Ao se mudar para um apartamento em Paris, um homem quieto e reservado passa a acreditar que os vizinhos conspiram contra ele.
silenciós
Ao se mudar para um apartamento em Paris, um homem quieto e reservado passa a acreditar que os vizinhos conspiram contra ele.
Um lendário pistoleiro descobre que está com uma doença terminal e decide enfrentar seus últimos dias com dignidade. Enquanto tenta encontrar paz, sua fama atrai antigos inimigos em busca de um último confronto.
Como alguns gêneros determinado, o western usa um forma preestabelecida, mas tenta passar novas informações (e pode chegar até em outros gêneros).
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II. O Método Historiográfico:
a Terminologia de Benjamin e a dos Historiadores
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[...] “A chance [do fascismo]”, escreve Benjamin, “consiste, não por último, em que seus adversários o afrontem em nome do progresso, como se este fosse uma norma histórica. — O espanto em constatar que os acontecimentos que vivemos sejam ‘ainda’ possíveis no século XX, não é nenhum espanto filosófico” (GS I, 697; Teses, p. 83, trad. modificada).
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A “planta primeva” é para Goethe, por um lado, uma “imagem primeva” (Urbild) ideal de todas as plantas, portanto a-histórica, por outro, “a idéia da planta primeva corresponde à folha e a idéia transformada em movimento é a metamorfose das plantas”.16 E essa idéia de metamorfose e “passagem” que é adotada por Benjamin. No Urphãnomen goetheano, ele enxerta o seu conceito de Ursprung, carregado com o elemento de “extinção”, ou seja, com a marca da mortalidade, própria do ser histórico.17
16 Jost Schieren, Anschauende Urteilskraft: Methodische und philosophische Grundlagen von Goethes naturwissenschaftlichem Erkennen, Düsseldorf-Bonn, Parerga, 1998, p. 187 apud Magali dos Santos Moura, “A Poiesis Orgânica de Goethe”, tese de doutorado, FFLCH-ÜSP, 2006, p. 163.
17 Ursprung, Urphänomen, Urpflanze, Urbild, Urgeschichte — em sua obra sobre a Grande Cidade contemporânea, Benjamin reúne uma sugestiva constelação de termos com a partícula silábica “ur”. Muito a propósito vem o artigo de Guilherme Wisnik “Ur, de Urbano” (Folha de S.Paulo, 1 maio 2006, p. E 2) que chama a atenção para a “associação do ‘ur’ germânico ao ‘Ur’ mesopotâmico” e focaliza “a semelhança dos nomes Ur e Uruk, que designam as primeiras cidades de que se tem notícia, construídas na Mesopotâmia por volta de 3.200 a.C., com o radical da nossa palavra ‘urbano’, do latim ‘urbe’”.
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O despertar, como “síntese da tese da consciência onírica e da antítese da consciência de vigília” [N 3a, 3], ou como “o agora da cognoscibilidade” [N 18, 4], é um atributo daquilo que constitui o termo mais original da historiografia benjaminiana: a “imagem dialética”, “É uma imagem que lampeja. É assim, como uma imagem que lampeja no agora da cognoscibilidade, que deve ser captado o ocorrido. A salvação que se realiza deste modo [...] não pode se realizar senão naquilo que estará irremediavelmente perdido no instante seguinte.” [N 9,7] O que Benjamin chama de “dialética na imobilidade” [N 3, 1] é a fixação vertical, momentânea e fugaz da superposição entre o agora e o ocorrido. Esse conhecimento em forma de lampejo é o exato oposto do historicismo que se acomoda no postulado de que “A verdade não nos escapará” (GS I, 695; Teses, p. 62).
Do alto grau de exigência e da dificuldade de escrever a história por meio de “imagens históricas autênticas”, nos dá uma idéia este testemunho de Benjamin numa carta (de 9/10/1935) a Gretei Adorno. Referindo-se ao ensaio “A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica”, que acabou de concluir, ele escreve: “Com isso, realizei em um exemplo decisivo a minha teoria do conhecimento, que se cristaliza em torno do conceito [...] do ‘agora da cognoscibilidade’. Encontrei aquele aspecto da arte do século XIX que é cognoscível só ‘agora’, que não o foi nunca antes e nunca o será depois. (GS V, 1 148) — Esse desafio se coloca também para as nossas leituras dos textos de Benjamin.
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
Brian de Palma é um dos meus preferidos da sua geração hollywoodiana (a última boa). Filmes sempre recheados de citações, especialmente de Hitchcock. (no Dressed to Kill, ele passa tanto desse limite de usar apenas citações, dando volta de 360°, até ficar perfeito, fora a trilha de Pino Donaggio, tão longe da estrutura de Bernard Herrmann, onde ocorre o mesmo. Mas saindo do meu filme preferido dele, vamos para o: Carrie [que tem também a Nancy Allen e Donaggio]).
Carrie White, uma adolescente retraída e sensível, sofre bullying dos colegas e abusos da mãe, uma fanática religiosa. Quando começa a suspeitar que possui poderes sobrenaturais, a situação toma um rumo sombrio e violento.
John Travolta todo jovial. Só não está dançando (Embalos) ou operando som para o próprio De Palma.
Cinemateca Brasileira
Sala Grande Otelo
09/09/26
Em Contraponto, Teresa Valero entrega um magistral thriller social que escancara as mentiras de um franquismo capaz de sufocar, com seus tentáculos, qualquer forma de dissidência.
Contraponto consolidou Teresa Valero como uma das grandes vozes dos quadrinhos espanhóis contemporâneos, conquistando em 2026 o prêmio de Melhor Obra Espanhola na Comic Barcelona, a mais importante premiação de quadrinhos da Espanha.
