17.8.26

F.W.Murnau/Fausto — Faust: Eine deutsche Volkssage/entra/sai

Curioso reassistir agora. Faz um tempo que estou relendo todo Walter Benjamin, e agora estou terminando Passagens. Aqui ele compara o livro e o filme. A Thais acabou de ler, e comentar bastante, do livro Resposta a Jó (Antwort Hiob), do Jung, e de cara já comecei a ver várias relações entre o livro de Jung (que passa nas passagens) e o filme. Quando comentei, ela falou que Jung adorava Goethe.

Faz um tempo que li Fausto, numa tradução não muito boa, de António Feliciano de Castilho, além dos textos sobe as traduções no Deus e o Diabo no Fausto de Goethe, do Haroldo de Campos (que também comenta sobre este filme). Mas nunca li o da Jenny Klabin Segall. Recentemente (2024) comprei a tradução do João Barreto, grande tradutor de Benjamin, mas ainda não li.

MURNAU, F.W. (1888-1931) Fausto  Faust: Eine deutsche Volkssage / Friedrich Wilhelm Murnau; F.W.Murnau; 1926; Versão restaurada pela Fundação W.F.Murnau de Berlim, trilha original regravada de Werner R.Heymann; encarte com textos de Otto Maria Carpeaux, Walter Benjamin, Haroldo de Campos, Inácio Araujo, Eric Rohmer &c. [Cássio Starling Carlos]  São Paulo: Folha de S. Paulo / Universal Film (UFA) / Versátil Home Video, 2013.

ernesto nazareth/tadeu borges/6 vol: tangos • vol 5/sai

NAZARETH, Ernesto {1863-1934}. Todo Nazareth: obras completas: caixa com 6 volumes  5o vol:Valsas Dor secreta / Noêmia / Fantástica / texto de 4a capa: Francisco Mignone / Ernesto Nazareth. Organização: Thiago Cury & Cacá Machado. Direção editorial: Thiago Cury. Consultoria, Catálogo e Imagens: Luiz Antonio de Almeida. Produção Executiva: Joana Cury. Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. Edição musical: Maurício De Bonis, Marcus Siqueira, Thomas Hansen & Daniel Bondaczuk de Castro Lobo. Reprodução de partituras: Maurício De Bonis, Thiago Cury & Cacá Machado. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza & Alex Barros (Cronologia). Água-Forte Edições Musicais. São Paulo: 2011. fonte de texto: Kennerley (1911), de Frederic Goudy.Papel Pólen Bold 90 g/m2.Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. São Paulo: Água Forte Produções, 2011.

 

BORGES, Tadeu. (piano) interpreta Ernesto Nazareth Dor Secreta / Noêmia / Fantástica / Ernesto Nazareth / Tadeu Borges. Paulus: 2009.

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

ANEXOS
[...]
PRIMEIRA VERSÃO DO EXPOSÉ DE 1935

<Paris, a capital do século XIX>

I. Fourier ou as passagens
..........................................
“Cada época sonha a seguinte.” 
Míchelet, Avenir! Avenir!
 
À forma do novo meio de produção, que no início ainda é dominada por aquela do antigo (Marx), correspondem na superestrutura social imagens de desejo nas quais o novo e o antigo se interpenetram de maneira fantástica. Esta inter-relação adquire seu caráter fantástico principalmente pelo fato de o antigo nunca se destacar de maneira nítida em relação ao novo no decorrer do desenvolvimento social, mas o novo, em seu empenho de distinguir-se do antigo, renova elementos arcaicos, primevos. As imagens utópicas que acompanham a eclosão do novo recorrem sempre, de maneira concomitante, a um passado primevo. No sonho, onde diante dos olhos de cada época surge em imagens a época seguinte, esta aparece associada a elementos da história primeva. Os reflexos da infra-estrutura pela superestrutura são, portanto, inadequados, não porque teriam sido conscientemente falsificados pelas ideologias da classe dominante, mas porque o novo, para tomar a forma de uma imagem, sempre associa seus elementos àqueles da sociedade sem classes. O inconsciente coletivo tem neles uma participação maior do que a consciência do coletivo. É dele que se originam as imagens da utopia que deixaram seu rastro em mil configurações da vida, desde as construções até as modas.

