1.8.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

[...]

........................................................

[...]

Sobre a figura do colecionador. Pode-se partir do pressuposto de que o verdadeiro colecionador retira o objeto de suas relações funcionais. Esse olhar, todavia, não explica a fundo esse comportamento singular. Pois não é esta a base sobre a qual se constrói uma contemplação “desinteressada” no sentido de Kant c de Schopenhauer, de tal modo que o colecionador consegue lançar um olhar incomparável sobre o objeto, um olhar que vê mais e enxerga coisas diferentes do que o olhar do proprietário profano, e o qual deveria ser melhor comparado ao olhar de um grande fisiognomonista. Entretanto, o modo como este olhar sc depara com o objeto deve ser presentificado de maneira ainda mais aguda através de <uma outra> consideração. [cf. H 2, 7 e H 2a, 1]

<O°, 6>

É preciso saber: para o colecionador, o mundo está presente em cada um de seus objetos e, ademais, de modo organizado. Organizado, porém, segundo um arranjo surpreendente, incompreensível para uma mente profana. Este arranjo está para o ordenamento e a esquematização comum das coisas mais ou menos como a ordem num dicionário está para uma ordem natural. Basta que nos lembremos quão importante é para cada colecionador não só o seu objeto, mas também todo o passado deste, tanto aquele que faz parte de sua gênese e de sua qualificação objetiva, quanto os detalhes advindos de sua história, aparentemente exterior: proprietários anteriores, preço de aquisição, valor etc. Tudo isso, os dados “objetivos”, como os outros, forma para o autêntico colecionador em relação a cada uma de suas possessões uma completa enciclopédia mágica, uma ordem do mundo, cujo esboço é o destino de seu objeto. Aqui, portanto, neste âmbito estreito, é possível compreender como os grandes fisiognomonistas (e colecionadores são fisiognomonisras do mundo das coisas) tornam-se intérpretes do destino. Basta que acompanhemos um colecionador que manuseia os objetos de sua vitrine. Mal segura-os nas mãos, parece estar inspirado por eles, parece olhar através deles para o longe, como um mago. (Seria interessante situar o colecionador de livros como o único que não necessariamente desvinculou seus tesouros de seu contexto funcional.) [cf. H 2, 7 e H 2a, 1]

<O°, 7>

[...]

Ter sempre em mente que o comentário de uma realidade (tal como o escrevemos aqui) exige um método totalmente diferente do que aquele requerido para um texto. No primeiro caso, a ciência fundamental é a teologia, no segundo, a filologia. [cf. N 2, 1]

<O°, 9>

A perscrutação como princípio no filme, na nova arquitetura, na colportagem.

<O°, 1o>

[...]

Gabinete de figuras de cera: misto do efêmero e do que está na moda. “Mulher que prende sua liga.” [André Breton,] Nadja, Paris, 1928, p. 200. [cf B 3, 4 e E 2a, 2]

<O°, 30>

[...]

Poder-se-ia dizer que há duas orientações neste trabalho: a que vai do passado até o presente e apresenta as passagens etc. como precursoras, e a que vai do presente até o passado a fim de fazer explodir no presente a completude revolucionária destes “precursores”, sendo que esta orientação entende também a observação elegíaca, enlevada, do passado recente como sua explosão revolucionária.

<O°, 56>

[...]

Uma diferença notável entre Saint-Simon e Marx. O primeiro amplia do modo mais abrangente possível a classe dos explorados (os produtores), incluindo entre eles até os empresários, uma vez que estes pagam juros a seus credores. Marx, ao contrário, inclui na burguesia todos aqueles que de alguma forma são exploradores, ainda que estes também sejam vítimas de exploração. [cf. U 4, 2]

<O°, 64>

Agravamento dos antagonismos de classe: a ordem social como uma escada na qual a distância entre os degraus aumenta de ano para ano. O número infinito de degraus intermediários entre a riqueza e a miséria na França do século passado.

<O°, 65>

[...]

Não foi Marx quem ensinou que a burguesia como classe nunca poderia atingir uma consciência perfeitamente clara de si mesma? E, caso isso seja verdade, não seria legítimo complementar a sua tese com a idéia do coletivo onírico (que é o coletivo burguês)? [cf. S 2, 1]

<O°, 67>

Não seria possível, ademais, comprovar como todos os fatos de que trata este trabalho se esclarecem no processo de autoconscientização do proletariado?

