19.5.26

Smiley • Yushi Kamome

Yushi Kamome, um jornalista freelancer falido, tenta reencontrar sentido na própria vida desde a partida de sua esposa, Megumi. Mas a visita de duas mulheres que pregam em nome de uma misteriosa “Igreja do Coração Sorridente” muda o rumo de sua existência. A princípio relutante em ouvi-las, um detalhe chama sua atenção: no panfleto do culto, ele reconhece sua ex-mulher, que estava desaparecida…

Yushi mergulha em uma busca cada vez mais sufocante, enquanto cadáveres começam a surgir pela cidade, com os rostos mutilados e completamente nus…

Smiley foi serializado entre 2021 e 2025 na revista Weekly Manga Goraku. A obra rapidamente se destacou por sua abordagem psicológica sombria e estética visual arrojada, estabelecendo Mitei Hattori como uma das novas vozes mais instigantes do universo 青年漫画. Movido por seu desconforto com sorrisos forçados e inspirado por relatos de ex-membros de seitas religiosas, Hattori explora temas como fé, mecanismos de controle e a ditadura da felicidade imposta pela sociedade.

A edição nacional tem acabamento de luxo, com capa cartão, sobrecapa, papel pólen bold de alta gramatura e miolo com acabamento colado e costurado, garantindo o melhor manuseio das páginas. Além disso, inclui um cartão-postal exclusivo.

Mitei Hattori estreou em 2021 com o fenômeno Smiley, serializado na revista Weekly Manga Goraku (日本文芸社). A obra rapidamente se destacou por sua abordagem psicológica sombria e estética visual arrojada, estabelecendo Hattori como uma das novas vozes mais instigantes do universo 青年漫画. Movido por seu desconforto com sorrisos forçados e inspirado por relatos de ex-membros de seitas religiosas, Hattori explora temas como fé, mecanismos de controle e a ditadura da felicidade imposta pela sociedade. 

Brochura
Formato 15,5 x 22 cm
408 páginas
ISBN 9786584191006
edição: Ferréz e Thiago Ferreira  

entra/beethoven/op 120/sai


 

Beethoven, Ludwig van. Variaciones para piano. (Fugatta, Giuseppe). Trentatre Variazioni, su un Valzer di A.Diabelli, Op120. Ludwig van Beethoven. Buenos Aires: Ricordi Americana S.A.E.C., 1921.

BEETHOVEN, Ludwig van. Diabelli Variations, Op.120 / Ludwig van Beethoven; Marco Alcantara; primeira gravação mundial com piano com a afinação da época[?, segundo os afinadores de máquina do tempo]. São Paulo: Sui Generis, 2006. 

Tenho um amor eterno pelas Folias, Chaconas, Passacaglias e Variações. É impressionante estas Variações que Beethoven fez no início do século 19.

Mas todas as outras já tem uma genialidade, desde o Op34.

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

  

<fase tardia>


O mesmo espírito que monta os sistemas filosóficos no cérebro dos filósofos é o que constrói as estradas de ferro com as mãos dos operários.’. ..No deserto do século XIX, a técnica é, segundo Marx, a única esfera da vida em que o homem se move no centro de um a coisa.” Hugo Fischer, Karl Marx und sein Verhältnis zu Staat und Wirtschaft. Jena, 1932, pp. 39-40; a citação de Marx foi extraída de Marx e Engels, Gesammelte Schriften, 1841-1850, Stuttgart, 1902, vol. I, p. 259.

[x3, 1]

[...]

Marx enfatiza “a importância decisiva da transformação do valor e do preço da força de trabalho na forma do salário pelo trabalho, ou em valor e preço do próprio trabalho. Nesta forma fenomênica, que torna invisível a verdadeira relação e mostra justamente o seu contrário, fundamentam-se todas as representações jurídicas tanto do operário quanto do capitalista, todas as mistificações do modo de produção capitalista, todas as suas ilusões de liberdade.” Karl Marx, Das Kapital, vol. I, ed. org. por K. Korsch, Berlim, p. 499.

[X 3, 3]

Se tivéssemos pesquisado mais: sob que circunstâncias todos os produtos tomam ou pelo menos a maioria deles toma a forma de mercadoria, teríamos descoberto que isso só ocorre com base em um modo de produção bem específico: o capitalista.” Karl Marx, Das Kapital, vol I, ed. org. por K. Korsch, p. 171.5

[X 3, 4]

[...]

