2 de 4(série de Tomás Senna)
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A orquestra tradicional tocará Robert Schumann, Antonin Dvorák e uma obra do maior compositor vivo (e um dos meus preferidos de todos os tempos): Lontano, de György Ligeti, peça em que ele explora as suas sonoridades de “nuvens” através de uma orquestração original e sofisticada.
(Márcia X. e Jocy de Oliveira durante concerto de John Cage)

(Igor Stravinsky por Jean Cocteau)

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Piap (Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto-UNESP)
Outra Dose de Phil Minton

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Boca de Urna do Sinal de Trânsito no CSS Reboot
Um tipo de evento raríssimo de acontecer no Brasil: uma performance de Phil Minton — um dos mais inovadores no uso da voz. O anti-cantor tem um trajetória de muitos anos, com uma grande quantidade de projetos, parcerias incríveis (não vou citar nenhuma, porque a lista seria interminável), e uma discografia gigantesca.Instrumento de formas sugestivas




Foto 1 — Le Violon d'Ingres, 1924, de Man Ray (1890-1976): Expoente do Dada de Nova York, pintor, desenhista, fotógrafo, criador de objetos, inventor do rayograph (contato — fotos sem câmera) e da aerografia aplicada à pintura, escritor e brilhante narrador. Foi também cineasta (de filmes geniais), e inventou o “cinema sem câmera”.
(um dos elogios mais descabidos que já recebi foi quando um diretor de cinema das antigas (das antigas mesmo é falar “das antigas”) comparou um vídeo meu com Man Ray)
Foto 2 — Charlotte Moorman (1933-1991): A “Joana D’Arc da música nova” (Edgar Varèse). Começou como concertista tradicional de violoncelo para depois se tornar intérprete de obras de compositores contemporâneos, como Karlheinz Stockhausen. Mas foram os integrantes do movimento Fluxus que realmente interessaram a moça, que se tornou a fiel escudeira de Nam June Paik. Muitas obras/performances do coreano foram feitas para ela, que tocou nua, ou suspensa por cabos, ou com o espigão do instrumento pressionando o peito nu de um homem deitado no chão, ou até uma obra que ao invés da violoncelista tocar o violoncelo, é o espectador quem toca a violoncelista. Ela ficou famosa em programas de auditório norte-americanos como a “violoncelista topless”.
Na foto ela está apresentando uma obra de Paik — compositor recém-falecido que foi também o pai da videoarte (e de mais um monte de coisas, até o "vídeo sem câmera").
Foto 3 — Inês Baptista: Uma jovem portuguesa que fez a tatuagem por causa da foto do Man Ray. Ela foi modelo para uma série de filmes que têm o artista como tema. Ela tem também um interessante blog com sotaque luso (de onde roubei esta foto): Casaco Amarelo.
Foto 4 — Emilia Fox (1974): Interpretando a violoncelista Dorota, no filme O Pianista, de Roman Polanski. A cena que eu acho a mais bonita de todo o filme: após sofrer bastante nas mãos dos nazistas, o pianista se refugia na casa de sua amada, que já está casada com outro. Após dormir e repousar de verdade, ele acorda de manhã e a vê tocando a primeira suíte de Bach. Infelizmente não consegui uma imagem desta cena.
Foto 5 — Iris Regev: Por último, mas não a menos bela. Mus(ic)a israelense de lindos cabelos compridos. Um dos mais bem guardados segredos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (não o único). Música para os olhos, um dos melhores espetáculos para se ver na Sala São Paulo. É também uma ótima violoncelista.
P.S.- Junto com este post, inauguro a última sessão de links do Blog: Vestais (“Quão apropriado”, para citar o Diabo das tiras do Otacílio).
Jean-Guihen Queyras e Osesp
Trinta raios se tornam um pelos buracos do eixo,