Estas relações podem ser identificadas na utopia de Fourier...
[GS V, 1224-1225] 
..........................................
 
V. Baudelaire ou as ruas de Paris

[1] O engenho de Baudelaire, em sua afinidade com o spleen e a melancolia, é um engenho alegórico. “Tudo para mim torna-se alegoria.” Paris como objeto da visão alegórica. O olhar alegórico como olhar daquele que se sente um estranho. Indiferença do flâneur.

O flâneur como contraponto da “multidão”. A multidão londrina em Engels. O homem da multidão em Poe. O flâneur completo é um bohémien, um desenraizado. Ele não se sente em casa em sua classe e sim apenas na multidão, isto é, na cidade. Excurso sobre o 
bohémien. Seu papel nas sociedades secretas. Característica do conspirateur profissional. O fim da antiga bohémien. Sua cisão em oposição legal e oposição revolucionária.

A posição híbrida de Baudelaire. Seu refugio junto aos elementos associais. Ele vive com uma prostituta. {A teoria estética da arte pela arte. Ela se origina da intuição do artista de que doravante ele será obrigado a produzir para o mercado.}

O motivo da morte na poesia de Baudelaire. Ele se confunde com sua imagem de Paris. Excurso sobre o lado ctônico da cidade de Paris. Rastros topográficos da pré-história: o antigo leito do Sena. Os rios subterrâneos. As catacumbas. Lendas da Paris subterrânea. Conspiradores e communards nas catacumbas. O mundo subaquático das passagens. Seu significado para a prostituição. Ênfase no caráter de mercadoria da mulher no mercado do amor. A boneca como símbolo de desejo. 
[...]
A arte em sua luta contra seu caráter de mercadoria. Sua capitulação diante da mercadoria como arte pela arte. A gênese da obra de arte total a partir do espírito da arte pela arte. A sedução exercida por Wagner sobre Baudelaire.

[2] O engenho de Baudelaire, que se alimenta da melancolia, é um engenho alegórico. “Tudo para mim torna-se alegoria.” Com Baudelaire, pela primeira vez, Paris torna-se objeto da poesia lírica. Não como a cidade natal, ao contrário, o olhar que o alegórico lança sobre ela é o olhar do homem que ali se sente um estranho.

O flâneur é um desenraizado. Ele não se sente em casa nem em sua classe, nem na sua cidade natal e sim apenas na multidão. A multidão é o seu elemento. A multidão londrina em Engels. O homem da multidão em Poe. A fantasmagoria do flâneur. A multidão como véu através do qual a cidade familiar transparece metamorfoseada. A cidade como paisagem e aposento. [...]

O flâneur como bohémien. Excurso sobre o bohémien. Ele nasce simultaneamente ao mercado da arte. Ele trabalha para o grande público anônimo da burguesia, não mais para o mecenas feudal. Ele constitui o exército de reserva da intelectualidade burguesa. Suas primeiras participações nas conspirações do exército dão lugar mais tarde às participações nas insurreições do operariado. Ele se torna um conspirador profissional. Falta-lhe a formação política. Incerteza quanto à consciência de classe. Revolução “política
 e social . O Manifesto Comunista como seu atestado de óbito. A bohéme divide-se em uma oposição legal e uma oposição anarquista. Seu refúgio junto aos elementos associais.

O motivo da morte interpenetra-se na poesia de Baudelaire com a imagem de Paris. Os “Tableaux parisiens”, o Spleen de Paris. Excurso sobre o lado ctônico da cidade de Paris. O antigo leito do Sena. Os rios subterrâneos. Lendas da Paris subterrânea. Conspiradores e communards nas catacumbas. Nelas, o lusco-fusco. Sua ambigüidade. Elas se encontram entre raca e rua, entre o largo e o pavilhão. O mundo subaquático das passagens. Seu significado para a prostituição. Ênfase no caráter de mercadoria da mulher no mercado do amor. A boneca como símbolo de desejo.