O modelo segundo o qual deve orientar-se a formação politécnica prescrita pelo marxismo: “Existem ... formações sociais em que a mesma pessoa, alternadamente, costura e tece; em que esses dois modos diferentes de trabalho são apenas modificações do trabalho do mesmo indivíduo, e ainda não são funções específicas fixas de indivíduos diferentes” (Marx, Das Kapital, p. 57). Estes vários atos modificados do trabalho de um indivíduo não são comparados entre si quantitativamente, segundo sua duração; nada de real corresponde à abstração do “mero trabalho” que se pode perceber neles; eles se encontram em um único contexto de trabalho concreto, cujos resultados não beneficiam o proprietário de mercadorias. Comparar com isto a seguinte passagem: “Para uma sociedade de produtores de mercadorias, cuja relação social geral de produção consiste em relacionar-se com seus próprios produtos como mercadorias ... e desta forma ... referir-se aos seus trabalhos privados como a um trabalho humano igual, o cristianismo, com seu culto do homem abstrato ... é a forma religiosa mais adequada.” Marx, Das Kapital, p. 91 (“Fetischcharakter”).11

[X 3a, 4] 

O corpo da mercadoria, que serve de equivalente, figura sempre como corporificação do trabalho humano abstrato e é sempre o produto de um determinado trabalho, útil e concreto. Esse trabalho concreto torna-se, portanto, expressão do trabalho humano abstrato. Nesta última frase se encontra, para Marx, toda a miséria da sociedade produtora de mercadorias. (A passagem foi extraída de Das Kapital, p. 70 [“Die Wertform oder der Tauschwert” — A forma de valor ou o valor de troca”]).12 A esse respeito, é muito importante observar que Marx, pouco depois (p. 71), caracteriza o trabalho humano abstrato como o “contrário” do trabalho concreto.  Para formular de outro modo a miséria em questão, poder-se-ia dizer também: a miséria da sociedade produtora de mercadorias consiste no fato de que, para ela, “o trabalho em forma imediatamente social” (p. 71) sempre é apenas trabalho abstrato. Quando Marx, ao tratar da forma equivalente, enfatiza “que o trabalho privado se converte na forma de seu contrário, um trabalho sob forma imediatamente social (p. 71), este trabalho privado é precisamente o trabalho abstrato do homem abstrato proprietário de mercadorias.

[X4, 1]

Marx imagina que o trabalho seria realizado voluntariamente (como travail passionné) se fosse abolido o caráter de mercadoria de sua produção. A razão pela qual o trabalho não é realizado voluntariamente seria, portanto, segundo Marx, seu caráter abstrato.

[X 4, 2]

“O valor transforma ... cada produto de trabalho em um hieróglifo social. Mais tarde, os homens procuram decifrar o sentido do hieróglifo, desvendar o segredo de seu próprio produto social, pois a determinação dos objetos de uso como valores, assim como a língua, é seu produto social.” Marx, Das Kapital, vol. I, p. 86 (“Der Fetischcharakter der Ware und sein Geheimnis”  O caráter fetichista da mercadoria e seu segredo).13

[X 4, 3]

“A forma geral de valor, que apresenta os produtos de trabalho como meras gelatinas de trabalho humano indiferenciado, mostra por meio de sua própria estrutura que ela é a expressão social do mundo das mercadorias. Assim ela revela que, neste mundo,” “o caráter humano geral” [apenas o mísero e abstrato] “do trabalho constitui ao mesmo tempo sua marca distintiva como trabalho social.” Marx, Das Kapital, vol. I, p. 79 (“Die Wertform oder der Tauschwert”).14 — A natureza abstrata do trabalho social e a natureza abstrata do homem que se comporta como proprietário em relação a seus semelhantes correspondem uma à outra.

[X 4, 4]

“Para expressar ... que a tecelagem, não em sua forma concreta como tecelagem, e sim em sua característica geral como trabalho humano, gera o valor do linho, ela é confrontada com a alfaiataria, o trabalho concreto, que produz o equivalente do linho” [o paletó] “como a forma de realização palpável do trabalho humano abstrato.” (Das Kapital, vol. I, p. 71)15 E ao que se refere Marx quando escreve na frase precedente: “Na expressão de valor da mercadoria, a coisa é distorcida.” Em relação a isto, a observação: “É esta inversão, através da qual o sensível concreto vale apenas como manifestação do universal abstrato  e não o contrário, o universal abstrato como qualidade do concreto —, que caracteriza a expressão de valor... Quando afirmo: o direito romano e o direito alemão são ambos direitos, isto é óbvio. Quando afirmo, ao contrário: o direito, este conceito abstrato, realiza-se no direito romano e no direito alemão, nestes direitos concretos, a correlação se torna mística.” (p. 71) (“Die Wertform oder der Tauschwert”)

[X 4a, 1]

“Quando digo que paletó, botas etc. relacionam-se ao linho como a corporificação geral do trabalho humano abstrato, o absurdo desta expressão salta aos olhos. Mas, quando os produtores de paletós, botas etc. relacionam estas mercadorias ao linho  ou ao ouro e à prata, o que dá no mesmo  como equivalente geral, a relação de seus trabalhos privados com o trabalho social total aparece-lhes exatamente sob esta forma absurda.” Karl Marx, Das Kapital, vol. I, ed. org. por K. Korsch, Berlim, 1932, p. 88 (“Fetischcharakter”).16

