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19.6.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

  
Diferente de Saint-Simon e Fourier, Proudhon não se interessa pela história. “A história da propriedade, nas nações antigas, não é mais para nós senão um caso de erudição e de curiosidade.” (Cit. em Cuvillier, “Marx et Proudhon”, in: op. cit., p. 201 .) O conservadorismo associado à falta de sentido histórico é tão pequeno-burguês quanto o conservadorismo associado ao sentido histórico é feudal.
[a 19a, 1]
[...]
Cuvillier apresenta Proudhon como precursor de um “socialismo nacional”, no sentido do fascismo.
[a 19a, 3]
“Proudhon pensou que fosse possível suprimir os lucros sem trabalho e a mais-valia sem mudar a organização da produção... Proudhon concebeu esse sonho insensato de socializar a troca num meio de produção não-socializado.” A. Cuvillier, “Marx et Proudhon”, in: À la Lumière du Marxisme, vol. II, parte 1, Paris, 1937, p. 210.
[a 19a, 4]
“O valor medido pelo trabalho ... é ..., aos olhos de Proudhon, o próprio objetivo do progresso. Para Marx é bem diferente. A determinação do valor pelo trabalho não é um ideal, é um fato: ela existe em nossa sociedade atual.” Armand Cuvillier, “Marx et Proudhon”, in: À la Lumière du Marxisme, vol. II, parte 1, Paris, 1937, p. 208.
[a 19a, 5]
Proudhon manifestou-se sobre Fourier de maneira extremamente malévola, e expressou opiniões não menos desdenhosas sobre Cabet. Marx discordou energicamente desta atitude, pois via em Cabet um homem muito respeitável por seu papel político junto ao operariado.
[a 19a, 6]
Exclamação de Blanqui ao adentrar o salão de Mlle de Montgolfier na noite de 19 de julho de 1830: “Os Românticos foram derrotados!”
[a 19a, 7]
<fase tardia> 
 
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. 

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