7.7.26

Little Bird: A Batalha por Alento • Darcy Van Poelgeest & Ian Bertram

A jornada distópica de uma jovem indígena em revolta contra uma teocracia opressora.

Nascida em meio a uma guerra interminável entre o opressor Império Americano e uma resistência à beira do colapso, Pássaro Pequeno é a última esperança da rebelião. Com sua vila destruída, sua mãe feita refém e seu país em ruínas, a jovem guerreira precisa atravessar as paisagens distópicas do Canadá em uma jornada desesperada para libertar o lendário Machado e reacender as chamas da revolução, para salvar seu país, seu povo e descobrir sua verdadeira identidade em um mundo em chamas.

Little Bird: A Batalha por Alento é um épico de ficção científica assinado pelo roteirista e cineasta Darcy Van Poelgeest e pelo artista Ian Bertram. Publicada originalmente em 2019 pela Image Comics, a obra conquistou grande reconhecimento da crítica especializada, vencendo o prestigiado Prêmio Eisner de Melhor Minissérie em 2020.

Esta edição tem acabamento de luxo, com capa dura, 192 páginas coloridas, impressas em papel couchê de alta gramatura.

Darcy Van Poelgeest é um roteirista e cineasta premiado que vive em Vancouver, no Canadá. Seu trabalho é reconhecido pela abordagem poética e provocativa em múltiplas mídias. Já teve suas histórias em quadrinhos publicadas por grandes editoras como BOOM! Studios, Dark Horse e Image Comics. Sua estreia nos quadrinhos, Little Bird, publicada pela Image Comics (EUA) e pela Glénat (França) em 2019, tornou-se um sucesso internacional, sendo traduzida para diversos idiomas. A obra foi indicada como Melhor Livro no Harvey Awards de 2020 e venceu o prestigiado Eisner Award de 2020 na categoria Melhor Minissérie. 

Ian Bertram é um quadrinista e ilustrador que vive e trabalha em Nova York. Formado pela renomada School of Visual Arts, foi selecionado para a prestigiada bolsa da Society of Illustrators em 2012. O artista publica regularmente por grandes editoras como Marvel, DC Comics, Dark Horse e Image Comics. Fora das páginas dos quadrinhos, Ian também expõe suas obras em galerias ao redor do mundo, com exposições em Nova York, Paris e Sri Lanka.


Capa dura
Formato 17 x 25,4 cm
192 páginas
ISBN 9786584191044
edição: Ferréz e Thiago Ferreira 

continua/Charles Baudelaire/Poesia e prosa poética/Pequenos Poemas em Prosa (O Spleen de Paris)/Aurélio Buarque de Holanda Ferreira/entra

BAUDELAIRE, Charles. 1821-1867. Poesia e prosa / Pequenos Poemas em Prosa (O Spleen de Paris), tradução Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, tradução do poema epílogo de Manuel Bandeira / Charles Baudelaire; volume único; edição organizada por Ivo Barroso; traduções, introduções e notas: Ivan Junqueira, Alexei Bueno; Antônio Paulo Graça, Aurélio Buarque de Holanda Ferreiro, Cleone Augusto Rodrigues, Fernando Guerreiro, Heitor Ferreira da Costa, Ivan Junqueira, Joana Angélica dÁvila Melo, José Saramago, Maiza Martins de Siqueira, Manuel Bandeira, Marcella Mortara, Mário Pontes, Marise M.Curioni, Plínio Augusto Coêlho, Suely Cassal, Wilson Coutinho; revisão geral e notas adicionais Ivo Barroso.  Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995.

Flavio Colin/Edição de artista #1: aventuras do Anjo/Aventuras do Anjo #5: O Lenhador Maldito/sai

COLIN, Flavio (1930-2002). Edição de artista #1: aventuras do Anjo / Flavio Colin, Álvaro Aguiar; prefácio Rodrigo Rosa; introdução Gonçalo Junior; volume com fac-símile da obra em lápis, finalizados com pinceladas a nanquim, aplicação de guache branca como correção e efeitos, grafia do texto nos balões, anotações nos cantos das páginas e, tudo, no formato original da página: 29,7 x 42 cm; direção da edição e projeto gráfico Rodrigo Rosa; edição e produção Ivette Giraldo; título original: Aventuras do Anjo #5: O Lenhador Maldito; 1959. — São Paulo: Figura, 2021.
 