[X 4a, 2]

“A economia política ... nunca ... chegou a perguntar por que ... o trabalho se representa pelo valor, e a medida do trabalho, por meio de sua duração, pela grandeza do valor do produto do trabalho. Estas fórmulas  que trazem escrito na testa que pertencem a uma formação social na qual o processo de produção domina os homens, e o homem ainda não domina o processo de produção — são consideradas por sua consciência burguesa uma necessidade natural tão óbvia quanto o próprio trabalho produtivo.” Marx, Das Kapital, vol. I, ed. org. por K. Korsch, pp. 92-93 (“Der Fetischcharakter der Ware und sein Geheimnis”).17

[X 4a, 3]

Uma passagem extremamente importante sobre o conceito de “criatividade” é o comentário de Marx sobre o início do primeiro parágrafo do programa de Gotha: “O trabalho é a fonte de toda riqueza e de toda cultura”: “Os burgueses têm muito boas razões para atribuir ao trabalho poderes criativos sobrenaturais; pois, justamente do fato de o trabalho depender da natureza, conclui-se que o homem que não possui outro bem além de sua força de trabalho será forçosamente, em qualquer circunstância social e cultural, o escravo de outros homens que se fizeram proprietários das condições objetivas do trabalho.” Karl Marx, Ratidglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei, ed. org. por K. Korsch, Berlim-Leipzig, 1922, p. 22.18

[X 5, 1]

“Na sociedade comunitária [genossenschafilich], fundada com base na propriedade comum dos meios de produção, os produtores não trocam seus produtos; e tampouco o trabalho incorporado aos produtos aparece como valor desses produtos, como uma qualidade objetiva possuída por eles, já que agora, em oposição à sociedade capitalista, os trabalhos individuais não existem mais de modo indireto, e sim de modo direto como partes integrantes do trabalho da comunidade. A expressão ‘produto do trabalho’... perde assim todo o sentido.” O trecho refere-se à exigência “de uma distribuição justa do produto do trabalho”. Marx, Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei, Berlim-Leipzig, 1922, pp. 25 e 24.

[X 5, 2 ]

“Em uma fase superior da sociedade comunista, depois que tiver desaparecido a subordinação subserviente dos indivíduos à divisão do trabalho, e com ela também a oposição entre trabalho espiritual e trabalho físico, depois que o trabalho tiver se tornado não apenas meio de vida, mas também a primeira necessidade vital propriamente dita, depois que, com o desenvolvimento integral dos indivíduos, também tiverem se ampliado as forças produtivas... — só então o estreito horizonte do direito burguês poderá ser totalmente superado, e a sociedade poderá escrever sobre suas bandeiras: Cada um, conforme suas capacidades, a cada um, conforme suas necessidades.” Marx, Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei, Berlim-Leipzig, 1922, p. 27.

[X 5, 3]

Marx, em sua crítica ao programa de Gotha de 1875: “Lassalle sabia o Manifesto Comunista de cor... Portanto, se ele o falsificou tão grosseiramente, ele o fez apenas para dissimular sua aliança com os adversários absolutistas e feudais contra a burguesia.” Marx, Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei, ed. org. por K. Korsch, p. 28.

[X 5, 4]

Korsch chama a atenção para “uma concepção científica fundamental para a compreensão abrangente do comunismo marxista, que hoje, porém, é freqüentemente considerada por todos os seus adversários, e até mesmo por muitos de seus adeptos, como ‘insignificante’: a de que o salário não é, como propõem os economistas burgueses, o valor (isto é, o preço) do trabalho e sim ‘apenas uma forma mascarada do valor (isto é, o preço) da força de trabalhoque é vendida como mercadoria no mercado de trabalho bem antes que seu uso produtivo (o trabalho) tenha início na empresa do proprietário capitalista.” Karl Korsch, “Einleitung” [Introdução], in: Marx, Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei, ed. org. por K. Korsch, Berlim-Leipzig, 1922, p. 17.

[X 5a, 1]

Schiller: “As naturezas comuns pagam com aquilo que fazem, as nobres, com aquilo que são.”19 O proletário paga com aquilo que ele faz por aquilo que ele é.

