30.7.06

Quarteto Parisii


Grupo de destaque na música francesa e moderna com um repertório irretocável: o ritmo febril de Livre pour Quatuor (3ª, 3B e 3C), de Pierre Boulez; a perfeição do Quarteto de Claude Debussy; o Quarteto nº4 op. 46 de Darius Milhaud; e, com o grande clarinetista Romain Guyot, o Quinteto K 581 de Wolfgang Amadeus Mozart.
Imperdível.

Quarta (2), quinta (3) e sexta (4), às 21h, no Espaço Cultural BankBoston.

23.7.06

Imagens e Sons


Osesp


Concerto para flauta nº 2 de Mozart ao lado da inventiva música latino-americana: Heitor Villa-Lobos com a Bachianas Brasileiras nº4; o mexicano Silvestre Revueltas com o a sua vigorosa Sensemayá; e a estréia mundial de Alegres Trópicos — um baile na Mata Atlântica, de Gilberto Mendes – o maior compositor brasileiro vivo.
Nada como uma semana de estréia após a outra.
Quinta (27) e sexta (28), às 21h, na Sala São Paulo.
E no dia 29, em Campos de Jordão, fechando o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Alta Tensão — suspense e terror no cinema contemporâneo


Esta mostra no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) está imperdível. Fui ver o Following, de Christopher Nolan, mas também mais que recomendo A tale of two sisters (Kim Jee-Woon) e Audition (Takashi Miike), dois dos melhores filmes de terror que já assisti.

Programa:

Wendigo , dia 19/07/2006 às 17:00
A Tale of Two Sisters , dia 19/07/2006 às 19:00
Soft for Digging , dia 20/07/2006 às 17:00
Harry Veio Para Ajudar , dia 20/07/2006 às 19:00
Following , dia 21/07/2006 às 17:00
The Unknown , dia 21/07/2006 às 19:00
Dealer , dia 22/07/2006 às 14:00
Hotel , dia 22/07/2006 às 17:00
Audition , dia 22/07/2006 às 19:00
Harry Veio Para Ajudar , dia 23/07/2006 às 14:00
Something to Remind Me , dia 23/07/2006 às 17:00
A Tale of Two Sisters , dia 23/07/2006 às 19:00
Following , dia 26/07/2006 às 17:00
Dealer , dia 26/07/2006 às 19:00
The Unknown , dia 27/07/2006 às 17:00
Audition , dia 27/07/2006 às 19:00
Something to Remind Me , dia 28/07/2006 às 17:00
A Tale of Two Sisters , dia 28/07/2006 às 19:00
Hotel , dia 29/07/2006 às 14:00
Soft for Digging , dia 29/07/2006 às 17:00
Following , dia 29/07/2006 às 19:00
Something to Remind Me , dia 30/07/2006 às 14:00
The Unknown , dia 30/07/2006 às 17:00
Wendigo , dia 30/07/2006 às 19:00

14.7.06

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo


O tradicional grupo fará um recital focado no séc. XX, com obras muito significativas:

a Suíte Lírica, de Alban Berg
fantástica peça onde os instrumentos “cantam” no final os versos De Profundis Clamavi, de Charles Baudelaire;

as Seis Bagatelas, de Anton Webern
um dos compositores mais bem quistos deste recito (tacet);

e a estréia mundial de Réquiem sem Palavras, do brasileiro Almeida Prado.

Quinta, dia 20, no Theatro Municipal.

DE PROFUNDIS CLAMAVI


Imploro-te piedade, a Ti, razão de amor,
Do fundo abismo onde minha alma jaz sepulta.
É uma cálida terra em plúmbea névoa oculta,
Onde nadam na noite a blasfêmia e o terror;

Por seis meses um morno sol dissolve a bruma,
E durante outros seis a noite cobre o solo;
É um país bem mais nu do que o desnudo pólo
— Nem bestas, nem regatos, nem floresta alguma!

Não há no mundo horror que comparar se possa
À luz perversa desse sol que o gelo acossa
E à noite imensa que no velho Caos se abriu;

Invejo a sorte do animal mais vil,
Capaz de mergulhar num sono que o enregela,
Enquanto o dédalo do tempo se enovela.

7.7.06

Quarteto Fauré

Quarteto alemão — formado por piano, violino, viola e violoncelo — tocará obras compostas para esta formação por Wolfgang Amadeus Mozart (K 478), Robert Schumann (op. 47) e Richard Strauss (op. 13).