Impressionante ver estes desenhos do Flavio Colin, mas antes de ter O estilo Flavio Colin. Copiando até a assinatura de Milton Caniff.
CANIFF, Milton (1907-1988). Steve Canyon / Milton Caniff; prefácio Goida; tradução William Guedes; King Features Syndicate. — São Paulo: L&PM Editores S/A, 1990.

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

<fase média>

Surgiu na Comuna o projeto de um Marco Maldito, que deveria ser erigido na esquina de uma praça cujo centro seria ocupado por um memorial. Nele (conforme o projeto) deveriam ser listadas todas as personalidades oficiais do Segundo Império. Não faltaria nem mesmo o nome de Haussmann. Desta forma, deveria ser inaugurada uma “história infernal’ do regime. Contudo, pretendia-se remontar até Napoleão I, “o celerado do Brumário — chefe desta Raça maldita de boêmios coroados que a Córsega vomitou sobre nós, desta linhagem fatal de bastardos que já não seria reconhecida nem mesmo em seu país de origem”. Este projeto, impresso na forma de um cartaz, data de 15 de abril de 1871. (Exposição La Commune de Paris”, Prefeitura de Saint-Denis).
[k 2, 1]
[...]
 As ilusões que ainda alimentavam a Comuna vêm à tona expressamente na fórmula de Proudhon, em seu apelo à burguesia: “Salvai o povo, salvai a vós mesmos, como fizeram vossos pais: pela Revolução.” Max Raphael, Proudhon, Marx, Picasso, Paris, 1933, p. 118.
[k 2a, 1]
[...]
No Primeiro Império e, sobretudo, no Segundo Império, Engels vê estados que poderiam exercer o papel de instâncias de mediação entre os burgueses e os proletários, que dispõem de força praticamente igual. Cf. G. Mayer, Friedrich Engels, vol. II, Berlim, 1933, p.441.
[k 2a, 7]
[...]
Engels e a Comuna: “Enquanto o Comitê Central da Garde Narionale comandou as ações militares, ele mantinha suas esperanças. Partiu dele, sem dúvida, o conselho que Marx transmitiu a Paris na ocasião — o de fortificar o lado norte das colinas de Montmartre, o lado prussiano’.5 Ele temia que, de outra forma, a sublevação pudesse cair em uma ratoeira’. Mas a Comuna não seguiu o conselho e, como lamentou Engels, ela perdeu o momento certo para lançar uma ofensiva... No início, Engels ainda achava que o combate duraria muito tempo... No Conselho Geral, ele enfatizou ... que os operários parisienses estavam melhor organizados que em qualquer outra revolta anterior; que os trabalhos de alargamento das ruas, realizados sob Napoleão III, os favoreceriam, caso ocorresse um ataque à cidade; que, pela primeira vez, as barricadas seriam defendidas por canhões e tropas regularmente organizadas.” Gustav Mayer, Friedrich Engels, vol. II, Engels und der Aufstieg der Arbeiterbewegung in Europa, Berlim, 1933, p. 227.
[k 3, 2]
“Em 1884, ele” [Engels] “confessou a Bernstein que no texto de Marx ‘as tendências inconscientes da Comuna foram atribuídas a ela como planos mais ou menos conscientes’, e acrescentou que, ‘em vista das circunstâncias, isto tinha sido legítimo e mesmo necessário’... A maioria dos participantes da revolta era constituída de blanquistas, portanto, de revolucionários nacionalistas, que depositavam suas esperanças na ação política imediata e em uma ditadura autoritária exercida por alguns poucos homens decididos. Somente uma minoria pertencia à <Primeira> Internacional, que, além do mais, era dominada pelo espírito de Proudhon, e por isso náo se poderia dizer que era constituída por revolucionários sociais, e muito menos por marxistas. Isto não impediu que em toda a Europa os governos e a burguesia considerassem esta sublevação ... como uma trama do Conselho Geral da Internacional.” Gustav Mayer, Friedrich Engels, vol. II, Engels und der Aufstieg der Arbeiterbewegung in Europa, Berlim, p. 228. 
[k 3a, 1]
A primeira communio: a cidade. “Os imperadores da Alemanha, como Frederico I e Frederico II, por exemplo, promulgaram editos contra estas communiones [comunidades], conspirationes..., bem no espírito do parlamento federal alemão... É engraçado que a palavra communio ... tenha sido amaldiçoada, muitas vezes, da mesma maneira que o comunismo hoje em dia. Assim, por exemplo, escreve o clérigo Guilbert de Noyon: ‘Communio é uma designação nova e péssima.’ Há por vezes algo de patético na maneira como os Spießrger [os burgueses filisteus]6 do século XII convidam os camponeses a se refugiar nas cidades, na communio jurata.” Marx a Engels, 27 de julho de 1854, de Londres, in: Karl Marx e Friedrich Engels, Ausgewählte Briefe, ed. org. por V. Adoratskij, Moscou-Leningrado, 1534, pp. 60-61.
[k 3a, 2]  
[...]
<fase tardia>
[...]
Georges Laronze em Histoire de la Commune de 1871, Paris, 1928, p. 143, sobre o fuzilamento dos reféns: “Quando caíram os reféns, a Comuna havia perdido o poder. Mas ela continuou sendo responsável <pelos seus atos>.”7
[k 4, 3]
O aparato administrativo parisiense durante a Comuna: “Ela conservava intacto todo o seu organismo, animada por um desejo agudo de recolocar em funcionamento suas menores engrenagens e de aumentar ainda, bem ao gosto burguês, o número de funcionários de classe média.” Georges Laronze, Histoire de la Commune de 1871, Paris, 1928, p. 450.
[k 4, 4]
 