[X 5a, 2]

“Durante o processo de trabalho, o trabalho passa continuamente da forma da inquietação para a forma do ser, da forma do movimento para a da objetividade. Ao fim de uma hora, o movimento de fiar está representado por uma certa quantidade de fio, ou seja: uma determinada quantidade de trabalho, uma hora de trabalho, está objetivada no fio de algodão. Dizemos hora de trabalho, pois o trabalho de fiar vale aqui apenas enquanto dispêndio de força de trabalho, e não enquanto trabalho específico de fiar... A matéria-prima e o produto aparecem aqui” [no processo de valorização] “sob uma luz totalmente diferente daquela projetada pelo ponto de vista do processo de trabalho propriamente dito. A matéria-prima vale aqui apenas como algo que absorve uma determinada quantidade de trabalho... Quantidades determinadas de produto, estabelecidas com base na experiência, representam agora nada mais que determinadas quantidades de trabalho, determinadas medidas de tempo de trabalho solidificado. São apenas a materialização de uma hora, de duas horas, de um dia de trabalho social.” Karl Marx, Das Kapital, vol. I, ed. org. por K. Korsch, Berlim, 1932, p. 191 (“Wertbildungsprozeß” — O processo de valorização).20

[X 5a, 3]

 [...] 

“Objetos de mesmo valor, mas diferentes entre si, sofrem ... uma diminuição do significado de sua individualidade por efeito de sua permutabilidade  seja esta indireta ou ideal... A diminuição do interesse pela individualidade das mercadorias acarreta uma diminuição da própria individualidade. Se os dois lados da mercadoria ... são sua qualidade e seu preço, parece de fato ser logicamente impossível que o interesse se prenda apenas a um desses lados: pois ‘bom preço’ é uma expressão vazia se não significa um preço baixo por uma qualidade relativamente alta... No entanto, o que é conceitualmente impossível e psicologicamente real e efetivo; o interesse por um dos lados pode aumentar a tal ponto que o outro lado logicamente necessário diminui totalmente. O exemplo típico de um destes casos é o ‘bazar de cinqüenta centavos’. Aqui o princípio de valorização da economia monetária moderna encontrou sua expressão mais exata. O centro do interesse não é mais ocupado pela mercadoria, e sim pelo preço — um princípio que não só pareceria vergonhoso em tempos passados, mas que seria também absolutamente impossível. Já foi observado com razão — que a cidade medieval ... desconhecia a economia capitalista extensiva, e que esta teria sido a razão pela qual se buscava o ideal da economia não tanto na expansão (que só é possível por preço baixo), mas principalmente na qualidade das mercadorias oferecidas. Georg Simmel, Philosophie des Geldes, Leipzig, 1900, pp. 411-412.

[X 7, 1]

“A economia política agora não é mais uma ciência da mercadoria... Ela se tornou uma ciência direta do trabalho social — em sua forma atual, determinada e inequívoca, como trabalho que produzmercadorias para outrem’, isto é, como trabalho formalmente pago em seu valor integral, mas efetivamente explorado, ... dos operários assalariados, aos quais se contrapõe, sob a forma de capital, a força produtiva de seu trabalho multiplicada por mil graças à divisão social do trabalho.” Korsch, op. cit. <Karl Marx, manuscrito>, vol. II, P- 47;21 cf. X 11, 1.

[X 7, 2] 

[...]  

“A doutrina damais-valia, já antecipada em sua maior parte ... pelos economistas burgueses clássicos e seus primeiros adversários socialistas, e a redução do livre contrato de trabalho dos operários assalariados modernos à compra e venda da mercadoria força de trabalho’ alcançam sua força e eficácia apenas por meio da transferência do campo da troca de mercadorias para o ... campo da produção material, isto é, pela passagem do conceito de ‘mais-valia, existente sob a forma de mercadoria e dinheiro, para a concepção de ‘mais-trabalho, cumprido pelos operários reais na empresa capitalista sob as condições sociais nela reinantes de dominação e opressão.” Korsch, op. cit. <Karl Marx, manuscrito», vol. II, pp. 41-42.22

[X 7a, 2]

Korsch (vol. II, p. 47) cita uma expressão de Marx <Das Kapital, vol. I, 4 a ed., Hamburgo, 1890, pp. 138-139>: “O lugar oculto da produção, em cuja entrada está escrito: ‘Proibida a entrada de pessoas estranhas ao serviço.”’ Cf. a inscrição de Dante sobre a porta do Inferno e Einbahnstraße [Rua de mão única].23

[X 7a, 3]

Korsch define a mais-valia como a forma “especialmente ‘desvairada’ que o fetichismo da mercadoria assume como ‘mercadoria força de trabalho’”. Karl Korsch, Karl Marx, manuscrito, vol. II, p. 53.24

[X 8, 1]