Terça, dia 11, às 21h, no teatro do Mosteiro de São Bento.

2.7.06

Thais Vilanova


a espera do momento
preciso
perceber o momento
preciso
mas nunca no momento
preciso

(fragmento do livro-objeto "Alice Através do Espelho" (a partir de Lewis Carroll) e um lapso de poesia, ambos de Thais Vilanova)

1.7.06

Álvaro e Ava


Álvaro Henrique


Violonista tocará umas das principais peças do repertório mundial e histórico do instrumento: a obra completa para violão solo de Heitor Villa-Lobos, responsável pelo instrumento entrar nas salas de concerto como digno e moderno.

Data: 02/07/2006
Horário: 11h00
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP


Sessão (não mais dupla) do Comodoro


Infelizmente, as Sessões Duplas do Comodoro não serão mais duplas. Mas, como sempre, a próxima será quarta, às 21h30, no CineSesc, de graça. Reproduzo abaixo as palavras do próprio Comodoro:

Ao fazer dois anos, a Sessão do Comodoro, no dia 05 de julho, deixa de
apresentar as suas tradicionais sessões duplas para se concentrar mensalmente em
apenas um único e raro filme. Na noite de seu aniversário irá mostrar a
restauração de um autêntico clássico: "PANDORA AND FLYING DUTCHMAN", produção
inglesa de 1951, em magistral tecnicolor, dirigida pelo mais erudito dos
diretores americanos, Albert Lewin.

OS AMORES DE PANDORA

Pandora and the Flying Dutchman (1951)

Cópia restaurada, falada em inglês, com legendas em francêsInglaterra - 120 minutos

roteiro e direção - Albert Lewin

diretor de fotografia - Jack Cardiff montagem - Ralph Kemplen

música - Walter Donaldson

elenco - James Mason, Ava Gardner, Nigel Patrick, Sheila Sim e Harold Warrender


P.S. para Marco Aurélio: Obrigado pelo comentário, Edgar Allan Poe está sempre por estas bandas.
abraço

27.6.06

O Barril de Amontillado – Making-of I

de Edgar Allan Poe

(desenho de Otacílio Lopes da Silveira)


(Layout/Storyboard meu)




P.S. para Otacílio: Essa p*##@ vai ou não vai?

24.6.06

Osesp e Nelson Freire

(Anca Gavris — não é só de Iris Regev que vive a beleza da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)


A orquestra tocará uma obra de Richard Strauss; o Concerto n° 4 de Sergei Rachmaninov, com o grande pianista Nelson Freire; e a estréia mundial de Salmo 23 de Almeida Prado — um dos mais talentosos compositores brasileiros vivos.

Quinta (29) e sexta (30), às 21h, e sábado (1), às 16h30, na Sala São Paulo.

16.6.06

György Ligeti (1923-06/2006)


uma canção pop dizia: “meus heróis morreram de overdose”
fazem alguns anos que os meus heróis vêm morrendo de velhice

Ligeti paradoxalmente passou por dentro e — ao mesmo tempo — por cima de todas as correntes musicais (mesmo as mais antagônicas e doutrinárias) que marcaram a segunda metade do séc. XX

podemos ver (escutar) nele Bartók, Nancarrow, Cage, Boulez, Stockhausen, Reich, Scelci, etc., ao mesmo tempo em que ninguém teve um estilo tão pessoal

teias de aranha, tic-tacs, pêndulos, relógios, nuvens e fractais
silêncio
tacet

11.6.06

Série "Séries" - Série I

4 de 4
(série de Tomás Senna)

(ver 1 de 4, 2 de 4, 3 de 4, além dos curiosos diálogos (nos comentários) que esta série provocou entre eu, o Tomás e o Otacílio)

8.6.06

C oro âmara ultura

(Pavilhão da Philips, em Bruxelas — projeto de Iannis Xenakis e Le Corbusier)


Coro e Orquestra de Câmara da Osesp


Repertório interessantíssimo: Igor Stravinsky evocando Bach (no brandemburguês Dumbarton Oaks); Aaron Copland americanizando Stravinsky (Appalachian Spring); Heitor Villa-Lobos nacionalizando Stravinsky (Choros n° 3); e ainda Persephassa, de Iannis Xenakis — compositor raramente executado entre nós, e um dos maiores de todos os tempos.
Já estou com o meu lugar esperando.
Domingo, dia 11, às 17h, na Sala São Paulo.