5 Depois da vitória em Sedan e a prisão de Napoleão III, em 1 de setembro de 1870, o exército prussiano avançou sobre Paris, completando o cerco da cidade em 23 de setembro. 0 estado de sítio durou até fins de janeiro de 1871, quando foi assinado um armistício, preparando o fim da Guerra Franco-Prussiana. (E/M)
6 Cf. arquivo [I], nota 3.
7 Durante a “Semana Sangrenta” (de 21 a 28 de maio de 1871), os comunardos resistiram às tropas do governo de Thiers em combates rua por rua, recuando até o centro de Paris. Nessa situação de desespero, executaram vários reféns, entre eles o arcebispo de Paris. (E/M) 
  
[...]
l
[O Sena, A Paris Mais Antiga]
<fase média>
 [...]
Antes de Haussmann: “Antes dele, os antigos aquedutos só conseguiam levar água até o segundo andar.” Dubech e D’Espezel, Histoire de Paris, p. 418.
[l 1, 4 ]
[...]
“O Sena parece seguir exalando o ar parisiense até sua foz.” Friedrich Engels, “Von Paris nach Bern”, Die Neue Zeit, XVII, n° 1 (Stuttgart, 1899), p. 11.
[l 1, 8]
“Se agora é permitido ler nos jardins públicos, é proibido fumar ali; a liberdade, como se começa a dizer, não é permissividade.” Nadar, Quand Jétais Photographe, Paris, 1900, p. 284 (“1830 e environs” [Por volta de 1830]).
[l 1, 9]
[...]
“Paris está entre duas camadas: uma camada de água e uma camada de ar. O lençol aquático, situado numa profundidade subterrânea bastante grande ... é sustentado por uma camada de arenito verde, situada entre o calcário cretácio e o calcário jurássico. Esta camada pode ser representada por um disco de vinte e cinco milhas de raio; uma grande quantidade de rios e ribeirões é filtrada por ela; bebe-se o Sena, o Marne, o Yonne, o Oise, o Aisne, o Cher, o Vienne e o Loire em um copo de água do poço de Grenelle. A camada de água é salubre, ela vem primeiro do céu, em seguida da terra; a camada de ar é insalubre, ela vem do esgoto.” Victor Hugo, Œuvres Completes, Roman, IX (Les Misérables), Paris, 1881, p. 182.
[l la, 2]
 
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.

continua/CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ/Antoni Pladevall i Font