“O que Marx designa como ‘fetichismo do mundo da mercadoria’ é apenas a expressão científica para a mesma coisa que ele havia antes designado como ‘auto-alienação humana’... A diferença de conteúdo mais importante entre esta crítica filosófica da ‘auto-alienação econômica’ e a representação científica posterior do mesmo problema consiste no fato de Marx, em O Capital, ter conferido à sua crítica econômica um significado mais profundo e mais geral, ao reduzir todas as outras categorias econômicas ligadas à alienação ao caráter fetichista da mercadoria. E verdade que, mesmo assim, o ponto-chave do ataque crítico ... continua sendo o desmascaramento da forma mais marcante que a auto-alienação humana assume como auto-alheamento direto do homem no âmbiro das relações entre ‘trabalho assalariado e capital’. Mas este fetichismo específico da mercadoria força de trabalho ... aparece nesta última versão da teoria econômica ... apenas como forma derivada daquele fetichismo geral que já está contido na própria forma da mercadoria... Só pelo fato de ter desmascarado todas as categorias econômicas como um único grande fetiche, Marx ultrapassou realmente todas as formas e fases da economia burguesa e da teoria social... Mesmo seus melhores exponentes permanecem presos no mundo da aparência burguesa ou nele recaem, por nunca terem conseguido dissolver criticamente, juntamente com as formas derivadas” [desmascaramento do fetiche do ouro e da prata, das rendas produzidas pela terra, dos juros como elemento do lucro, da renda como excedente das taxas de lucro médio] “aquela forma mais geral do fetichismo econômico, que aparece na forma de valor do produto do trabalho como mercadoria e nas relações de valor das próprias mercadorias”. Korsch, op. cit., vol. II, pp. 53-57.25

[X 8, 2]

5 Cf. O Capital, trad. Barbosa e Kothe, vol. I/1, p. 140. (w.b.)
11 Cf. op. cit, pp. 51 e 75. (w.b.)

12 Cf. op. cit, p. 61. (w.b.)
13 Cf. 
op. cit, p. 72. (w.b.)
14 Cf. 
op. cit, p. 67. (w.b.)
15 Cf. 
op. cit, p. 61. (w.b.)

16 Cf. op. cit, p. 73. (w.b.)
17 Cf. 
op. cit, pp. 76-77. (w.b.)
18 Cf. a tese XI de W. Benjamin, “Über den Begriff der Geschichte
, GS I, 698-699; Teses, p. 100 (w.b.) 

19 Benjamin cita de memória. Cf. Friedrich Schiller, Sämtliche Werke, ed. org. por G. Fricke e H. G. Göpfert, vol, I, Munique, 1965, p. 303: Auch in der sittlichen Welt ist ein Adel; gemeine Naturen / Zahlen mit dem, was sie tun, schõne mit dem, was sie sind.” (R.T.) 

20 Cf. O Capital, trad. Barbosa e Kothe, vol. I/1, p. 157. (w.b.) 

21 Karl Korsch, Karl Marx, ed. org. por Götz Langkau, Frankfurt a. M., 1967, p. 93. (R.T.)
22 Korsch, 1967, p. 89. (R.T.) 

23 Cf. Dante Alighieri, Divina Comédia: O Inferno, canto III, verso 9: "Lasciate ogne speranza, voi chintrate”.  W. Benjamin, GS IV, 146; OE II, p. 67; parece que Benjamin está se referindo às placas de proibição. (R.T.; E/M)
24 Korsch, 1967, p. 98. (R.T.)
25 Op. cit, pp. 97 e 99-100. (R.T.)
26 Op. cit, pp. 115-116. (R.T.)
 

 
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.

Fripp/Frith/Zorn

Dia do meu aniversário de 32 anos, no Cine Jóia; Zorn tocando Klezmer/Jazz. — 2012 

2017: David Cross & Dialeto no Sesc Belenzinho tocando King Crinsom, da época em que o violinista tocava lá, e, depois, obras do Béla Bártok. Otacílio junto.

Fred Frith toca no Sesc Pompéia (Otacílio junto), e dá uma palestra no Sesc Consolação, na Vila Nova. — 2018 

Outubro de 2019: Robert Fripp & King Crimson na 1a e última apresentação no Brasil. Tony Levin nos Baixos! Otacílio junto.

Zorn tocando Klezmer/Jazz no Sesc Pompéia, da Lina Bo Bardi, com banda menos interessante que da outra vez. Otacílio junto. — outubro de 2019 também. 