Livraria Cultura no Shopping Market Place


Na quarta, dia 14, haverá a inauguração da nova unidade da Livraria Cultura. Faço parte da equipe que está montando a loja, e estarei lá como vendedor.
Todos estão convidados.

2.6.06

Stockhausen & Ken Russell

Pedro Amaral rege a Orquestra Sinfônica Municipal


Maestro português apresentará repertório contemporâneo de peso: Karlheinz Stockhausen — Fünf Sternzeichen (estréia latino-americana) —; Peter Eötvös — zeroPoints — e duas obras de Flo Menezes, uma delas em estréia mundial.

Domingo, dia 4, às 11h, no Theatro Municipal.

Sessão Dupla do Comodoro


Após um insuportável hiato de dois meses, finalmente teremos de volta as já clássicas e obrigatórias Sessões do Comodoro:
A Sessão Dupla do Comodoro do dia 07 de junho, vai apresentar dois filmes
inéditos nos cinemas brasileiros: VISITANTE Q, de Takashi Miike (o mesmo
diretor
de AUDITION), com legendas em português; e GÓTICO, de Ken Russell,
em inglês,
com legendas em espanhol. As sessões começam às 21.30, no
CineSesc, e as senhas
gratúitas estarão disponiveis a partir das 21.00 horas
na bilheteria do
cinema.

(retirado do Reduto do Comodoro)

Audition foi um dos filmes que mais me impressionaram, e o Gothic dizem que é
muito bom.
Opinião do Comodoro:

Um autêntico delírio audiovisual com a grife de Ken Russell inspirado num
encontro real do casal Shelley com Byron. Sabe-se que esta "noitada no abismo"
pagã deu origem a dois clássicos absolutos da literatura romântica e de horror:
FRANKENSTEIN e o conto O VAMPIRO, que viria a inspirar Brian Stoker na criação
de DRÁCULA. A imagem símbolo do filme faz referência ao quadro "Gothic
Nighmare", de Henri Fuselli, que serve de adereço à mansão de Byron no filme. O
jornal Variety definiu GÓTICO como "um Pesadelo em Elm Street para
intelectuais".

Só filme de macho, pois, ao contrário do que comentou o Otacílio no post anterior, eu odeio Fellini e Bergman.

28.5.06

Orquestra Filarmônica Checa

A orquestra tradicional tocará Robert Schumann, Antonin Dvorák e uma obra do maior compositor vivo (e um dos meus preferidos de todos os tempos): Lontano, de György Ligeti, peça em que ele explora as suas sonoridades de “nuvens” através de uma orquestração original e sofisticada.

Quarta, dia 31, às 21h, no Teatro Cultura Artística.

Nota para Tomás: Demorei um pouco, mas já respondi os seus comentários (não totalmente ainda) na sessão de comentários do post passado. Depois o Otacílio Re-respondeu trazendo mais um monte de coisas interessantes (tem louco para tudo, como eu para achar isso).

Nota para Otacílio:
1) Essas definições — curta, média, longa-metragem — são coisas de indies, intelectualóides, críticos débeis, freqüentadores de “cinemas de arte”, usuários de "leis de incentivo", e outros xaropes. É bobagem, não importa que Cassino tenha horas de duração, os filmes do Man Ray poucos minutos e os de Peter Kubelka pouquíssimos (50 min toda filmografia de 50 anos vista na seqüência). Essas definições são usadas apenas para discriminar (“puxa, fulano já fez cinco curtas, está maduro para um longa”) e para formatar/estandardizar os filmes e a cabeça do público que espera ver sempre a mesma estrutura que não fuja do tempo em que ele foi educado/formatado para ficar no cinema.
2) Sim, você me gravou este episódio.
3) Você falou do Naked Lunch, mas espera para eu te contar as coisas que já passaram em minhas mãos na montagem da loja.
4) Sobre aquele papo de acidentes de carro, assassinatos e fotografias, é claro que eu não consigo não pensar nos dois Davids quando penso no assunto.