4.7.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

g

[A Bolsa de Valores, História Econômica]

“Napoleão representou a última batalha do terrorismo revolucionário contra a sociedade burguesa, proclamada pela revolução, e contra sua política. Napoleão, na verdade, já tinha compreendido a essência do Estado moderno e o fato de este ter como base o livre desenvolvimento da sociedade burguesa, o livre jogo de interesses particulares etc. ... Entretanto, ao mesmo tempo, Napoleão ainda via o Estado como fim em si mesmo e a sociedade burguesa como mera guardiã do tesouro... Ele aperfeiçoou o terrorismo colocando a guerra permanente no lugar da revolução permanente... Se ele oprimiu de maneira despótica o liberalismo da sociedade burguesa — o idealismo político de sua práxis cotidiana —, ele não foi mais indulgente com os interesses materiais essenciais dela, comércio e indústria, cada vez que estes entravam em conflito com seus próprios interesses políticos. Seu desprezo pelos homens de negócios ligados à indústria era o complemento ao seu desprezo pelos ideólogos... Da mesma forma que, sob Napoleão, o terrorismo revolucionário se contrapôs, mais uma vez, à burguesia liberal, assim também na Restauração, sob os Bourbons, a contra-revolução mais uma vez se opôs a ela. Em 1830, a burguesia finalmente realizou seus desejos de 1789, porém com a diferença de que então seu esclarecimento [Aufklärung] político já estava concluído, e ela agora não considerava mais o Estado representativo constitucional como meio de alcançar o Estado ideal, tampouco o bem-estar do mundo ou objetivos humanos universais; ao contrário, ela o reconhecia como a expressão oficial de seu poder exclusivo e como o reconhecimento político de seus interesses particulares.” Karl Marx e Friedrich Engels, Die heilige Familie, cit. em Die Neue Zeit, Stuttgart, III, 1883, pp. 388-389.
[g 1, 1]
[...]
 <fase média>
[...]
“O protestantismo ... aboliu os santos no céu a fim de poder suprimir na terra os feriados a eles dedicados. A Revolução de 1789 foi ainda mais longe. A religião reformada havia conservado o domingo; os burgueses revolucionários achavam que um dia de descanso em cada sete era demais, e instituíram, no lugar da semana de sete dias, a década, para que houvesse um dia de descanso só a cada dez dias. E para enterrar de vez a lembrança dos feriados religiosos..., substituíram no calendário republicano os nomes dos santos pelos nomes de metais, plantas e animais.” Paul Lafargue, “Die christliche Liebestätigkeit”, Die Neue Zeit, Stuttgart, XXIII, n° 1, pp. 145-146.
[g 2, 2]
“A questão dos pobres assumiu logo nos primeiros dias da Revolução ... o caráter de máxima gravidade e urgência. Bailly, que acabara de ser eleito prefeito de Paris com o propósito de aplacar a miséria ... dos operários, agrupou-os e formou uma massa — cerca de 18.000 pessoas — e os encurralou como animais selvagens na colina de Montmartre; aqueles que haviam tomado a Bastilha de assalto vigiavam os operários com canhões, segurando nas mãos as mechas acesas... Se a guerra não tivesse empurrado os operários das cidades e os camponeses desempregados e desamparados ... para o exército, e não os tivesse lançado às fronteiras, teria havido uma sublevação popular ... na França inteira. Paul Lafargue, “Die chrisdiche Liebestätigkeit”, Die Neue Zeit, Stuttgart, XXIII, n° 1, p. 147.
[g 2, 3]
“Nosso século, em que o soberano está em toda parte, menos no trono.” Balzac, prefacio de Un Grand Homme de Province à Paris, cit. em Georges Batault, Le Pontife de la Démagogie, Motor Hugo, Paris, 1934, pp. 230-231.
[g 2a, 1]
[...]
Sobre a Bolsa de Valores: “A Bolsa data somente da época do Sr. de Villèle; havia mais iniciativa e saint-simonismo na cabeça desse ministro de Toulouse do que se poderia imaginar... Sob sua administração, os cargos de agente de câmbio chegaram a ser vendidos por um milhão de francos. A especulação, entretanto, apenas balbuciava seus primeiros lucros; os quatro pequenos bilhões da dívida francesa, alguns milhões da dívida espanhola e da dívida napolitana eram o alfabeto no qual ela aprendia a ler... Acreditava-se na propriedade rural e na casa... Dizia-se de um homem rico: ele possui terras no campo e casas na cidade!... Foi a partir de 1832, depois das ... prédicas do saint-simonismo..., que o país encontrou-se maduro para seu grande destino financeiro. Em 1837, um entusiasmo irresistível arrastou todos os espíritos para a Bolsa; a criação das ferrovias deu uma nova força a este elã... A petite-coulisse3 [o pregão paralelo] ocupa-se dos negócios da pequena burguesia; a contre-petite-coulisse [o pequeno pregão paralelo] movimenta os capitais do proletariado. Um pregão opera para os porteiros, os cozinheiros, os cocheiros, os donos de rotisseria, os comerciantes de aviamentos, os garçons de café; o outro desce um degrau abaixo na hierarquia social. Um dia dissemos a nós mesmos: ‘O sapateiro, o vendedor de fósforos, o limpador de fossas, o vendedor de batatas fritas, não sabem como utilizar seus capitais; podemos abrir para eles o grande mercado da Bolsa’... Abrimos então o pequeno pregão paralelo. Vendíamos por 3 francos, 50 centavos de renda fixa; fazíamos lucros de um centavo; os negócios eram abundantes no pequeno pregão paralelo, quando sobreveio a debacle do mês passado.”’ [Taxile Delord,] Les Petits Paris, vol. I, Paris-Boursier, Paris, 1854, pp. 6-8, 56-57.
[g 3, 2]
[...]
Retrato do agiota Diard, por Balzac, em Les Marana. “Ele pediu tantos por cento sobre a compra de quinze vozes legislativas que, no espaço de uma noite, passaram da bancada da Esquerda para a bancada da Direita. Esse tipo de ação não é mais nem crime, nem roubo, é um modo de governar, ser um comanditado da indústria.” Cit. em Abbé Charles Calippe, Balzac: Ses Idées Sociales, Reims-Paris, 1906, p. 100.
[g 3a, 2] 
 [...]
“Não era a burguesia francesa como tal que dominava sob o rei burguês, mas unicamente ... a aristocracia financeira. A indústria inteira, por sua vez, estava na oposição.” Eduard Ernchs. Die Karikatur der europäischen Völker, Munique, 1921, vol. I, p. 365.
[g 3a, 4]
 “Antes de 1830, a grande agricultura detinha o poder público. Depois de 1830, a indústria tomou esse lugar, mas seu reinado já tinha sido preparado sob o regime que foi derrubado barricadas... Enquanto em 1814 havia 15 fábricas que possuíam máquinas, eram 65 em 1820, e 625 em 1830.” Paul Louis, Histoire de la Classe Ouvrière en France de la Révolution à nos Jours, Paris, 1927, pp. 48-49.
[g 3a, 5]
<fase tardia>