A edição tem acabamento de luxo, com formato grande, capa dura, 152 páginas em cores, impressas em papel couchê de alta gramatura.
Teresa Valero nasceu em Madri, Espanha, em 1969. Iniciou sua carreira na animação, atuando na produção de séries como As Aventuras de Tintim, Babar e A Pantera Cor-de-Rosa, além de longas-metragens como Asterix na América. Em 1996, cofundou o estúdio Tridente Animación ao lado de artistas como Juan Díaz Canales, participando da produção de obras como a adaptação de Corto Maltese e o filme Asterix e os Vikings. Estreou nos quadrinhos em 2008 como roteirista da série Sorcelleries, ilustrada por Juanjo Guarnido, cocriador de Blacksad. Em seguida, escreveu Curiosity Shop (2011) e Gentlemind (2020). Em 2021, lançou Contraponto: Os Filhos dos Outros, seu primeiro trabalho como autora completa e uma das HQs espanholas mais elogiadas dos últimos anos. Paralelamente à carreira nos quadrinhos, Valero leciona storyboard em universidades e escolas de arte de Madri.BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). Boca do diabo / Bouche du Diable / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Thiago Ferreira; revisão Alexandre Barbosa de Souza; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2020.
“UM PAINEL COM MILHARES DE LÂMPADAS ”
METRÓPOLE & MEGACIDADE
Willi Bolle
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I. A Forma de Apresentação: Livro ou Arquivo?
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[...] E um “hipertexto”, no sentido da definição já clássica proposta pelo designer e programador Theodor Nelson em 1965.
Para dizê-lo de maneira categórica: essa organização do saber histórico em forma de uma rede de categorias e fragmentos, elaborada por Benjamin, pode ser visualizada, mas não pode ser narrada. Estamos diante de uma escrita visual-espacial, baseada na tradição dos grafismos e diagramas, pictogramas e hieróglifos, ou seja, na tradição da semelhança do escrito com o representado;5 esta forma de escrita opõe-se a uma outra, narrativa-seqüencial, dentro da tradição de representar a realidade por meio de sons, uma escrita alfabética, regida pela arbitrariedade do signo. Existe, contudo, a possibilidade de traduzir o dispositivo historiográfico espacial para um discurso temporal. Para isso, é necessário escolher uma perspectiva, montar uma grade de categorias e elementos, e definir uma seqüência. Foi o que Benjamin fez, ao passar do grande arquivo de “Notas e Materiais” para a planta de construção do livro-modelo, cujas 30 categorias construtivas estão aqui reunidas:
A comparação entre o dispositivo anterior de uma historiografia polifônicaespacial e este esquema da planta do livro-modelo dá uma idéia da interação entre as duas modalidades de escrita da história, em forma de rede e numa ordem temporal.6
5 Cf. W. Bolle, “As siglas em cores no Trabalho das Passagens, de W. Benjamin”, Estudos Avançados, 10 (1996), n° 27, pp. 41-77.
6 A sequência exata das categorias no livro-modelo só se deixa verificar na parte do meio, cuja redação foi concluída; nas outras duas partes, pode ser apenas conjectural. De qualquer modo, aqui isso é secundário, uma vez que não intentamos reconstruir o que Benjamin “provavelmente poderia ter escrito”, mas discutir as potencialidades de sua escrita da história.
[...]
[...] Mas talvez ele vislumbrasse uma saída daqueles impasses no sentido de deixar — como alternativa à obra condenada a permanecer fragmentária por força das contingências — uma obra constitutivamente fragmentária, onde sua proposta de escrever a história seria continuada pelos leitores. Em outras palavras: em vez de lamentar o caráter inacabado do livro das Passagens, deveríamos valorizar o projeto de Benjamin como arquivo, dispositivo aberto para novas pesquisas.
Esta tese encontra um forte respaldo cm reflexões do próprio Benjamin. Na imagem de pensamento “Guarda-livros Juramentado”, de Rua de mão única (1928), onde procura avaliar o lugar do livro na história da mídia e cogita sobre os rumos futuros da escrita (e por extensão, da escrita da história), ele observa:
Hoje já é o livro, como ensina o atual modo de produção científico, uma antiquada mediação entre dois sistemas de cartoteca. Pois tudo o que é essencial encontra-se no fichário do pesquisador, que o escreveu, e o cientista que nele estuda assimila-o à sua própria cartoteca. (GS IV, 103; OE II, 28)
Esta descrição lê-se como uma antecipação visionária do que iria acontecer no estágio final e postumamente com o trabalho das Passagens: o formato do livro seria substituído por um sistema mais avançado de escrita, a saber, o fichário (Zettelkasten) ou sistema de cartoteca (Kartothekssystern).
[...]
Na medida em que atribuímos às Passagens, em termos de gênero e estatuto de texto, as características de um grande arquivo ou banco de dados, nós o valorizamos como um dispositivo essencialmente móvel e dinâmico, voltado para um trabalho produtivo de construção, desconstrução e nova construção, envolvendo a participação ativa dos leitores.
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
20 Microestudios
Volumen 1
Volumen 2
Volumen 3
Volumen 4
Aires De Vidalita (sobre un tema de E.Cotelo)
Milonga Oriental
Introduccion Y Capricho
El Poncho (Eduardo Fabini / transcriptíon Atilio Rapat)
Tres Cadencias
Cadencia 1
Cadencia 2
Cadencia 3
Abel Carlevaro (1916-2001)
Tacuabé – T/E CD
Serie De Los Recitales
Formato: CD
Uruguay
1998