17.5.26

continua/Bertolt Brecht/Poesia/introdução & tradução André Vallias/LIDINGÖ/HELSINQUE [1939-1941]

4. LIDINGÖ/HELSINQUE [1939-1941] 
 
Der Kirschdieb
 
An einem frühen Morgen, lange vor Hahnenschrei
Wurde ich geweckt durch ein Pfeifen und ging zum Fenster.
Auf meinem Kirschbaum, Dämmerung füllte den Garten
Saß ein junger Mann mit geflickter Hose
Und pflückte lustig meine Kirschen. Mich sehend
Nickte er mir zu, mit beiden Händen
Holte er die Kirschen von den Zweigen in seine Taschen.
Noch eine ganze Zeitlang, als ich wieder in meiner Bettstatt lag
Hörte ich ihn sein lustiges kleines Lied pfeifen. [1938]

O ladrão de cereja
 
Numa madrugada, bem antes do galo cantar
Fui acordado por um assovio e me dirigi à janela.
Na minha cerejeira, o lusco-fusco enchia o jardim
Um jovem de calça remendada se sentara
E colhia, alegre, as minhas cerejas. Ao me ver
Acenou-me com a cabeça, com ambas as mãos
Tirava dos galhos as cerejas e enfiava nos bolsos.
Durante um bom tempo ainda, quando já estava de novo na cama
Ouvi ele assoviando a sua alegre melodia.
 
BRECHT, Bertolt. 1898-1956. Poesia / Bertolt Brecht (Eugen Bertholt Friedrich Brecht); 300 poemas (edição bilíngue); fragmentos dos diários, anotações autobiográficas, 20 textos sobre poesia; seleção, introdução & tradução André Vallias; texto de 2a capa Augusto de Campos; e 3a capa Lion Feuchtwanger (1928).  São Paulo: Perspectiva, 2019. – (Coleção Signos; 60 / dirigida por Augusto de Campos)  

15.5.26

continua/Bertolt Brecht/Poesia/introdução & tradução André Vallias/LIDINGÖ/HELSINQUE [1939-1941]

4. LIDINGÖ/HELSINQUE [1939-1941] 
 
Die Festung Europa
 
Europa ist Hitlers Festung
Sagt Göbbels jedem Kind
Doch wo hat man je eine Festung gesehn
Wo die Feinde nicht nur außen stehn
Sondern auch innen sind? [1939]
   
Fortaleza Europa
 
A Europa é o baluarte de Hitler
Goebbels diz a qualquer criança
Mas onde já se viu um baluarte
Em que o inimigo está em toda parte
E dentro também avança?
 
Mutter Courages Lied
 
Herr Hauptmann, laß die Trommel ruhen
Und laß dein Fußvolk halten an:
Mutter Courage, die kommt mit Schuhen
In denens besser laufen kann.
Mit seinen Läusen und Getieren
Bagasch, Kanone und Gespann 
Soll es dir in den Tod marschieren
So will es gute Schuhe han.
Das Frühjahr kommt. Wach auf, du Christ!
Der Schnee schmilz weg. Die Toten ruhn.
Doch was noch nicht gestorben ist
Das macht sich auf die Socken nun.
 
Herr Hauptmann, deine Leut marschieren
Dir ohne Wurst nicht in den Tod.
Laß die Courage sie erst kurieren
Mit Wein von Leibs- Geistesnot.
Kanonen auf die leeren Mägen
Herr Hauptmann, das ist nicht gesund
Doch sind sie satt, hab meinen Segen
Und führ sie in den Höllenschlund.
Das Frühjahr kommt. Wach auf, du Christ!
Der Schnee schmilz weg. Die Toten ruhn.
Doch was noch nicht gestorben ist
Das macht sich auf die Socken nun.
 
So mancher wollt so manches haben
Was es für manchen gar nicht gab;
Er wollt sich schlau ein Schlupfloch graben
Und grub sich nur ein frühes Grab.
Schon manchen sah ich abjagen
In Eil nach einer Ruhestatt 
Liegt er dann drin, mag er sich fragen
Warums ihm so geeilt hat.
Das Frühjahr kommt. Wach auf, du Christ!
Der Schnee schmilz weg. Die Toten ruhn.
Doch was noch nicht gestorben ist
Das macht sich auf die Socken nun.
 
Von Ulm nach Metz, von Metz nach Mähren!
Mutter Courage ist dabei!
Der Krieg wird seinen Mann ernähren
Er braucht nur Pulver zu und Blei.
Von Blei allein kann er nicht leben
Von Pulver nicht, er braucht noch Leut!
Müßts euch zum Regiment begeben
Sonst steht er um! So kommt noch heut!
Das Frühjahr kommt. Wach auf, du Christ!
Der Schnee schmilz weg. Die Toten ruhn.
Doch was noch nicht gestorben ist
Das macht sich auf die Socken nun.
 
