tacet

silenciós

14.9.26

Lançamento de Livro Mapa de Limite, COSAC + Limite • Cinemateca Brasileira

 No dia 12 de setembro de 2026 (sábado), a Cinemateca Brasileira e Cosac convidam para o lançamento da nova edição de ‘Mapa de Limite’, obra fundamental de Saulo Pereira de Mello sobre o clássico LIMITE (1931), de Mário Peixoto.

Organizado por Carlos Augusto Calil e Patricia de Filippi, o volume recupera a histórica partitura visual que permite “ler” o filme plano a plano e reúne ensaios, documentos e materiais inéditos. Entre os destaques está a recriação, em storyboard, de uma sequência desaparecida, realizada por Patricia de Filippi a partir de anotações e desenhos de Saulo Pereira de Mello.

O lançamento celebra também uma nova etapa na trajetória do Arquivo Mário Peixoto, agora integrado ao acervo da Cinemateca Brasileira.

Na ocasião acontece uma conversa com os organizadores, seguida de sessão de autógrafos e a exibição do filme ‘Limite’, que se inicia às 18h, na Sala Oscarito. 

Adoro rever este filme sempre que posso no cinema (tenho em DVD e ainda tenho em VHS). Um filme que tanto vi, tentando pegar todos elementos. 

E o eterno retorno do Quarteto de Debussy, Op10. Na primeira vez em que ele aparece, os dois movimentos mais incríveis (e comparando com os outros!) tocam na sequência: a beleza do 2o (Assez vif et bien rythmé) acompanhado com aquele pizzicato do 3o (Andantino, doucement expressif). E estes movimentos não se repetem mais.

Nunca gosto de perguntas como: qual é o seu compositor favorito?; qual é o seu poema favorito?; qual é o seu filme favorito? Mas para esta última, mesmo sabendo que não é uma verdade, que depende de qual ponto de vista, sempre respondo: Limite.

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François Boucq/Alejandro Jodorowsky/Cara de lua/Face de lune/entra

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeoYrahvumy_EmZTB3p1Ss0TZb2XtInj_DJ9QjJ7WrAhUxopoDtaVn7negsClYlx084qEvZFdz7fPHaDFPRUUEXLV8zhBuNxasfpzJTyVig9SuMLWN16s2wnuObwypc3ln0pys5k5ueWU7m-NhSpaPMcLkCRtK25aUcfQaaWMUzuoFHyOTCA/s510/comix.jpg

JODOROWSKY, Alejandro (1929- ); BOUCQ, François (1955- ). Cara de lua / Face de lune /Alejandro Jodorowsky, François Boucq; 2018; tradução Fernando Paz; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2022.
 
Infeliz de quem ergue
 uma vila em meio ao sangue e
funda uma cidade sobre a injustiça,
pois a violência o submergirá...

Não é
nem pelo poder,
nem pela força,
mas pelo espírito...
 

X 

Lili: VERDADE!... MAS se A ONDA MATAR VíTİMAS iNOCENTES DEMAiS, cORREMOS O RiScO DE UM LEVANTE GERAL, BEBê!

Oscar Lazo: AH, LiLi... é QUE
NÃO SE FAZ UMA
DEMOCRAciA LiBERAL
OVARiANA SEM
QUEBRAR OVOS!!
HEHEHe...

X

Aquele que pretende viver na luz
enquanto odeia o próprio irmão
vive ainda nas trevas.
 
Para esses, o sol se tornará
escuro como um manto de crina.
 
Eles tombarão sobre a terra
como figos abortados, projetados
por uma figueira torcida pela tempestade.
 
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Boucq/Little Tulip/sai

BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). Little Tulip / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Fernando Paz; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2021. 
Postado por Vitruvius Pollio às 1:35 AM Nenhum comentário:
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13.9.26

Boucq/Little Tulip/entra

BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). Little Tulip / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Fernando Paz; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2021. 

Postado por Vitruvius Pollio às 2:29 AM Nenhum comentário:
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Boucq/Boca do diabo/Bouche du Diable/sai

BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). Boca do diabo / Bouche du Diable / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Thiago Ferreira; revisão Alexandre Barbosa de Souza; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2020. 

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12.9.26

Le locataire • O Inquilino • Roman Polanski • Cinemateca Brasileira

Ao se mudar para um apartamento em Paris, um homem quieto e reservado passa a acreditar que os vizinhos conspiram contra ele.