Tudo para mim torna-se alegoria. 
Baudelaire, Le Cygne.

O engenho de Baudelaire, que se alimenta da melancolia, é um engenho alegórico. Com Baudelaire, pela primeira vez, Paris torna-se objeto da poesia lírica.
[GS V, 1231-1232]
..........................................
“É fácil descer o Averno. 
Virgílio, Eneida
[...]
................................................
A imprensa organiza o mercado de valores espirituais provocando a princípio uma alta dos preços. Eugène Sue torna-se a primeira celebridade do folhetim. Os inconformados rebelam-se contra o caráter de mercadoria da arte. Agrupam-se sob a bandeira da arte pela arte. Deste lema origina-se a concepção da obra de arte total que tenta proteger a arte, rornandoa impermeável ao desenvolvimento da técnica. A obra de arte total é uma síntese prematura que carrega em si o germe da morte. A solenidade com a qual este culto é celebrado é o contraponto dos divertimentos que cercam a apoteose da mercadoria. Ambas fazem abstração em suas sínteses da existência social do homem. Baudelaire sucumbe à sedução de Wagner.
[GS V, 1233-1234]

VI. Haussmann ou o embelezamento estratégico de Paris
..........................................
... aumentou o risco financeiro da haussmannização.

A exposição universal de 1867 foi o apogeu do regime e do poder de Haussmann. Paris afirma-se como a capital do luxo e das modas. Excurso sobre o significado político da moda. As mudanças da moda deixam intacta a substância da dominação. A moda faz passar o tempo para os que são dominados, um tempo que é fruído pelos dominadores. As concepções de F.Th.Vischer.

Haussmann tenta reforçar sua ditadura...
[GS V, 1234]
..........................................
Mostra, desvendando teu ardil,

Ó república, a esses perversos.

Tua grande face de Medusa

Por entre rubros clarões.

Canção de operários, por volta de 1850.

A barricada ressurge na Comuna. Ela está mais forte e mais protegida do que nunca. Estende-se pelos grandes boulevards e esconde trincheiras situadas atrás dela. Assim como o Manifesto Comunista encerra a época dos conspiradores profissionais, também a Comuna põe fim à fantasmagoria de que o proletariado e sua república estariam encarregados de completar a obra de 1789. Esta fantasmagoria domina os quarenta anos desde a insurreição de Lyon até a Comuna parisiense. A bourgeoisie não compartilhou desse erro.
[GS V, 1235-1236] 
 ..........................................
[1] {Balzac foi o primeiro a falar das ruínas da burguesia. Porém, ainda nada sabia a respeito delas. Quem lançou o primeiro olhar sobre o campo de ruínas que o desenvolvimento capitalista das forças produtivas deixou atrás de si foi o Surrealismo.}

Porém, apenas o Surrealismo permitiu o olhar livre sobre esse campo de ruínas. Elas se tornaram para ele objeto de uma pesquisa não menos apaixonada do que os vestígios da Antigüidade clássica para os humanistas do Renascimento. Pintores como Picasso ou Chirico fazem alusão a essa analogia. Este confronto impiedoso entre o passado mais recente e o presente é algo historicamente novo. Outros membros vizinhos na cadeia de gerações encontravam-se na consciência coletiva, mal se distinguindo uns dos outros no coletivo. O presente, porém, já se encontra em relação ao passado mais recente assim como o despertar em relação ao sonho. O desenvolvimento das forças produtivas no decorrer do século anterior fez cair em ruínas os seus símbolos de desejo, antes mesmo que desmoronassem seus monumentos representativos e antes que amarelasse o papel sobre o qual foram registrados. Este desenvolvimento das forças produtivas no século XX emancipou as formas plásticas da arte, assim como no século XVI as ciências tinham se libertado da filosofia. O início é dado pela arquitetura enquanto obra de engenharia. Segue-se a fotografia enquanto reprodução da natureza. A criação imaginária prepara-se para tornar-se prática ao colocarse como arte gráfica a serviço da publicidade. A poesia submete-se à montagem dos folhetins. Todos esses produtos estão prestes a oferecer-se ao mercado como mercadorias. Contudo hesitam ainda no limiar. Permanecem parados no meio do caminho. Valor e mercadoria celebram um breve casamento antes que o preço de mercado legitime esta união. Desta época originam-se as passagens e os intérieurs, os pavilhões de exposição e os panoramas. São resquícios de um mundo onírico. Mas como a utilização dos elementos oníricos no momento do despertar é o caso exemplar do pensamento dialético, o pensamento dialético é o órgão do despertar histórico. Apenas o pensamento dialético está à altura do passado mais recente, porque ele sempre é seu resultado. Cada época sonha não apenas a próxima, mas ao sonhar, esforça-se em despertar. Traz em si mesma seu próprio fim e o desenvolve 
— como Hegel já o reconheceu  com astúcia. Há muito tempo que os primeiros monumentos da burguesia começaram a desmoronar, mas nós reconhecemos pela primeira vez como estavam destinados a isso desde o início.
[GS V, 1236-1237] 
 
