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[Tipos de Iluminação]
[Tipos de Iluminação]
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Nota referente a 1824: “Paris foi iluminada este ano com 11.205 lâmpadas a gás... O empreiteiro devia iluminar todas as partes da cidade em quarenta minutos no máximo, isto é, começando vinte minutos antes da hora prescrita diariamente e terminando vinte minutos depois; ele não podia confiar mais de vinte e cinco lâmpadas a cada acendedor.” Dulaure, Histoire Physique, Civile et Morale de Paris Depuis 1821 Jusqu’à Nos Jours, vol. II, Paris, 1835, pp. 118-119.
[T 1, 2]
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Quando, em 19 de fevereiro de 1790,3 o Marquês de Favras foi executado por conspiração contra-revolucionária, a Place des Grèves e o cadafalso estavam decorados com lampiões.
[T 1a, 9]
“Dissemos no primeiro volume que cada época histórica está imersa em uma determinada iluminação diurna ou noturna; este mundo, pela primeira vez, recebeu uma iluminaçãon artificial: ela consiste na iluminação a gás, que já iluminava Londres nos dias em que a estrela de Napoleão começou a declinar, entrou em Paris quase na mesma época que os Bourbons e, finalmente, conquistou com um avanço lento e tenaz todas as ruas e locais públicos. Por volta de 1840 havia iluminação por toda parte, até mesmo em Viena. Nesta luz clara e triste, intensa e vacilante, prosaica e fantasmagórica, movimentam-se grandes insetos laboriosos, os vendedores.” Egon Friedell, Kulturgeschichte der Neuzeit, vol. III, Munique, 1931, p. 86.
[T 1a, 10]
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“São ainda as mulheres que limpam os candeeiros a óleo de dia e os acendem à noite, recolhendo e repondo as lâmpadas com uma corda guardada à chave no poste durante o dsa. esperando o gás que, há anos, ilumina até os últimos burgos ingleses. Por preço algum os comerciantes de óleo e de lâmpadas Argand querem ouvir falar disso, e acharam depressa à sua disposição dois escritores, os senhores Charles Nodier e Arnédée Pichot ... para denunciar ... num in-octavo todos os inconvenientes e perversidades do gás, inclusive o perigo de nossa destruição total, por explosão, pelas mãos de malfeitores.”4 Nadar, Quand J’étais Photographe, Paris, 1900, pp. 289-290.
[T 2a, 3]
3 Cf. E°, 26 e nota.
4 Ch. Nodier escreveu em colaboração com A. Pichot um Essai Critique sur le Gaz Hydrogène et les Divers Modes d’Édairage Artificiel (1823). (J.L.)
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin;
edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi
Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain
Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice
Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo;
pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.

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