 

Direção
Roman Polanski
Roteiro 
Roman Polanski, Gérard Brach 
Duração
126 min
Elenco
Roman Polanski, Isabelle Adjani, Melvyn Douglas, Jo Van Fleet
Música
Philippe Sarde

1976 — 50 anos depois

Cinemateca Brasileira

Sala Grande Otelo

11/09/26

20h30
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continua/CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ/Antoni Pladevall i Font

 
FARRERA
Sant Roc de Farrera
(abans Santa Eulália)
Santa Maria de la Serra
Santa Maria de la Serra i Santa Eulàlia d’Alendo
Santa Eulàlia d’Alendo
Castell de Burg i Sant Esteve de Montesclado
FONT, Antoni Pladevall i. CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ / Coordinador científic de l’obra Joan-Albert Adell i Gisbert Arquitecte. Amb la col·laboració de la Generalitat de Catalunya i sota l’alt patrocini de L’Organització de les Nacions Unides per a l’educació, la ciència i la cultura (UNESCO). — Barcelona: Fundació Enciclopèdia Catalana, 1993.
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11.9.26

The Shootist • O Último Pistoleiro • John Wayne • Cinemateca Brasileira

Um lendário pistoleiro descobre que está com uma doença terminal e decide enfrentar seus últimos dias com dignidade. Enquanto tenta encontrar paz, sua fama atrai antigos inimigos em busca de um último confronto.

Como alguns gêneros determinado, o western usa um forma preestabelecida, mas tenta passar novas informações (e pode chegar até em outros gêneros).

Direção
Don Siegel
Duração
100 min
Elenco
John Wayne, Lauren Bacall, Ron Howard, James Stewart, Richard Boone
Música
Elmer Bernstein

1976 — 50 anos depois

Cinemateca Brasileira

Sala Grande Otelo

10/09/26

18h00
catálogo impresso e encadernado contra a fibra do papel.
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continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

 
[posfácio] Willi Bolle

[...]

II. O Método Historiográfico:

a Terminologia de Benjamin e a dos Historiadores

 [...]

[...]  “A chance [do fascismo]”, escreve Benjamin, “consiste, não por último, em que seus adversários o afrontem em nome do progresso, como se este fosse uma norma histórica. — O espanto em constatar que os acontecimentos que vivemos sejam ‘ainda’ possíveis no século XX, não é nenhum espanto filosófico” (GS I, 697; Teses, p. 83, trad. modificada).

[...]

A “planta primeva” é para Goethe, por um lado, uma “imagem primeva” (Urbild) ideal de todas as plantas, portanto a-histórica, por outro, “a idéia da planta primeva corresponde à folha e a idéia transformada em movimento é a metamorfose das plantas”.16 E essa idéia de metamorfose e “passagem” que é adotada por Benjamin. No Urphãnomen goetheano, ele enxerta o seu conceito de Ursprung, carregado com o elemento de “extinção”, ou seja, com a marca da mortalidade, própria do ser histórico.17 

16 Jost Schieren, Anschauende Urteilskraft: Methodische und philosophische Grundlagen von Goethes naturwissenschaftlichem Erkennen, Düsseldorf-Bonn, Parerga, 1998, p. 187 apud Magali dos Santos Moura, “A Poiesis Orgânica de Goethe”, tese de doutorado, FFLCH-ÜSP, 2006, p. 163.

17 Ursprung, Urphänomen, Urpflanze, Urbild, Urgeschichte — em sua obra sobre a Grande Cidade contemporânea, Benjamin reúne uma sugestiva constelação de termos com a partícula silábica “ur”. Muito a propósito vem o artigo de Guilherme Wisnik “Ur, de Urbano” (Folha de S.Paulo, 1 maio 2006, p. E 2) que chama a atenção para a “associação do ‘ur’ germânico ao ‘Ur’ mesopotâmico” e focaliza “a semelhança dos nomes Ur e Uruk, que designam as primeiras cidades de que se tem notícia, construídas na Mesopotâmia por volta de 3.200 a.C., com o radical da nossa palavra ‘urbano’, do latim ‘urbe’”.

[...]