<O°, 68>

Os primeiros estímulos do despertar aprofundam o sono  (estímulos do despertar), [cf. K 1a, 9]

<O°, 69>

Os Comptes Fantastiques dHaussmann66 foram publicados primeiramente como série de artigos no Temps.

66 Trocadilho entre o gênero dos contos fantásticos (contes), típico do escritor alemão E.T.A. Hoffmann (1776-1822), e a prestação de contas (comptes) do Barão de Haussmann, prefeito de Paris, (w.b.)

<O°, 70>

Boa formulação de Bloch sobre o trabalho das Passagens: a história mostra seu distintivo da Scodand Yard. Foi no contexto de uma conversa na qual eu explicava como este trabalho  comparável ao método da fissão nuclear que libera as forças gigantescas que mantêm unidos os átomos  deve liberar as forças gigantescas da história que são acalentadas no “era uma vez” da narrativa histórica clássica. A historiografia que se empenhou em mostrar “como as coisas efetivamente aconteceram”,67 foi o narcótico mais poderoso do século XIX. [cf. N 3, 4]

67 Mostrar como as coisas efetivamente aconteceram foi o lema do historiador Leopold Ranke (1795-1886), que representa a posição do historicismo. Cf. a critica de Benjamin ao historicismo em Sobre o Conceito de História, tese XVI. (J.L.) 

<O°, 71 >

A concretude apaga o pensamento, a abstração o acende. Toda antítese é abstrata, toda síntese, concreta. (A síntese apaga o pensamento.)

<O°, 72>

[...] 

Não é preciso fazer o tempo passar, é preciso carregá-lo em si. Passar o tempo (expulsar o tempo, matá-lo): drenar-se. Tipo: o jogador, o tempo jorra-lhe dos poros.  Carregar-se de tempo como uma bateria: tipo: o tipo flâneur. Por fim, o tipo sintético: ele carrega e transmite a energia “tempo” sob uma outra forma: aquele que espera. [cf. D 3, 4]

<, 78>

[...] 

........................................................

[...]

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BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.     

31.7.26

Erich von Stroheim • Foolish Wives • Esposas Ingênuas • 5ª MOSTRA SAC • Cinemateca Brasileira

Filme de 1922 que foi o mais caro já produzido até então. A ideia do Stroheim era para o filme ter entre 6 e 10 horas de duração (como o Jodorowsky tentou fazer depois). 
Nunca tinha assistido um filme dirigido por ele, apenas Cinco Covas no Egito (Five Graves to Cairo), Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), ambos do Billy Wilder, e A Grande Ilusão (La Grande Illusion), do Jean Renoir (é um dos que sempre vejo em casa, em DVD. Do Wilder acabo sempre vendo outros). Apesar gostar mais de Wilder do que de Renoir, A Grande Ilusão é o grande filme destes 3.

Passou a versão mais restaurada do Esposas Ingênuas, com 143 min. Bom filme.

Direção
Erich von Stroheim
Roteiro
Erich von Stroheim, Marian Ainslee, Walter Anthony
Duração
143 min 
Elenco
Erich von Stroheim
 

Cinemateca Brasileira

Sala Oscarito

31/07/26

17h15

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

Comparação da Fenomenologia de Hegel e das obras de Grandville. Dedução da obra de Grandville do ponto de vista da filosofia da história. Importante é a hipertrofia da epígrafe nessa obra. A associar a Grandville também a observação de Lautreamont. As obras de Grandville são a verdadeira cosmogonia da moda. Importante talvez também uma comparação entre Hogarth e Grandville. Uma parte da obra de Grandville poderia ser intitulada assim: Vingança da moda nas flores. As obras de Grandville são os livros sibüínos da publicidade. Tudo que nele existe sob a forma germinal da pilhéria, da sátira, atinge sua verdadeira plenitude como reclame, [cf. B 4, 5 e G 1, 3]

<M°, 3>

A superposição segundo o ritmo do tempo. Em relação ao cinema e à transmissão “sensacionalista” das notícias. Do ponto de vista do ritmo, segundo a percepção temporal, o “devir”, para nós, não possui mais qualquer evidência. Nós o decompomos dialeticamente em sensação e tradição. — Importante dar a estas coisas uma expressão analógica no domínio biográfico.

