantil
&
ou Sobre a Educação corporal das meninas

Livro que, além de ter a peça de um dos grandes dramaturgos (O Despertar da Primavera), contêm uma belíssima obra literária do autor: Mine-Haha, que possui uma força de escrita belíssima e uma bela estrutura (mesmo nunca tendo chegado ao tamanho que o próprio Wedekind previu) numa forma literária bastante longe do teatro (apesar do próprio teatro estar presente dentro do enredo) –, com a bela tradução de Marcus Tulius Franco Morais.


__________________________________________
ficha técnica
título: O Despertar da Primavera & Mine-Haha


autor: Frank Wedekind


tradução: Claudia Abeling & Marcus Tulius Franco Morai


revisão: Alexandre Barbosa de Souza & Marcus Tulius Franco Morais


projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova


formato: 14 x 21 cm


número de páginas: 168


editora: Luzes no Asfalto


ano de publicação: 2010


tipos: Veljovic & Ex Ponto


preço: R$ 39,00


isbn: 8561530030


isbn-13: 9788561530037


6.2.10

o(c)ta(audiovisual)cílio



de Octa Lopes

29.1.10

tacet

appears

one chair

where

one chair

disappears


two bodies

are only

two bodies

through the void

that separates them


there is one body only by the distance that separates him from all other


a man is able to read a text in a book just because the white page can separate the black letter against the white page


sound – to be a wave – is only moved by the silence

all sounds are ½ sound ½ silence

all sounds are infused with silence


film is only possible through the technique of the film camera shutter

– one that closes between frames of light – in a light box –, thus preventing the entry of light several times per second


all the sculptures are built through the void

with a massive block of marble, subtract the mass – adding empty – and creates a man



(de Paulo Vidal de Castro)

13.1.10

Com Villa-Lobos

“Mas não é disso que diria aqui e sim da desfortuna de constatar que a obra do compositor, tão vasta, quase maior que o Brasil inteiro, é mesquinhamente pouquíssimo conhecida, visitada. Vale o Villa mais que um estandarte? Estardalhaços! Quase só um nome, uma glória (quase feita apenas de desconhecimento de sua obra caudalosa). Glória Nacional. Que foi feito até hoje para que conhecêssemos Villa-Lobos?”
Willy Corrêa de Oliveira
___________________________________________
Ficha técnica

Título: Com Villa-Lobos
Autor: Willy Corrêa de Oliveira
Pinturas: Enio Squeff
Produção: Henrique P. Xavier
Projeto Gráfico e Capa: Henrique P. Xavier
Imagem da Capa e Cartão: Thais Vilanova & Paulo Vidal de Castro
Fotos das Pinturas: Ronie Prado
Tratamento de Imagens: Henrique P. Xavier
Editoração Eletrônica: Henrique P. Xavier
Revisão de Provas: Leonardo Ortiz Matos
Editora: Edusp
Formato: 16 X 21 cm
Ano de publicação: 2009
Preço: R$ 39,00
ISBN: 8531411998
ISBN-13: 9788531411991