21.5.06

Re-tratos da Canção


(Márcia X. e Jocy de Oliveira durante concerto de John Cage)


A soprano Martha Herr cantará apenas obras para voz solo, de grandes compositores brasileiros contemporâneos: Almeida Prado, Edson Zampronha, L. C. Csekö, Gilberto Mendes, Willy Corrêa de Oliveira, Jocy de Oliveira, Tim Rescala, entre outros.
É raro escutar um recital apenas com voz sem acompanhamento, assim como é raro escutar apenas compositores contemporâneos, ainda mais brasileiros.

Sábado, dia 20, às 21h, no Sesc Ipiranga.

14.5.06

Roger Epple rege Osesp


(Igor Stravinsky por Jean Cocteau)


Concerto com duas obras poderosas: o Concerto para violino de Stravinsky, onde o russo recria a história dos concertos para violino, mas, como sempre, sem deixar de soar stravinskyano; e também a 4ª Sinfonia de Gustav Mahler.

Quinta (18) e sexta (19) às 21h e sábado (20) às 16h30, na Sala São Paulo.

7.5.06

Polêmica em Cartas Abertas ou: Lavando a Roupa Suja na Internet


clique na imagem para ampliar


Não sei se vocês leram o comentário do Otacílio quando eu coloquei a tirinha aqui outro dia, mas foi o seguinte:

Otacilio Lopes disse...
Aqui é o autor da tira.
Paulo eu te falei que tinha feito uma versão desta mesma tira em que eu havia desenhado os continentes. Vou te mandar ela e na próxima atualização EXIJO, repito EXIJO, que ele seja substituída, ou te verei nos Tribunais seu Filho da P... .
Afetuosamente Otacilio.

E no e-mail:

essa é a certa, com os países, depois da separação dos
continentes. se não sair direito
  a minha velha professora de Geografia virá me puxar o pé
à noite, não lembro do
   nome dela, mas o apelido dela era a PROFECIA, por
causa do filme mesmo, a
    velha parecia uma daquelas loucas que matam o
marido empurrando-o da
     escada, e sempre que ela entrava na
classe eu juro que ouvia uma voz
      sussurrando:
        ave satani!
ave satani! ave satani!

       a filosofia dela era que o
ser humano não prestava.


P.S.: como pôde perceber, mentores guiaram minha vida até me
tornar
  um ser humano
   completo e integrado à
sociedade.

Minha réplica:

Carotacílio,
seu desejo será concedido — em um post novo (apenas para isso) — no sábado, mais tardar domingo.
seu,
paulo

Tréplica dele:

Otacilio Lopes disse...
Mensagem recebida e entendida.
minha professora "A Profecia" também agradece, e antes que eu me esqueça obrigado por publicar minhas coisas. Mais tarde eu te mando um recorte de jornal com um exemplo de radicalismo absurdo, uma espécie de fundamentalismo sexual que aconteceu ontem, cuja consequência foi a morte de seu realizador, veja no seu e-mail mais tarde.

P.S.: Antes que você imagine coisas, isso não tem nada a ver com o Emerson.

4.5.06

piapemaisminton

Piap (Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto-UNESP)


O grupo dirigido e fundado por John Boudler existe desde 1978 e, no Brasil, é o mais importante na divulgação de obras eruditas para instrumentos de percussão, o que o faz ser também um grande divulgador da musica contemporânea entre nós, apresentando sempre interessantes escolhas de repertório.

Quarta, dia 10, às 20h30, no Sesc Vila Mariana.

Outra Dose de Phil Minton


A apresentação de Phil Minton foi impressionante — um ritual transcendente (quase religioso, seja lá o que isso signifique).
Ele vai se apresentar novamente, mas desta vez acompanhado: com Miguel Barella, Thomas Rohrer e Patrícia Osses, na performance Improviso Para Vidro e Gelo (aquela mesma que já foi apresentada no Sesc Pompéia e na CPFL em Campinas). Já fico com quase esperança de que alguém traga algum dia o Jaap Blonk (e ressuscite o Demetrio Stratos, sonhar não mata).