Materiais para o Exposé de 19351
1 As passagens riscadas por Benjamin no manuscrito foram colocadas entre { ... }. (R.T.)
[...]
N°4 Temas para o Trabalho das Passagens 
 [...]
{O intérieur (mobiliário) em Poe e Baudelaire
 [...]
N°5 [Temas para o Trabalho das Passagens II] 
[...]
Os ideólogos da burguesia: Victor Hugo, Lamartine. Ao contrário: Rimbaud 
[...]
Três aspectos do flanar; Balzac, Poe, Engels; os aspectos ilusionista, psicológico, econômico
[...]
    
[...]
{Salvação dos utópicos; as concepções de Marx e Engels sobre Fourier}
[...]
{A entronização da mercadoria em escala cósmica / mercadoria e moda} 
Reclame e cartaz (comércio e política){Dominação do capital financeiro sob Napoleão III}
{Offenbach e a opereta} 
A ópera como centro 
{A crinolina e o Segundo Império} 
Polêmica contra Jung que quer manter o despertar distante do sonho.
[Manuscrito 1 144]  
 
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.   

16.8.26

continua/Bertolt Brecht/Conversas de refugiados/Flüchtlingsgespräche/entra

BRECHT, Bertolt. (1898-1956). Conversas de refugiados / Flüchtlingsgespräche / Bertolt Brecht (Eugen Bertholt Friedrich Brecht); tradução, posfácio e notas de Tercio Redondo;]. –1a ed– São Paulo: Editora 34, 2017.

Paolo Bacilieri/Fun/sai

BACILIERI,  Paolo (1965- ). Fun / Paolo Bacilieri; tradução Michele Aguiar Vartuli; 2020; contribuição do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália [Ministerio degli Affari Esteri e della Cooperazione Internazionale italiano]. — São Paulo: Veneta, 2021.

Bom contraponto entre a trama, com o autor e Umberto Eco; o livro escrito por Eco, sobre a invenção das palavras cruzadas (21 de dezembro de 1913, Fun) e todos os seus desdobramentos, criadas por caras como Georges Perec, Vladimir Nabokov etc, e todas as suas diferenças em cada país; e partes coloridas que se cruzam com a trama.


Obras estreadas por Sérgio Abreu no Brasil • sala Ricardo Kubala • Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista — IA/UNESP (Câmpus de São Paulo — Unesp)

Recital do Edelton Gloeden. No programa, as obras estreadas por Sérgio Abreu no Brasil, incluindo o Nocturnal de Benjamin Britten.

18h - Mesa redonda com Ricardo Dias, Luciano Morais, Lucas Vieira e o próprio Edelton Gloeden sobre o legado de Sérgio Abreu como intérprete e luthier.
18h45 - lançamento do livro O Guia do Violão, de Ricardo Dias.
 
Sala 108 (Ricardo Kubala), no 1o andar. Entrada franca.
O recital com o úlitmo violão construído por Sérgio Abreu, que foi para Edelton Gloeden. Uma rara oportunidade de conhecer e aprofundar a relação com o legado de Abreu.