<M°, 4 >

[...]

Haxixe ao meio-dia: sombras são uma ponte sobre a corrente luminosa da rua.

<M°, 6>

Na arte de colecionar, a aquisição como fator decisivo.

<M°, 7>

A arte de preparar o fundo no ler e no escrever. Quem souber esboçar da maneira mais superficial é o melhor autor.

<M°, 8>

Visita subterrânea aos canais de esgoto: percurso preferido Chatelet-Madeleine. [cf. C 2a, 7]

<M°, 9>

[...] 

A melhor arte de capturar, sonhando, a tarde nas malhas da noite é fazer planos. [cf. M 3a, 2]

<M°, 11>

[...]

O páthos deste trabalho: não há épocas de decadência. Tentativa de ver o século XIX de maneira tão positiva quanto procurei ver o século XVII no Livro sobre o drama barroco. Nenhuma crença em épocas de decadência. Assim também (fora dos limites) qualquer cidade para mim é bela; e, por isso, não acho aceitável qualquer discurso sobre o valor maior ou menor das línguas. [cf. N 1, 6]

<M°, 13>

O coletivo que sonha ignora a história. Para ele, os acontecimentos se desenrolam segundo um curso sempre idêntico e sempre novo. Com efeito, a sensação do mais novo, do mais moderno, é tanto uma forma onírica do acontecimento quanto o eterno retomo do sempre igual. A percepção do espaço que corresponde a essa percepção do tempo é a superposição. Quando então estas formas se dissolvem na consciência iluminada, surgem em seu lugar categorias político-teológicas. E apenas sob estas categorias, que congelam o fluxo dos acontecimentos, forma-se em seu interior a história como constelação cristalina.  As condições econômicas, sob as quais a sociedade existe, a determinam não apenas em sua existência material e na superestrutura ideológica: elas encontram também sua expressão. Assim como o estômago estufado de um homem que dorme não encontra sua superestrutura ideológica no conteúdo onírico, assim também ocorre com as condições econômicas da vida do coletivo. O coletivo interpreta essas condições e as explica, elas encontram sua expressão no sonho e sua interpretação no despertar. [cf. S 2, 1 e K 2, 5]

<M°, 14>

O homem que espera como tipo oposto ao flâneur. A apercepção do tempo histórico do flâneur comparada ao tempo do homem que espera. Não olhar as horas. Caso de superposição na espera: a imagem da mulher que é aguardada sobrepõe-se à de uma desconhecida. Somos uma barragem onde se acumula o tempo, que se precipita em nós mesmos quando surge aquela que esperamos. “Todos os objetos são como chefes.” Édouard Karyade.

<M°, 15>

[...]

Investigar a relação entre colportagem e pornografia. Imagem pornográfica de Schiller uma litografia  numa pose pitoresca, ele aponta com uma das mãos para um longínquo ideal, com a outra, se masturba. Paródias pornográficas de Schiller. O monge fantasmagórico e lascivo: a longa procissão de fantasmas e da lascívia: nas Mémoires de Saturnin, de Madame de Pompadour, a fileira lasciva dos monges; à frente, o abade com sua prima.

<M°, 17>

Sentimos tédio quando não sabemos o que estamos esperando. E o fato de o sabermos ou imaginar que o sabemos é quase sempre nada mais do que a expressão de nossa superficialidade ou distração. O tédio é o limiar para grandes feitos. [cf. D 2, 7] 

<M°, 18>

[...] 

Limiar e fronteira devem ser rigorosamente diferenciados. O limiar é uma zona. Mais exatamente, uma zona de transição. Mudança, transição, fluxo <?> estão contidos na palavra schwellen (inchar, entumescer), e a etimologia não deve negligenciar estes significados. Por outro lado, é necessário determinar o contexto tectônico imediato que deu à palavra o seu significado. Tornamo-nos muito pobres em experiências liminares. O “adormecer” é talvez a única delas que nos restou. Porém, assim como se sobrepõe ao limiar o mundo onírico com suas figuras, também sobrepõem-se a ele as oscilações do entretenimento e as mudanças de comportamento entre os sexos ao longo das gerações.  Do círculo de experiências liminares desenvolveu-se então o portal que transforma aquele que passa sob seu arco. O arco romano da vitória transforma em triumphator o general que retorna. Contra-senso do relevo na face interna do portal, um equívoco classicista. [cf. O 2a, 1 e C 2a, 3]

<M°, 26>

 ........................................................