“A escravidão dos governos cresce, e o poder dos especuladores chegou a tal ponto que o jogo da Bolsa tornou-se bússola da opinião pública.” Cit. em F. Armand e R. Maublanc, Fourier, Paris, 1937, vol. II, p. 32. 
[g 4, 1]
A Bolsa de Fourier: “A Bolsa de uma Falange é bem mais animada e mais complexa que as de Londres ou de Amsterdam, uma vez que cada indivíduo tem que organizar uma grande quantidade de encontros para os dias seguintes — encontros de negócios ou de prazeres... Supondo que haja 1.200 indivíduos presentes e 20 sessões de tratativas por indivíduo, há nessa reunião um total de 24.000 negociações a concluir, sendo que cada uma pode envolver 20, 40, 100 indivíduos, que precisam ser consultados nominalmente, em uma luta cabalística... Negocia-se por sinais e sem barulho. Cada negociador exibe em [    ]5 os escudos dos grupos ou das falanges para quem ele negocia, e certos sinais convencionais indicam em que ponto estão as negociações, se já se alcançou a metade, ou um terço, ou um quarto das adesões.” Publication des Manuscrits de Fourier, Paris, 1851-1858, 4 vols., ano 1851, pp. 191-192. 
[g 4, 2]
A designação “Bolsa de trabalho” foi inventada por Fourier, ou por um de seus adeptos.
[g 4, 3]
Em 1816, sete valores foram listados na Bolsa; em 1847, mais de 200.
[g 4, 4]
Em 1825, segundo Marx, a primeira crise da indústria moderna, isto é, a primeira crise do capitalismo.
[g 4, 5]
 