A boa obra do Henze e a BWV995. Mas a obra do Britten acabou sendo o destaque, o que parece difícil. 
Nunca entendo os extras depois de grandes obras. Sempre acho que quebra o efeito.

Hans Werner Henze (1926-2012) — Drei Tentos (Kammermusik 1958)

J.S.Bach — Suite BWV995

Benjamin Britten (1913-1976) — Nocturnal after John Dowland, Op70

13.8.26

ernesto nazareth/tadeu borges/6 vol: tangos • vol 3/continua

NAZARETH, Ernesto {1863-1934}. Todo Nazareth: obras completas: caixa com 6 volumes  4o vol: tangos vol 3 Pyrilampo / Pauliceia, como és formosa / Soberano / Suculento; texto de 4a capa: Mario de Andrade / Ernesto Nazareth. Organização: Thiago Cury & Cacá Machado. Direção editorial: Thiago Cury. Consultoria, Catálogo e Imagens: Luiz Antonio de Almeida. Produção Executiva: Joana Cury. Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. Edição musical: Maurício De Bonis, Marcus Siqueira, Thomas Hansen & Daniel Bondaczuk de Castro Lobo. Reprodução de partituras: Maurício De Bonis, Thiago Cury & Cacá Machado. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza & Alex Barros (Cronologia). Água-Forte Edições Musicais. São Paulo: 2011. fonte de texto: Kennerley (1911), de Frederic Goudy.Papel Pólen Bold 90 g/m2.Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. São Paulo: Água Forte Produções, 2011.
 

  


 BORGES, Tadeu. (piano) interpreta Ernesto Nazareth  Pirilampo / Pauliceia, como és formosa / Soberano / Suculento/ Ernesto Nazareth / Tadeu Borges. Paulus: 2009.

12.8.26

continua/ernesto nazareth/tadeu borges/6 vol: tangos • vol 2

NAZARETH, Ernesto {1863-1934}. Todo Nazareth: obras completas: caixa com 6 volumes  3o vol: tangos vol 2 Mandinga; O futuristaLabirinto; Insuperável; texto de 4a capa: Mario de Andrade / Ernesto Nazareth. Organização: Thiago Cury & Cacá Machado. Direção editorial: Thiago Cury. Consultoria, Catálogo e Imagens: Luiz Antonio de Almeida. Produção Executiva: Joana Cury. Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. Edição musical: Maurício De Bonis, Marcus Siqueira, Thomas Hansen & Daniel Bondaczuk de Castro Lobo. Reprodução de partituras: Maurício De Bonis, Thiago Cury & Cacá Machado. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza & Alex Barros (Cronologia). Água-Forte Edições Musicais. São Paulo: 2011. fonte de texto: Kennerley (1911), de Frederic Goudy.Papel Pólen Bold 90 g/m2.Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. São Paulo: Água Forte Produções, 2011.


BORGES, Tadeu. (piano) interpreta Ernesto Nazareth  Mandinga / O futurista / Labirinto / Insuperável / Ernesto Nazareth / Tadeu Borges. Paulus: 2009.

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

PARALIPÔMENOS83
83 Estas notas, escritas por Walter Benjamin e Franz Hessel, em 1927, para um artigo conjunto sobre as passagens parisienses, foram datilografadas em itálico e são reproduzidas aqui da mesma forma. As anotações à mão por parte de Benjamin são apresentadas em itálico e sublinhadas: as de Hessel, em redondo. Entre colchetes, [...], as notas do editor. (R.T.) 
[...]
Tipografias
[...]
[Tiposcrito 2768]
[...] 
nenhuma responsabilidade
em relação à nova época: no
futuro nada mais pode acontecer

de extinto


* {Baudelaire: A Cabeleira
(La Chevelure). Redon e Baudelaire,
que criaram um mundo próprio a
partir da cabeleira. Vendido e
traído — é um destino que só
compreende nestes espaços. Aqui até
mesmo a cdbeca de Salomé tornou-
-se um acessório; ou melhor, uma
cabeça que vagueia indecisa entre a
de Anna Cyllacs e a de Salomé.}

** (No centro da porta há um espelho e, como todas as paredes
são entrecortadas por espelhos, estamos perdidos em meio de tanta
ambígua claridade
. Paris é a cidade dos espelhos ...)
 