Domingo, dia 7, às 18h, na Oficina Virgílio (Rua Virgilio de Carvalho Pinto, 422, Pinheiros)

P.S. para Otacílio (como sempre):
Carotacílio,
seu desejo será concedido — em um post novo (apenas para isso) — no sábado, mais tardar domingo.
seu,
paulo

2.5.06

Marte Ataca (e Sinal de Trânsito no CSS Reboot)


clique na imagem para ampliar


(tira de Otacílio Lopes da Silveira, da sua “fase de tirinhas engraçadinhas, com estilos sortidos e simplificados”)


Boca de Urna do Sinal de Trânsito no CSS Reboot


Ainda falando da turma, a nova versão do Site Sinal de Trânsito (aquele do Luis Vilanova, sobre semáforos — feito e refeito pela Thais Vilanova) está no CSS Reboot — um site especializado em padrões da web (web standards) e que faz votações de redesigns de sites. Vai lá, dá uma olhada (sob o nome Thais Vilanova) e vote conforme a sua opinião (e olhe os outros também, fique a vontade).

30.4.06

Phil Minton

Um tipo de evento raríssimo de acontecer no Brasil: uma performance de Phil Minton — um dos mais inovadores no uso da voz. O anti-cantor tem um trajetória de muitos anos, com uma grande quantidade de projetos, parcerias incríveis (não vou citar nenhuma, porque a lista seria interminável), e uma discografia gigantesca.
Ele fará uma de suas improvisações viscerais utilizando técnicas impressionantes que geram uma enorme variedade de sons e ruídos.

Imperdível e grátis.

Quarta, dia 3, às 20h, no Centro Universitário MariAntônia. Como se não bastasse, é pertinho da minha casa.

Um dos discos de Minton (Mouthfull of Ecstasy) tem como base o Finnegans Wake de James Joyce, onde o “cantor” explora a riquíssima musicalidade do texto com os seus recursos vocais. Transcrevo abaixo o final (?) do livro — um dos fragmentos abordados no álbum — onde Anna Lívia Plurabelle (a mulher que é todas as mulheres ao mesmo tempo) volta a seu pai, ou onde o grande rio/romance volta para o mar, ou onde o final do anti-romance volta ao seu início, mas tudo isso na versão brasileira (Finnicius Revém) de Donaldo Schüler:


Estou de partida. Que amargo fim! Sorrateiramente partirei antes que acordem. Não vão me ver. Nem saber. Nem recordar-me. E é velha e velha é triste e velha é triste e exausta volto a ti, velhegélido pai, velhegélito indômito pai, meu velhegélido indômito, patético pai, até a mara vista da mera forma dele, as miolhas e miolhas dele, monotanando, me ressalgam, me ressacam e me arremesso, meu início, em teus braços. Eisque seelevam! Salvam-me desses tríveis tridentes! Dos más uno dos homomentos mais. Só. Avelaval. Minhas folhas derivam de mim. Todas. Só esta me resta. Paro e porto comigo. Pra remembrança de. Lff! Suave esta manhã, tanto, a nossa. Sim. Leva-me contigo, palpito, como quando quedos percorremos a feira dos brinquedos! Se eu o visse baixar sobre mim sob suas alvestendidas asas como que vindo de Arkângelos, penso que pensa findaria a seus pés, húmil, dúbil, débil, laudante. Sim, tá em tempo. Cá estamos. Início. Passamos pastagens, basculhem o bosque a. Vvôo! Gaivvota. Gaivvootas. Apelos do pai. Já vvou, pai. Eis o fim. Nós então. Finn, revêm! Toma. Serenamente, rememora-me! Té que thausentes. Lps. As chaves a. Cá tens! A via a lenta a leve a leta a long a

24.4.06

As Formas do Violoncelo

Instrumento de formas sugestivas






Foto 1 — Le Violon d'Ingres, 1924, de Man Ray (1890-1976): Expoente do Dada de Nova York, pintor, desenhista, fotógrafo, criador de objetos, inventor do rayograph (contato — fotos sem câmera) e da aerografia aplicada à pintura, escritor e brilhante narrador. Foi também cineasta (de filmes geniais), e inventou o “cinema sem câmera”.
(um dos elogios mais descabidos que já recebi foi quando um diretor de cinema das antigas (das antigas mesmo é falar “das antigas”) comparou um vídeo meu com Man Ray)

Foto 2 — Charlotte Moorman (1933-1991): A “Joana D’Arc da música nova” (Edgar Varèse). Começou como concertista tradicional de violoncelo para depois se tornar intérprete de obras de compositores contemporâneos, como Karlheinz Stockhausen. Mas foram os integrantes do movimento Fluxus que realmente interessaram a moça, que se tornou a fiel escudeira de Nam June Paik. Muitas obras/performances do coreano foram feitas para ela, que tocou nua, ou suspensa por cabos, ou com o espigão do instrumento pressionando o peito nu de um homem deitado no chão, ou até uma obra que ao invés da violoncelista tocar o violoncelo, é o espectador quem toca a violoncelista. Ela ficou famosa em programas de auditório norte-americanos como a “violoncelista topless”.
Na foto ela está apresentando uma obra de Paik — compositor recém-falecido que foi também o pai da videoarte (e de mais um monte de coisas, até o "vídeo sem câmera").