3 Ver arquivo “O”, nota 10. (w.b.)
5 O espaço vazio encontra-se desta forma no livro citado. (R.T.)  
 
i

[Técnica de Reprodução, Litografia]1 
<fase tardia>
[...]
Pigal descreve o povo; Monnier, a pequena-burguesia; Lami, a aristocracia.
[i 1, 2]
Nos primeiros tempos da litografia, observa-se a ação significativa dos amadores — exatamente como ocorreu mais tarde no caso da fotografia.
[i 1, 3]
“A luta entre a litografia e a gravura pontilhada se acentuava a cada dia, e desde o fim de 1817 a vitória coube à litografia, graças à caricatura.” Henri Bouchot, La Lithographie, Paris, 1895, p. 50.
[i 1, 4]
[...]
Raffet realizou uma reportagem litográfica na Criméia.
[i 1, 7] 
[...]
Sobre as contribuições de Doré ao Journal Illustré e ao Journal pour Tous: “Estas publicações baratas — Journal pour Tous, Journal Illustré, Tour du Monde — , nas quais Doré se dedicava com uma prodigalidade e uma verve espantosas, serviam-lhe, antes de tudo, como laboratório de pesquisas. Com efeito, nas grandes edições das livrarias, produzidas a custo elevado (para a época) por Hachette ou Garnier, a imaginação, a fantasia e a verve de Gustave Doré eram..., em certa medida, regulamentadas e limitadas pelas próprias exigências de uma edição de luxo.” Roger Dévigne, “Gustave Doré, illustrateur de journaux à deux sous et repórter du crayon”, Arts et Métiers Graphiques, n° 50, 15 dez. 1935, p. 35.
[i 1a, 2] 
“O operário da Paris em revolução continua sendo apresentado nos livros e nas imagens como um velho soldado da guerra das ruas, um revolucionário experiente, circulando meio nu, com uma cartucheira e um sabre a tiracolo sobre a camisa, a cabeça coberta, como a de um rei da África, com um quepe adornado ou um chapéu de plumas, sem dinheiro, alquebrado, magnânimo, enegrecido de pólvora e suando sob o sol, pedindo ostensivamente água quando lhe oferecem um copo de vinho, instalando-se sobre a almofada do trono à moda dos sans-culottes de 93, revistando seus companheiros ao saírem dos apartamentos reais e fuzilando os ladrões. Olhem os desenhos de Charlet e de Raffet, leiam os relatórios em forma de apoteose que foram vendidos, alguns dias depois da batalha, em benefício das viúvas, dos órfãos e dos feridos.” Gustave Geffroy, LEnfermé, Paris, 1926, vol. 1, p. 51.
[i la, 3]
Certos panfletos de Marx eram litografados. (Conforme Cassou, Quarante-huit, Paris, 1939, §148.)
[i 2] 
 
1 Estas pesquisas de Benjamin sobre a litografia estão relacionadas com seu ensaio “Das Kunstwerk im Zeitalter seiner tedinischen Reproduzierbarkeit” (A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica): 1a versão (1935): GS I, 431-469; trad. brasileira: OE I, pp. 165-196; 2a versão (1935/1936): GS VII, 350-384; versão francesa: “LŒuvre dArt à lÉpoque de sa Reproduction Mécanisée” (1936), GS I, 709-739; 3 a versão (1936/1939), GS I, 471-508; trad. brasileira: W. Benjamin et al, Textos Escolhidos, São Paulo, Abril Cultural, 1975, pp. 9-34 (Coleção Os Pensadores, XLVIII). — Os artistas mencionados neste arquivo temático são os seguintes: o caricaturista Nicolas Charlet (1792-1862) (cf. Ch. Baudelaire, “Quelques Caricaturístes Français”, in: Œuvres Complètes, vol. II, pp. 546-549), Gustave Doré (1832-1883), o pintor Eugène Lami (1800-1890) (cf. Charles Baudelaire, “Le Peintre de la Vie Moderne”, in: op. cit, vol. II, p. 687), Henri Monnier (1805-1877) (cf. “Quelques Caricaturistes Français”, in: op. cit., vol. II, pp. 557-558), Edme-Jean Pigal (1798-1872) (op. cit, pp. 545-546), Auguste Raffet (1804-1860), especialista em cenas militares, e Alois Senefelder (1771-1834), inventor da litografia. (J.L.; w.b.)  
 