O despertar, como “síntese da tese da consciência onírica e da antítese da consciência de vigília” [N 3a, 3], ou como “o agora da cognoscibilidade” [N 18, 4], é um atributo daquilo que constitui o termo mais original da historiografia benjaminiana: a “imagem dialética”, “É uma imagem que lampeja. É assim, como uma imagem que lampeja no agora da cognoscibilidade, que deve ser captado o ocorrido. A salvação que se realiza deste modo [...] não pode se realizar senão naquilo que estará irremediavelmente perdido no instante seguinte.” [N 9,7] O que Benjamin chama de “dialética na imobilidade” [N 3, 1] é a fixação vertical, momentânea e fugaz da superposição entre o agora e o ocorrido. Esse conhecimento em forma de lampejo é o exato oposto do historicismo que se acomoda no postulado de que “A verdade não nos escapará” (GS I, 695; Teses, p. 62).
Do alto grau de exigência e da dificuldade de escrever a história por meio de 
“imagens históricas autênticas”, nos dá uma idéia este testemunho de Benjamin numa carta (de 9/10/1935) a Gretei Adorno. Referindo-se ao ensaio “A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica”, que acabou de concluir, ele escreve: “Com isso, realizei em um exemplo decisivo a minha teoria do conhecimento, que se cristaliza em torno do conceito [...] do ‘agora da cognoscibilidade’. Encontrei aquele aspecto da arte do século XIX que é cognoscível só ‘agora’, que não o foi nunca antes e nunca o será depois. (GS V, 1 148) — Esse desafio se coloca também para as nossas leituras dos textos de Benjamin.

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.     

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candidato a presidente (e, também, candidato a reeleição a governador, mas o primeiro em destaque) respondem às suas acusações apontando um dedo (enquanto muito mais do que os outros três estão voltados em retorno)

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10.9.26

Brian De Palma • Carrie, a estranha • Cinemateca Brasileira

Brian de Palma é um dos meus preferidos da sua geração hollywoodiana (a última boa). Filmes sempre recheados de citações, especialmente de Hitchcock. (no Dressed to Kill, ele passa tanto desse limite de usar apenas citações, dando volta de 360°, até ficar perfeito, fora a trilha de Pino Donaggio, tão longe da estrutura de Bernard Herrmann, onde ocorre o mesmo. Mas saindo do meu filme preferido dele, vamos para o: Carrie [que tem também a Nancy Allen e Donaggio]). 

Carrie White, uma adolescente retraída e sensível, sofre bullying dos colegas e abusos da mãe, uma fanática religiosa. Quando começa a suspeitar que possui poderes sobrenaturais, a situação toma um rumo sombrio e violento.

John Travolta todo jovial. Só não está dançando (Embalos) ou operando som para o próprio De Palma.

Direção
Brian De Palma
Duração
98 min
Elenco
Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, William Katt, Nancy Allen, John Travolta
Música
Pino Donaggio 
 

1976 — 50 anos depois

 

Cinemateca Brasileira

Sala Grande Otelo

09/09/26

20h30
Postado por Vitruvius Pollio às 2:09 AM Nenhum comentário:
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9.9.26

mendonça afasta diretor da pf e cruza as linhas do judiciário – ICL

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Contraponto: Os Filhos dos Outros • Teresa Valero

Madri, 1956. Léon Lenoir, filho de um comunista morto durante a Guerra Civil Espanhola, e Emilio Sanz, militante falangista, trabalham na editoria policial do jornal La Capital. Juntos, eles investigam crimes que entram em choque com a imagem idílica que o ditador tenta projetar do país. A busca incansável pela verdade por trás de um suposto suicídio os levará a confrontar a repressão da ditadura e a revelar uma trama sombria envolvendo alguns dos médicos mais prestigiados do regime.

Em Contraponto, Teresa Valero entrega um magistral thriller social que escancara as mentiras de um franquismo capaz de sufocar, com seus tentáculos, qualquer forma de dissidência.

Contraponto consolidou Teresa Valero como uma das grandes vozes dos quadrinhos espanhóis contemporâneos, conquistando em 2026 o prêmio de Melhor Obra Espanhola na Comic Barcelona, a mais importante premiação de quadrinhos da Espanha.

A edição tem acabamento de luxo, com formato grande, capa dura, 152 páginas em cores, impressas em papel couchê de alta gramatura.

Teresa Valero nasceu em Madri, Espanha, em 1969. Iniciou sua carreira na animação, atuando na produção de séries como As Aventuras de Tintim, Babar e A Pantera Cor-de-Rosa, além de longas-metragens como Asterix na América. Em 1996, cofundou o estúdio Tridente Animación ao lado de artistas como Juan Díaz Canales, participando da produção de obras como a adaptação de Corto Maltese e o filme Asterix e os Vikings. Estreou nos quadrinhos em 2008 como roteirista da série Sorcelleries, ilustrada por Juanjo Guarnido, cocriador de Blacksad. Em seguida, escreveu Curiosity Shop (2011) e Gentlemind (2020). Em 2021, lançou Contraponto: Os Filhos dos Outros, seu primeiro trabalho como autora completa e uma das HQs espanholas mais elogiadas dos últimos anos. Paralelamente à carreira nos quadrinhos, Valero leciona storyboard em universidades e escolas de arte de Madri. 