Foto 3 — Inês Baptista: Uma jovem portuguesa que fez a tatuagem por causa da foto do Man Ray. Ela foi modelo para uma série de filmes que têm o artista como tema. Ela tem também um interessante blog com sotaque luso (de onde roubei esta foto): Casaco Amarelo.

Foto 4 — Emilia Fox (1974): Interpretando a violoncelista Dorota, no filme O Pianista, de Roman Polanski. A cena que eu acho a mais bonita de todo o filme: após sofrer bastante nas mãos dos nazistas, o pianista se refugia na casa de sua amada, que já está casada com outro. Após dormir e repousar de verdade, ele acorda de manhã e a vê tocando a primeira suíte de Bach. Infelizmente não consegui uma imagem desta cena.

Foto 5 — Iris Regev: Por último, mas não a menos bela. Mus(ic)a israelense de lindos cabelos compridos. Um dos mais bem guardados segredos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (não o único). Música para os olhos, um dos melhores espetáculos para se ver na Sala São Paulo. É também uma ótima violoncelista.

P.S.- Junto com este post, inauguro a última sessão de links do Blog: Vestais (“Quão apropriado”, para citar o Diabo das tiras do Otacílio).

22.4.06

O Som do Violoncelo

Jean-Guihen Queyras e Osesp


Violoncelista espetacular oriundo do Ensemble InterContemporain, de Pierre Boulez. Responsável pelas gravações dos maravilhosos Concerto para violoncelo e Orquestra, de György Ligeti, e Messagesquisse, do próprio Boulez.
Queyras solará a Sinfonia para Violoncelo e Orquestra, de Benjamin Britten — compositor que provou a possibilidade de ser tonal, dialogar com o passado e ainda assim soar completamente moderno.

Quinta (27) e Sexta (28) às 21h, e sábado (29) às 16h30, na Sala São Paulo.

Nos próximos dias falarei também sobre As Formas do Violoncelo...

18.4.06

Ready-made/Constelação com duas Estrelas/Citações para Franz Weissmann

Trinta raios se tornam um pelos buracos do eixo,
vazios que os unem para o uso da roda;
O uso de barro na moldagem de jarras
Vem do vazio de sua ausência;
As portas e janelas, numa casa,
São usadas por seu vazio;
Assim nos socorremos do que não há
Para usar o que há.

(Lao tse)



Cesteiro que faz um
cesto
faz uma casa

No oco do chapéu
a cabeça

No oco da roupa
o corpo

No grande balaio
vedado a sopapo
(casa)
a mão na massa
molda
a pele coletiva
do clã
(alma)

(poema de Décio Pignatari para o Calendário Philips, meses setembro/outubro, 1980 — ano em que eu nasci)

(ver também a minha homenagem, o texto construtivista/desconstrutivista/construtivista de João Cabral de Melo Neto, e o texto de José Aloise Bahia — tudo sobre Weissmann)

16.4.06

Leif Segerstam rege Osesp


Competente maestro finlandês apresentará a música de seu país. A fase final de Jean Sibelius (Tapiola e a Sinfonia n° 7 em um movimento); o Cantus arcticus (para pássaros pré-gravados e orquestra) de Einojuhani Rautavaara; e estréia mundial de uma obra do próprio Leif — a Sinfonia n° 149, que tem um subtítulo extraordinário: “14,9,149:14,9...! = I feel, no, I feel so: Oh death, suffering...!”
É sempre um privilégio escutar uma estréia sob a batuta do próprio autor. Espero que seja tão interessante quanto o extravagante título.
Quinta (20) e sexta (21) às 21h, e sábado (22) às 16h30, na Sala São Paulo.