 k

[A Comuna]
[...]
“Em algumas encruzilhadas nosso caminho se alarga inesperadamente em vastas cúpulas... Certamente cada um destes Coliseus clandestinos ofereceria pontos muito úteis para a concentração de forças em algumas eventualidades, assim como o infinito da rede subterrânea, com suas mil galerias, abre uma mina pronta sob todos os pontos da capital... O golpe fulminante que aniquilou o Império não lhe deixou o tempo para que utilizasse este recurso. É ainda mais difícil explicar por que os chefes da Comuna..., determinados a tudo, não tenham recorrido a esse formidável meio de destruição diante da entrada das tropas.” Nadar, Quand Jétais Photographe, Paris, 1900, p. 121 (“Paris souterrain”). Referência a “Carta de N... (Paris) a Louis Blanc (Versailles), maio de 1871”, que expressa tal expectativa.
[k la, 1]
“Se Rimbaud é, de fato, admirável, não é por ter se calado, mas por ter falado. Se ele se calou, foi certamente por falta de uma audiência verdadeira. E que a sociedade em que vivia não podia lhe oferecer essa audiência. Devemos nos lembrar do fato muito simples de que Arthur Rimbaud veio a Paris, em 1871, naturalmente para se engajar no exército da Comuna... No quartel do Château-d’Eau, o jovem Rimbaud não duvidava ainda da utilidade do escrever, e cantava as mãos da Mendiga, da Jeanne-Marie das periferias, que não é a Marianne de gesso das prefeituras:

‘Não são as mãos de primas
Mas de operárias de fronte larga
Que bronzeia no bosque cheirando a usina
Um sol ébrio de betume.
.....
Elas empalideceram, maravilhosas,
Ao sol pleno, de amor carregado,
Sobre o bronze das metralhadoras
Através da Paris insurreta...’ 
 
Então, nas Assembléias da Comuna ... viam-se ao lado das operárias de Paris..., dos combatentes do socialismo, o poeta da Internacional, Potier; o autor de LInsurgé, Jules Vallès; o pintor do Enterrement à Ornans, Courbet; e o genial experimentador da fisiologia do cerebelo, o grande Flourens.” Aragon, “D’Alfred de Vigny à Avdeenko’, Commune, II, 20 abr. 1935, pp. 810 e 815.
[k la, 2] 
  
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.  

3.7.26

entra/marcus siqueira/contraluz/sai

 Trio V (Haikai)/2011: Simona Cavuoto violino, Ruben Zuniga crotales, Ricardo Bologna vibrafone
 
Trio I (Quadros)/2010: Simona Cavuoto violino, Peter Pas viola, Pedro Gadelha contrabaixo
 
 Trio III (Linhas)/2010: Simona Cavuoto violino, Marcos Kiehl flauta em sol, Sérgio Burgani requinta
 Bouquet/2003: Simona Cavuoto violino, Horácio Gouveia piano (1 pedaço de Willy Corrêa de Oliveira)
 
Trio II (Ressonâncias): Simona Cavuoto violino, Gabriel Levy acordeão, Horácio Gouveia piano
 
Trio VI (Um Sopro): Simona Cavuoto violino, Marcus Siqueira conduítes, Thiago Cury escaleta
Trio IV (Sijô): Simona Cavuoto violino, Adenilson Telles trompete, Ricardo Bologna percussão
Trio VII (Gestos): Simona Cavuoto violino, Maurício De Bonis cravo, Alex Buck percussão
   Prigionieri di un Sogno nelle Carceri di Piranesi: Simona Cavuoto violino, Cassia Carrascoza flautas, Sérgio Burgani clarinete, Horácio Gouveia piano, Marcus Alessi Bittencourt programação PD + Live electronics
    