Mit seinem Glück, seiner Gefahre
Der Krieg, er zieht sich etwas hin:
Der Krieg, er dauert hundert Jahre
Der gmeine Mann hat keinn Gewinn.
Ein Dreck sein Fraß, sein Rock ein Plunder!
Sein halben Sold stiehlts Regiment
Jedoch vielleicht geschehn noch Wunder:
Der Feldzug ist noch nicht zu End!
Das Frühjahr kommt. Wach auf, du Christ!
Der Schnee schmilz weg. Die Toten ruhn.
Doch was noch nicht gestorben ist
Das macht sich auf die Socken nun. [1939] 
 
Canção da Mãe Coragem
 
Seo Capitão, cala o tambor
E dá aos teus peões descanso:
A Mãe Coragem vai repor
Coturnos pro melhor avanço
No ataque. Com piolhos, bestas
Tralhas, canhões e munição 
Se à marcha pra morte te prestas
Que pises bem calçado o chão.
Cristãos, a primavera é linda!
Derrete a neve. O morto jaz
Em paz. Quem não morreu ainda
Se manda sem olhar pra trás.
 
Seo Capitão, soldados sem
Linguiça não marcham pra morte.
Deixa, que a Mãe Coragem tem
O que alma e corpo reconforte.
Levar de estômago vazio
Chumbo não é, Seo Capitão
Sadio, mas se os homens sacio
Até no inferno marcharão.
Cristãos, a primavera é linda!
Derrete a neve. O morto jaz
Em paz. Quem não morreu ainda
Se manda sem olhar pra trás.

 
O que se quer e mal se viu 
A maioria nunca prova;
Esperto, ele cava um covil
E assim cavou a própria cova.
Muitos já vi com afobação
A procurar um bom jazigo 
Deitando, surge uma questão:
Por que a pressa, meu amigo?
Cristãos, a primavera é linda!
Derrete a neve. O morto jaz
Em paz. Quem não morreu ainda
Se manda sem olhar pra trás.
 
De Ulm a Metz, de Metz a Mähren!
A Mãe Coragem perambulal
Com chumbo e pólvora, essa guerra
Fornece aos seus uma matula.
Mas chumbo e pólvora somente
Não pode ser, vai precisar
De bons recrutas, minha gente
Ou ela acaba! Cheguem lá!
Cristãos, a primavera é linda!
Derrete a neve. O morto jaz
Em paz. Quem não morreu ainda
Se manda sem olhar pra trás.
 
Com risco, sorte e desenganos
A guerra então vai se estendendo:
E esta já dura cem anos
E ao pobre não traz dividendos.
Comida é um lixo, a roupa um saque!
E o meio soldo alguém lhe furta:
Mas pode ser que um dia emplaque
Por um milagre, e segue a luta!
Cristãos, a primavera é linda!
Derrete a neve. O morto jaz
Em paz. Quem não morreu ainda
Se manda sem olhar pra trás.


Ardens sed virens
 
Herrlich, was im schönen Feuer
Nicht zu kalter Asche kehrt!
Schwester, sieh, du bist mir teuer
Brennend, aber nicht verzehrt.
 
Viele sah ich schlau erkalten
Hitzige stürzen unbelehrt
Schwester, dich kann ich behalten
Brennend, aber nicht verzehrt.
 
Ach, für dich stand, wegzureiten
Hinterm Schlachtfeld nie ein Pferd
Darum sah ich dich mit Vorsicht streiten
Brennend, aber nicht verzehrt. [1939]
 
Ardens sed virens
 
Soberbo, o que no fogo belo
Não quer volver à cinza fria!
Vê só, irmã, como eu te quero
Queimando, mas não consumida.
 
Muitos eu vi dentro do gelo
De cabeça-quente e vazia
Então, irmã, eu te conservo
Queimando, mas não consumida.
 
Para fugir, jamais te deram
No campo de batalha montaria
Por isso vi lutares com cautela
Queimando, mas não consumida.
 
BRECHT, Bertolt. 1898-1956. Poesia / Bertolt Brecht (Eugen Bertholt Friedrich Brecht); 300 poemas (edição bilíngue); fragmentos dos diários, anotações autobiográficas, 20 textos sobre poesia; seleção, introdução & tradução André Vallias; texto de 2a capa Augusto de Campos; e 3a capa Lion Feuchtwanger (1928).  São Paulo: Perspectiva, 2019. – (Coleção Signos; 60 / dirigida por Augusto de Campos) 

14.5.26

entra/Boris Schnaiderman/Tradução, Ato Desmedido

 

SCHNAIDERMAN, Boris (1917-2016). Tradução, Ato Desmedido / Boris Schnaiderman; Coleção Debates dirigida por J.Guinsburg. — São Paulo: Perspectiva, 2011. (Debates 321)

Rokurou Ogaki 大柿ロクロウ/Crazy food truck クレイジーフードトラック/sai

OGAKI, Rokurou 大柿ロクロ. Crazy food truck クレイジーフードトラック — volume 1 / Rokurou Ogaki; tradução de Drik Sada; edição Ferréz e Thiago Ferreira. São Paulo: Comix Zone!, 2024.
_________________.
Crazy food truck クレイジーフードトラック — volume 2 / Rokurou Ogaki; tradução de Drik Sada; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2024.