 

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.  

30.7.26

Fritz Lang • M • 5ª MOSTRA SAC • Cinemateca Brasileira

Um dos mais importantes, e melhores, filmes narrativos já feitos. Última restauração, na década passada, ficando com 111 min.

Dois atores na Alemanha em 1931 que tiveram futuros opostos: Peter Lorre, um amigo de Bertold Brecht (Lorre, Brecht e Lang fugirão para os EUA, apenas Lorre não voltará para a Alemanha com o fim do nazismo); e Otto Wernicke, que trabalhará para o Nazismo (como Thea von Harbou, roteirista, que na época era casada com Lang).

Direção
Fritz Lang
Roteiro
Fritz Lang, Thea von Harbou
Duração
111 min 
Elenco
Peter Lorre, Otto Wernicke 
 

Cinemateca Brasileira

Sala Grande Otelo

29/07/26

19h30

entra/Petrarca/Il Canzonieri/O Cancioneiro

PETRARCA, Francesco (1304-1374). O Cancioneiro / Il Canzonieri / Francesco Petrarca; tradução, introdução e notas Jamil Almansur Haddad; alguns poemas com reproduções antigas em italiano. — Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. (Clássicos de Bolso)

Dormindo entre cadáveres/Luís Moreira Gonçalves & Felipe Parucci/sai

GONÇALVES, Luís Moreira; PARUCCI, Felipe. Dormindo entre cadáveres / Luís Moreira Gonçalves, Felipe Parucci; posfácio de Luís Moreira Gonçalves; baseado numa história verdadeira (colapso do sistema de saúde da Amazônia na grande tragédia da Covid); edição de Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2025.

29.7.26

continua/CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ/Antoni Pladevall i Font

 
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Santa Maria de Besan 
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Sant Miguel de Besan 
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Sant Feliu de la força dÀreu
 
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Santa Maria de la Torre
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Castell de Tor
 
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Sant Pere de Tor
FONT, Antoni Pladevall i. CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ / Coordinador científic de lobra Joan-Albert Adell i Gisbert Arquitecte. Amb la col·laboració de la Generalitat de Catalunya i sota l’alt patrocini de L’Organització de les Nacions Unides per a l’educació, la ciència i la cultura (UNESCO). — Barcelona: Fundació Enciclopèdia Catalana, 1993.

27.7.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

Redon foi muito amigo do botânico Armand Clavaud.

<L°, 2>

“O sobrenatural não me inspira. Não faço senão contemplar o mundo exterior; minhas obras são verdadeiras não importa o que se diga.” Odilon Redon.

<L°, 3>

[...]

Stahr relata que o primeiro dançarino de cancan do Bal Mabille, um certo Chicard, dança sob a vigilância de dois agentes da polícia, cuja única função é vigiar a dança deste único homem. [cf. O 4, 2]

<L°, 8>

 [...]

Sobre Redon: “Enfim e sobretudo indiferente ao efeito móvel e passageiro, por mais sedutor que seja, é a própria essência da vida, como uma alma profunda, que ele quer dar às suas flores.” André Mellerio, Odilon Redon, Paris, 1923, p. 163.

<L°, 10>

Projeto de Redon: ilustrar Pascal.

<L°, 11>

Apelido de Redon após 1870, no salão de Mme de Rayssac: O príncipe dos sonhos.

<L°, 12>

As flores de Redon e o problema da ornamentação, principalmente no haxixe. Mundo das flores.

<L°, 13>

 [...]

Passagens como templos do capital mercantil. [cf. A 2, 2]

<L°, 28>

Passage des Panoramas, antes: Passage Mirès. [cf. A1a, 2]

<L°, 29>

Nos domínios de que tratamos aqui, o conhecimento existe apenas em lampejos. O texto é o trovão que segue ressoando por muito tempo. [cf. N 1, 1]

<L°, 30>

[...] 