Signo Sopro III: Cassia Carrascoza flautas, Peter Apps oboé, Sérgio Burgani clarinete, Ruben Zuniga vibrafone crotales, Lliuba Klevtsova harpa, Gilson Antunes violão, Felipe Scagliusi piano, Simona Cavuoto violino, Elisa Monteiro viola, Douglas Kier violoncelo, Cláudio Torezan contrabaixo. Percorso Ensemble regência de Ricardo Bologna
  
Egrégoras: Edson Beltrami flauta, Peter Apps oboé, Sérgio Burgani clarinete, Samuel Hamzem trompa, Francisco Formiga fagote 
 
 
Para Yara: Marcus Siqueira violão
  
SIQUEIRA, Marcus. Contraluz / Marcus Siqueira; Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova; Tipo: Rialto. — São Paulo: Água Forte, Sesc, 2013.
 
 
Capa
A capa é construída com linhas brancas (como a luz) sobre a ausência de luz.
A sua estrutura é feita a partir de pontos separados em pequenos grupos. Cada um deles é um símbolo simples de instrumentos musicais, e cada pequeno grupo representa uma obra. Como são 12 obras no CD dividimos a sua seqüência visual – como a espacialização da violonista nas instruções das 12 peças que formam a obra Bouquet (a 12a na frente [baixo], a 9a atras [cima], etc).
Cada instrumento se conecta com a sua aparição nas outras obras, ou seja: cada violino se liga com todos os violinos; mas o violão – que aparece apenas duas vezes – só tem um traço ligando ambos.
Quartacapa
Na divisão entre o texto dos instrumentos tocados e do ano de composição de cada obra, fizemos uma quantidade de círculos coloridos que representam o timbre dos instrumentos (assim como ao lado de cada obra no encarte – para representar os timbres –, e do nome de cada instrumento).
Cor
Para cada instrumento escolhemos uma cor seguindo o espectro de divisão do branco (luz) – como o arco-íris. Cada padrão de cor representa uma série de timbres semelhantes dos instrumentos tocados no CD. O padrão timbrístico: cordas (do violino até o cravo – timbre indo para o percussivo); percussão (dos timbres mais claros aos mais complexos); instrumentos que vão entre teclas e sopros; e instrumentos de sopro (do metal à madeira). Do timbre puro de um lado (violino) ao timbre mais puro do outro (flauta).
  
Capas abertas (interior)
Fundo branco, da luz completa. Olhando por dentro, cada instrumento está em sua cor. Já o CD é o oposto, sem a ligação dos instrumentos; apenas eles separados nas suas formações (com exceção da obra que o Marcus toca, que está ligada a ele). 
No centro do CD, é visível a ligação dos instrumentos, pois, quando ele é retirado, ficam apenas os traços, sem os círculos dos instrumentos (que estão no CD).
Fonte/Rialto
Nas gravuras de Giovanni Battista Piranesi (que influenciaram Prigioneri di un sogno nelle Carceri di Piranesi) existe uma tipografia de versais. A partir desta influencia, utilizamos uma tipografia realizada em 1999 por um grande calígrafo veneziano (Giovanni de Faccio) e um tipógrafo austríaco (Lui Karner). O primeiro é de Veneza – como o Piranesi –, e esta tipografia de uma beleza impressionante foi realizada a partir da própria arquitetura de Veneza. Ela tem a estrutura semelhante a de Piranesi, mas com uma beleza mais complexa e com uma grande família tipográfica.

Roma
Como Piranesi fez estas gravuras em Roma, acabamos por utilizar todo um padrão de um grande admirador de Roma: Le Corbusier (mas não a Roma de Piranesi, mas a Roma de Michelangelo). Toda a distribuição das obras na capa do CD (a partir do Bouquet) foram distribuídas a partir de um padrão de duas séries de Fibonacci (Modulor), assim como a escala de tamanho do texto e o seu entrelinhamento.