 

não é de se admirar. A madrasta de Branca de Neve tinha pentes assim. E quando o pente não conseguiu cumprir sua tarefa, ele teve que ser substituído por uma maçã vermelha-e-verde.
Lojas de venda de ingressos para os teatros dispõem de lugares à vontade para teatros vazios de
tanto fazer bocejar. E então não seremos enganados caso tenhamos a nosso lado uma criatura
amassada [?] que [interrompido]
Em uma tal loja foi inventado o bilhete de entrada 

 

introduções a vícios ultrapassados,  

 

 

caminho em direção ao inferno 

 

* tais pessoas devem viver aqui, é o que se conclui da fato de que existe uma Agência de emprego para eles 


 E não muito longe dali deve ter ficado a oficina, onde, no fim da época do Biedermeier, o Doutor Milagre criou sua Olímpia. Pois são as verdadeiras fadas destas passagens, mais vendáveis e utilizadas do que as bonecas em tamanho natural, as bonecas parisienses de fama internacional, que giravam sobre um pedestal sonoro, segurando nas mãos uma cestinha de onde, ao som de um acorde em tom menor, uma ovelhinha esticava seu focinho a farejar. 

 

[Tiposcrito 2761-2767] 

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. 

continua/CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ/Antoni Pladevall i Font

 
.
Sant Joan DIsil (o De Gil)
 




i Pont D
Isil & Castell DÀrreu
 
.
Castell DÀrreu & Sant Serni DÀrreu & Pont DÀrreu & Mare de Déu de les Neus DÀrreu

Mare de Déu de les Neus DÀrreu
FONT, Antoni Pladevall i. CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ / Coordinador científic de lobra Joan-Albert Adell i Gisbert Arquitecte. Amb la col·laboració de la Generalitat de Catalunya i sota l’alt patrocini de L’Organització de les Nacions Unides per a l’educació, la ciència i la cultura (UNESCO). — Barcelona: Fundació Enciclopèdia Catalana, 1993.

9.8.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

O ANEL DE SATURNO
OU SOBRE A CONSTRUÇÃO EM FERRO  
[...]
Enquanto, num âmbito maior, realizava-se um trabalho heróico em construções exemplares e pioneiras, reina curiosamente, ainda, uma confusão jocosa num âmbito menor. Parece que as pessoas [...] não conseguem utilizar abertamente esse novo material com todas as suas possibilidades. Enquanto deixamos hoje nossos móveis de aço lisos e lustrosos como são, há cem anos padecíamos com o esforço de impingir aos móveis de ferro, já então produzidos, a aparência das madeiras mais nobres, graças às elaboradas camadas de tinta. Na época, começou a ser uma questão de honra produzir vidros imitando porcelana, jóias de ouro imitando correias de couro, mesas de ferro imitando o vime, e coisas desse gênero. Ainda em 1805, um líder da velha escola publicou um texto com o título: “Sobre a incapacidade da matemática em assegurar a estabilidade de construções.”81 [...] Simultaneamente, porém, essa época heróica da técnica encontrou seu monumento na incomparável Torre Eiffel, a respeito da qual o primeiro historiador das construções de ferro escreveu: “Aqui a forma plástica da imagem cede espaço a uma enorme tensão de energia espiritual... Cada uma das 12.000 peças de metal foi milimetricamente definida, como também cada um dos dois e meio milhões de parafusos... Neste canteiro de obras não se ouvia nenhum golpe de formão que retira da pedra a sua forma; mesmo ali o pensamento dominava a força muscular, transferindo-a para seguros andaimes e gruas.”82

81 Charles-François Viel, De Llmpuissance dês Mathématiques pour Assurer la Solidité des Bâtimens <sic>, et Recherches sur la Constructions des Ponts, Paris, 1805. (R.T.)

82 Alfred Gotthold Meyer, Eisenbauten: Ihre Ceschichte und Aesthetik, Esslingen, 1907, p. 93. Cf. F 4a, 2. (R.T.; J.L.) 

 

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.