Capa dura
Formato 21 x 27,5 cm
152 páginas
ISBN 9786584191082
edição: Ferréz e Thiago Ferreira
Postado por Vitruvius Pollio às 12:23 AM Nenhum comentário:
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7.9.26

continua/CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ/Antoni Pladevall i Font

 
ESTERRI DE
CARDÓS 
 
Sant Pau i Sant Pere d’Esterri
de Cardós
Santa Maria de Ginastarre
FONT, Antoni Pladevall i. CATALVNYA ROMÀNICA XV EL PALLARS: EL PALLARS SOBIRÀ, EL PALLARS JVSSÀ / Coordinador científic de l’obra Joan-Albert Adell i Gisbert Arquitecte. Amb la col·laboració de la Generalitat de Catalunya i sota l’alt patrocini de L’Organització de les Nacions Unides per a l’educació, la ciència i la cultura (UNESCO). — Barcelona: Fundació Enciclopèdia Catalana, 1993.  
Postado por Vitruvius Pollio às 2:53 AM Nenhum comentário:
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6.9.26

Boucq/Boca do diabo/Bouche du Diable/entra

BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). Boca do diabo / Bouche du Diable / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Thiago Ferreira; revisão Alexandre Barbosa de Souza; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2020. 

Postado por Vitruvius Pollio às 11:55 PM Nenhum comentário:
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Boucq/A Mulher do Mágico/La Femme du Magicien/sai

BOUCQ, François (1955- ); CHARYN, Jerome (1937- ). A mulher do mágico / La Femme du Magicien / François Boucq, Jerome Charyn; tradução Flávia Yacubian; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2024.
Postado por Vitruvius Pollio às 11:54 PM Nenhum comentário:
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4.9.26

continua/benjamin/passagens/Das Passagen-Werk/continua

“UM PAINEL COM MILHARES DE LÂMPADAS ”

METRÓPOLE & MEGACIDADE

Willi Bolle

[...]

I. A Forma de Apresentação: Livro ou Arquivo? 

[...]

 

[...]  

[...] E um “hipertexto”, no sentido da definição já clássica proposta pelo designer e programador Theodor Nelson em 1965.

Para dizê-lo de maneira categórica: essa organização do saber histórico em forma de uma rede de categorias e fragmentos, elaborada por Benjamin, pode ser visualizada, mas não pode ser narrada. Estamos diante de uma escrita visual-espacial, baseada na tradição dos grafismos e diagramas, pictogramas e hieróglifos, ou seja, na tradição da semelhança do escrito com o representado;5 esta forma de escrita opõe-se a uma outra, narrativa-seqüencial, dentro da tradição de representar a realidade por meio de sons, uma escrita alfabética, regida pela arbitrariedade do signo. Existe, contudo, a possibilidade de traduzir o dispositivo historiográfico espacial para um discurso temporal. Para isso, é necessário escolher uma perspectiva, montar uma grade de categorias e elementos, e definir uma seqüência. Foi o que Benjamin fez, ao passar do grande arquivo de “Notas e Materiais” para a planta de construção do livro-modelo, cujas 30 categorias construtivas estão aqui reunidas:

A comparação entre o dispositivo anterior de uma historiografia polifônicaespacial e este esquema da planta do livro-modelo dá uma idéia da interação entre as duas modalidades de escrita da história, em forma de rede e numa ordem temporal.6

 5 Cf. W. Bolle, “As siglas em cores no Trabalho das Passagens, de W. Benjamin”, Estudos Avançados, 10 (1996), n° 27, pp. 41-77.

6 A sequência exata das categorias no livro-modelo só se deixa verificar na parte do meio, cuja redação foi concluída; nas outras duas partes, pode ser apenas conjectural. De qualquer modo, aqui isso é secundário, uma vez que não intentamos reconstruir o que Benjamin “provavelmente poderia ter escrito”, mas discutir as potencialidades de sua escrita da história.

[...]

[...] Mas talvez ele vislumbrasse uma saída daqueles impasses no sentido de deixar — como alternativa à obra condenada a permanecer fragmentária por força das contingências — uma obra constitutivamente fragmentária, onde sua proposta de escrever a história seria continuada pelos leitores. Em outras palavras: em vez de lamentar o caráter inacabado do livro das Passagens, deveríamos valorizar o projeto de Benjamin como arquivo, dispositivo aberto para novas pesquisas.