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

  

 X

[MARX]

[...]

Origem da falsa consciência: “A divisão do trabalho só se torna realmente uma divisão a partir do momento em que se dá uma divisão do trabalho ... material e espiritual. A partir desse momento, a consciência pode realmente imaginar ser algo diferente da consciência da práxis existente..., e que ela realmente representa algo, sem representar algo real.” Marx und Engels über Feuerbach: Aus dem literarischen Nachlaß von Marx und Engels”, Marx-Engels-Archiv, org. por D. Rjazanov, vol. I, Frankfurt a. M., 1928, p. 248.

[X 1, 4] 

[...]

Auto-alienação: “O operário produz o capital, o capital o produz; portanto, ele produz a si mesmo e ... suas qualidades humanas existem apenas ..., na medida em que elas existem para o capital alheio a ele... O operário existe como operário apenas enquanto ele existe para si como capital, e ele existe como capital apenas enquanto algum capital existe para ele. A existência do capital é sua existência..., e esta determina o conteúdo de sua vida de uma maneira que lhe é indiferente... A produção produz o homem ... como um ... ser desumanizado.” Karl Marx, Der historische Materialismus: Die Frühschriften, ed. org. por S. Landshut e J. P. Mayer, Leipzig, vol. I, pp. 361-362 (“Nationalõkonomie und Philosophie”).

[X 1a, 1]

[...]

“A natureza que se constitui na história humana  no ato de criação da sociedade humana — é a natureza real do homem; por isso a natureza, tal como se constitui através da indústria — ainda que sob uma forma alienada , é a verdadeira natureza antropológica.” Karl Marx, Der historische Materialismus: Die Frühschriften, ed. org. por S. Landshut e J. P. Mayer, Leipzig, vol. I, p. 304 (“Nationalökonomie und Philosophie”).

[X 1a, 3]   

Ponto de partida para uma crítica da “cultura”: “A superação positiva da propriedade privada enquanto apropriação da vida humana é ... a superação positiva de toda alienação  portanto, o retorno do homem da religião, da família, do Estado etc., para sua existência humana, isto é, social.” Karl Marx, Der historische Materialismus, ed. org. por Mayer e Landshut, Leipzie, vol. I, p. 296 (“Nationalökonomie und Philosophie”).

[X 1a, 4]

Uma derivação do ódio de classe, que se refere a Hegel: “A superação da objetividade sob a forma da alienação  que vai necessariamente da estranheza indiferente até a alienação hostil real  significa para Hegel ao mesmo tempo, e principalmente, que a objetividade deve ser superada, porque não é o caráter determinado do objeto, e sim seu caráter de objeto que é, para a autoconsciência, o elemento ofensivo na alienação.” Karl Marx, Der historische Materialismus, Leipzig, vol. I, p. 335 (“Nationalökonomie und Philosophie”).

[X 1a, 5] 

[...]

Seria um erro desenvolver a psicologia da burguesia a partir da atitude do consumidor. O ponto de vista do consumidor é representado apenas pela camada social dos esnobes. As bases para uma psicologia da classe burguesa encontram-se antes na seguinte frase de Marx, que permite descrever também — e principalmente — a influência que esta classe exerce sobre a arte, como modelo e como comitente: “Um certo grau de desenvolvimento da produção capitalista exige que o capitalista possa utilizar todo o tempo em que ele funciona como capitalista, isto é, como capital personificado, para a apropriação e, portanto, para o controle do trabalho alheio e para a venda dos produtos desse trabalho.” Karl Marx, Das Kapital, vol. I, ed. org. por K. Korsch, Berlim, 1932, p. 298.

 [X 2, 2] 

[...]

O tempo na técnica. “Como em uma verdadeira ação política, a escolha ... do momento certo é decisiva. ‘A ordem do capitalista no campo da produção torna-se agora tão indispensável quanto a ordem do general no campo de batalha’ (I, p. 278). ...O ‘tempo’ possui aqui, na técnica, um significado diferente daquele que possui no decorrer dos acontecimentos históricos da mesma época, em que ... as ‘ações coincidem sem mais nem menos’. O ‘tempo’ possui ainda, na técnica ... um significado diferente daquele que possui na economia moderna, que ... mede o tempo do trabalho pelo relógio.” Hugo Fischer, Karl Marx und sein Verhältnis zu Staat und Wirtschaft, Jena, 1932, p. 42; citando Das Kapital, vol. I, 1923.
[X 2, 4]

2 Na revisão das passagens extraídas de Karl Marx, Das Kapital, foi consultada a edição brasileira: O CapitalCrítica da Economia Política, vol. I, tomo 1, trad. de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe, São Paulo, Abril Cultural, 1983; a passagem citada encontra-se na p. 243. (w.b.)

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.