A necessidade de sensação como vício supremo. A associar com dois dos sete pecados capitais. Quais? A profecia de que os homens se tornariam cegos por excesso de luz elétrica e desvairados pela velocidade da transmissão das notícias. [cf. B 2, 1]

 <L°, 32>

[...]
........................................................ 
 
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. 

25.7.26

gilberto mendes/música contempôranea brasileira/entra/sai

1 Episódio (1949)

sobre poema de Carlos Drummond de Andrade 

Dedicado a Nancy Bello

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

2 A Hora cinzenta (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Felicidade I (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Felicidade II (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Ingratidão (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Adolescência (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Confusão (1951/52) 

sobre poema de Raul de Leoni

Dedicado a Maria Cecília de Oliveira e Antonio Eduardo

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

Sugestões do Crepúsculo (1951) 

sobre poema de Vicente de Carvalho

Dedicado a Rubens Ricciardi 

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

Sonho póstumo (fragmento) (1955) 

sobre poema de Vicente de Carvalho

Dedicado a Rosana Lamosa e Rubens Ricciardi

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi

10 Peixes de prata (1955) 

sobre poema de Antonieta Dias de Moraes

Dedicado a Eunice Katunda

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi

11 A tecelã (1955) 

sobre poema de Antonieta Dias de Moraes

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi

12 Lamento (1956) 

sobre antigo poema chinês extraído do Tchu Ivan (320 a.C.)

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi

13 Canção simples (1957)

sobre poema de Tereza de Almeida

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

14 Lagoa (1957) 

sobre poema de Carlos Drummond de Andrade

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

15 Desencanto (1957) 

sobre poema de Maria José Aranha Rezende

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

16 Dizei, Senhora (1966) 

sobre poema de Cid Marcus

Dedicado a Andrea Kaiser e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

17 A mulher e o dragão (1967) 

Texto-fragmento bíblico extraído de “O Apocalipse” de São João

Dedicado a Yuri Serov

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

18 Poeminha poemeto poemeu poesseu poessua da flor (1984) 

sobre poema de Décio Pignatari

Dedicado a Eládio Perez González

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

19 O trovador (1993) 

sobre poema de Mário de Andrade

Dedicado a Marta Herr

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

20 Finismundo: a última viagem parte I (1993) 

sobre poema de Haroldo de Campos

Dedicado a Fernando Portari 

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

21 Anatomia da musa (1995) 

sobre poema de José Paulo Paes

Dedicado a Rosana Lamosa e Rubens Ricciardi 

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

22 Fenomenologia da certeza (1995) 

sobre poema de José Paulo Paes

Dedicado a Fernando Portari e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

23 Sol de Maiakovski (1995) 

sobre poema de Augusto de Campos

Dedicado a Victoria Evtodieva

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

24 Tvgrama I (Tombeau de Mallarmé) (1995) 

sobre poema de Augusto de Campos

Dedicado a Rosana Lamosa e Rubens Ricciardi 

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

25 Desesncontros, à memória de Kurt Weil, à lembrança de Gilberto Mendes (1995) 

sobre poema de José Paulo Paes

Dedicado a Rosana Lamosa

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

26 Luz mediterrânea: no olvido do tempo (1995) 

sobre poema de Gil Nuno Vaz

Dedicado a Julia Novikova

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

27 O pai do universo (1997) 

Texto-fragmento extraído do “Baghavad Gita” com tradução de Rogério Duarte

Dedicado a João Duarte

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi 

28 Amplitude (1999) 

sobre poema de Alberto Martins

Dedicado a Rosana Lamosa e Rubens Ricciardi  

soprano: Rosana Lamosa • piano: Rubens Ricciardi 

29 Mais uma vez (1999) 

sobre poema de Carlos Ávila

Dedicado a Fernando Portari e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi  

30 A festa (1999) 

sobre poema de Narciso de Andrade

Dedicado a Fernando Portari e Rubens Ricciardi

tenor: Fernando Portari • piano: Rubens Ricciardi  

MENDES, Gilberto (1922-2016). Música contemporânea brasileira: Gilberto Mendes / coordenação de projeto Francisco Carlos Coelho; texto de Décio Pignatari; inclui CD e caderno de partituras. — São Paulo: Centro Cultural São Paulo. Discoteca Oneyda Alvarenga, 2006. — (Música contemporânea brasileira; v.4)