Esta tese encontra um forte respaldo cm reflexões do próprio Benjamin. Na imagem de pensamento “Guarda-livros Juramentado”, de Rua de mão única (1928), onde procura avaliar o lugar do livro na história da mídia e cogita sobre os rumos futuros da escrita (e por extensão, da escrita da história), ele observa:

Hoje já é o livro, como ensina o atual modo de produção científico, uma antiquada mediação entre dois sistemas de cartoteca. Pois tudo o que é essencial encontra-se no fichário do pesquisador, que o escreveu, e o cientista que nele estuda assimila-o à sua própria cartoteca. (GS IV, 103; OE II, 28)

Esta descrição lê-se como uma antecipação visionária do que iria acontecer no estágio final e postumamente com o trabalho das Passagens: o formato do livro seria substituído por um sistema mais avançado de escrita, a saber, o fichário (Zettelkasten) ou sistema de cartoteca (Kartothekssystern).  

[...]

Na medida em que atribuímos às Passagens, em termos de gênero e estatuto de texto, as características de um grande arquivo ou banco de dados, nós o valorizamos como um dispositivo essencialmente móvel e dinâmico, voltado para um trabalho produtivo de construção, desconstrução e nova construção, envolvendo a participação ativa dos leitores.

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.  

Postado por Vitruvius Pollio às 11:43 PM Nenhum comentário:
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Tentáculos

  • Todo Nazareth – Obras Competas – ÁguaForte
  • Cinco advertências sobre a Voragem, de Willy Corrêa de Oliveira – Luzes no Asfalto
  • Com Villa-Lobos, de Willy Corrêa de Oliveira – Edusp
  • Passagens, de Willy Corrêa de Oliveira – Luzes no Asfalto
  • Educar: para qual sociedade?, de Giulio Girardi – Luzes no Asfalto
  • Ulysses • James Joyce • Sirens/Sereias • xi • Alexandre Barbosa de Souza & Willy Corrêa de Oliveira – Costura Japonesa (麻の葉杜氏; asanoha toji)
  • The Fall of the House of Usher • A Queda do Solar de Usher • Edgar Allan Poe • Paulo Vidal de Castro – pessoal – capa dura com tecido • 2025
  • Rilke: Poemas – Luzes no Asfalto
  • Na Prisão, de Egon Schiele – Luzes no Asfalto
  • O Despertar da Primavera & Mine-Haha, de Frank Wedekind – Luzes no Asfalto
  • Frank Wedekind em memória Marcelo Martorelli Vessoni • Lulu • O espírito da terra • A caixa de Pandora • Morte e diabo / e texto de Karl Kraus – pessoal – capa dura com tecido
  • Simona Cavuoto, O violino na metrópole – ÁguaForte
  • Santoro Inédito – ÁguaForte
  • Contraluz, de Marcus Siqueira – Selo Sesc
  • O diabo na mesa dos fundos, de Wesley Barbosa – Selo Povo
  • A Revolução dos Feios, de Ni Brisant – Selo Povo
  • Amanhecer Esmeralda • Ferréz • Claudio Furton – Selo Povo
  • O Datilógrafo do Gueto, de Ferréz – Selo Povo
  • Ningém é inocente em São Paulo, de Ferréz – Selo Povo
  • Cronista de um Tempo Ruim, de Ferréz – Selo Povo
  • Cronista de um Tempo Ruim, de Ferréz – Selo Povo
  • My Way – a periferia de moicano, de Valo Velho – Selo Povo
  • Faquir, de Paulo Vidal & Otacílio Lopes
  • DVD – City One Minutes - São Paulo / theoneminutesfoundation; F BKVB; 1 minuto; Masp; Galeria Olido; Galeria Cantral
  • Luzes no Asfalto (logo)
  • Anoitecer, de Paulo Vidal de Castro – Cinema Olido; Veneza; Holanda; DVD
  • Praça da Sé, de Paulo Vidal de Castro – Cinema Olido; Veneza; Holanda; DVD
  • tmese, de Paulo Vidal de Castro – Masp
  • Jaguadarte, de Paulo Vidal de Castro – Bloomsday
  • ♩≠, de Paulo Vidal de Castro – CCBB; CineSesc; Masp; MIS; DVD
  • Terraço Paulista (logo) – restaurante na R.São Carlos do Pinhal
  • Ferréz (logo)
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  • Literatura Marginal (diagramação de coleção)
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  • Fernando Sor (1778-1839) Op6, No8 em Dó maior • Paulo Vidal de Castro
  • Johann Sebastian Bach (1685-1750) / Sarabande / Suite III BWV995 • Paulo Vidal de Castro
  • Willy Corrêa de Oliveira (1938- ): Gravura nº1 / Haikai [El testament d’Amèlia] • Paulo Vidal de Castro
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