Samuel Beckett 100 Anos
O projeto terá várias atrações, todas no Sesc Santana. Haverá 15 montagens teatrais (de Lenerson Polonini, entre outros), palestras (como a do ator, diretor e tradutor Rubens Rusche sobre as obras de Beckett para a TV, por exemplo), e outras coisas, vale a pena dar uma olhada na programação.
Na abertura, terça-feira, dia 4, às 20h, será exibido o filme Film, de 1965, dirigido pelo Beckett, estrelado por Buster Keaton. O ator foi uma das principais referências para o autor construir o lado clown de seus personagens. A projeção será acompanhada por intervenção sonora de Wilson Sukorski. Uma das características marcantes do filme é que, apesar de não ser mudo, o único som é a fala de um figurante: – Sshhhh! Provavelmente será um equívoco modificar esta característica tão beckettiana, mas levando-se em conta as trilhas do Sukorski para as peças do Beckett dirigidas pelo Polonini, que tendiam ao quase silêncio absoluto, com pouquíssimas intervenções, pode ser que o resultado seja interessante.
Após o Film, haverá um debate com Gerald Thomas, Célia Berretini, José Roberto Sadek e Luis Fernando Ramos. O pior que é justo ao mesmo tempo em que terá o filme e debate do Ivan Cardoso. Não sei como escolher qual dos dois amiguinhos do Hélio Oiticica e discípulos de Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari irei escutar.
P.S.- Algumas referências de Beckett na internet para ver, ler, escutar, assistir, pesquisar, fazer downloads, etc...
Não por acaso, nos dois melhores sites que eu conheço:
The Modern Word:
Site Apmonia com tudo, tudo mesmo.
Ubu Web:Na própria home tem atualmente uma foto do Beckett. Obras sonoras e também Film e Not I.
Profondo Rosso
Recém-comprei nas bancas a Cinemonstro de março, com o DVD da obra-prima de Dario Argento: Profondo Rosso, ou Deep Red, ou Prelúdio Para Matar, que é a tradução brasileira. Estou avisando para os interessados poderem comprar antes que seja recolhido das bancas.Família Vilanova
O site Sinal de Transito editado pelo Luis Vilanova e realizado pela Thais Vilanova foi reformulado – novo layout, nova programação, seguindo os padrões da web de acessibilidade (web standards), ao contrário dos códigos maçarocas que reinam por aí. Se você se interessa por trânsito (ou não), confira.

Vadim Repin e Nikolai Lugansky
O russo Repin é, sem dúvida, um dos maiores violinistas da atualidade.Encontro com o Cinema Brasileiro – Ivan Cardoso, o Mestre do Terrir
Pré-estréia do filme Um Lobisomem na Amazônia, do interessantíssimo Ivan Cardoso, seguida por um debate com o diretor. Nada melhor para suprir um mês em que excepcionalmente não haverá a Sessão Dupla do Comodoro.





(poema de Décio Pignatari, que foi musicado por Willy Correa de Oliveira na época do movimento Musica Nova)
Willy Correa de Oliveira
Um dos mais importantes compositores brasileiros vivos. Foi participante do movimento Musica Nova, ao lado de Gilberto Mendes, Rogério Duprat, Julio Medaglia, entre outros.
Haverá um recital de voz e piano por causa do lançamento do registro de obras recentes (em CD e partituras).
Quarta, dia 15, às 20h30, no Centro Universitário MariAntônia, de graça.
Eiji Oue rege Osesp
Sob a batuta do regente japonês convidado, a Osesp tocará obras de três grandes compositores: Abertura Leonora n° 3, de Ludwig van Beethoven; Concerto para violoncelo n° 1, de Joseph Haydn – com o solista peruano-alemão convidado Claudio Bohórquez –; e a primeira Sinfonia do magnífico ciclo de Gustav Mahler.
O maestro nipônico foi discípulo direto de Leonard Bernstein – talvez o principal divulgador da importante obra deste compositor austríaco, um dos pais do modernismo.
Na Sala São Paulo, quinta dia 16, sexta dia 17 (meu aniversário), ambos às 21h, e sábado dia 18 às 16h30.
P.S.- Eu não estava com vontade de atualizar o blog, pois o layout estava lindo com a aranha do Otacílio, que combinou muito bem com o resto. Paciência...