6.4.06

Da areia também se vê o mar


Recital de Antonio Eduardo focado principalmente em compositores que têm uma relação de amizade com o pianista. Entre eles, importantes nomes da música brasileira, como Gilberto Mendes (Warun Blues), Jorge Antunes (Sambinha do Antonio Eduardo) e Silvio Ferraz (Green Eyed Bay, para piano e computador).
Ele também tocará Três vazios de Lao Tse, composta por Marcos Câmara. Os tais vazios de Lao Tse também serão tema de um dos próximos posts deste blog — na verdade já são, vide o próprio título (tacet).
Domingo, dia 9, às 11h30, no Centro Cultural São Paulo, de graça.

2.4.06

Samuel Beckett, Dario Argento e Família Vilanova


Samuel Beckett 100 Anos

O projeto terá várias atrações, todas no Sesc Santana. Haverá 15 montagens teatrais (de Lenerson Polonini, entre outros), palestras (como a do ator, diretor e tradutor Rubens Rusche sobre as obras de Beckett para a TV, por exemplo), e outras coisas, vale a pena dar uma olhada na programação.
Na abertura, terça-feira, dia 4, às 20h, será exibido o filme Film, de 1965, dirigido pelo Beckett, estrelado por Buster Keaton. O ator foi uma das principais referências para o autor construir o lado clown de seus personagens. A projeção será acompanhada por intervenção sonora de Wilson Sukorski. Uma das características marcantes do filme é que, apesar de não ser mudo, o único som é a fala de um figurante: – Sshhhh! Provavelmente será um equívoco modificar esta característica tão beckettiana, mas levando-se em conta as trilhas do Sukorski para as peças do Beckett dirigidas pelo Polonini, que tendiam ao quase silêncio absoluto, com pouquíssimas intervenções, pode ser que o resultado seja interessante.
Após o Film, haverá um debate com Gerald Thomas, Célia Berretini, José Roberto Sadek e Luis Fernando Ramos. O pior que é justo ao mesmo tempo em que terá o filme e debate do Ivan Cardoso. Não sei como escolher qual dos dois amiguinhos do Hélio Oiticica e discípulos de Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari irei escutar.

P.S.- Algumas referências de Beckett na internet para ver, ler, escutar, assistir, pesquisar, fazer downloads, etc...
Não por acaso, nos dois melhores sites que eu conheço:
The Modern Word:
Site Apmonia com tudo, tudo mesmo.
Ubu Web:Na própria home tem atualmente uma foto do Beckett. Obras sonoras e também Film e Not I.


Profondo Rosso

Recém-comprei nas bancas a Cinemonstro de março, com o DVD da obra-prima de Dario Argento: Profondo Rosso, ou Deep Red, ou Prelúdio Para Matar, que é a tradução brasileira. Estou avisando para os interessados poderem comprar antes que seja recolhido das bancas.
Para quem não conhece, é um dos maiores filmes de terror já feitos: roteiro de suspense cheio de mistérios e reviravoltas, montagem excelente, seqüências aterrorizantes, personagens macabros e assustadores, cenas violentíssimas, imagens lindas, trilha sonora da banda de rock progressivo italiana Goblin, e muito muito estilo cinematográfico.
A história é sobre um pianista de jazz (interpretado por David Hemmings, do Blow Up do Michelangelo Antonioni) que investiga (ao lado de uma repórter) uma série de brutais assassinatos que vão acontecendo ao seu redor. Profondo Rosso não está na lista que eu coloquei aqui outro dia, mas mais do que mereceria estar.

Família Vilanova

O site Sinal de Transito editado pelo Luis Vilanova e realizado pela Thais Vilanova foi reformulado – novo layout, nova programação, seguindo os padrões da web de acessibilidade (web standards), ao contrário dos códigos maçarocas que reinam por aí. Se você se interessa por trânsito (ou não), confira.

31.3.06

Ivan e Vadim


Vadim Repin e Nikolai Lugansky

O russo Repin é, sem dúvida, um dos maiores violinistas da atualidade.
Ao lado do também talentoso pianista Lugansky, apresentará um repertório variado, com peças de Béla Bartók, Arvo Pärt, Franz Schubert e César Franck.

Terça (dia 4) e quarta (dia 5), às 21h no Teatro Cultura Artística.

Encontro com o Cinema Brasileiro – Ivan Cardoso, o Mestre do Terrir

Pré-estréia do filme Um Lobisomem na Amazônia, do interessantíssimo Ivan Cardoso, seguida por um debate com o diretor. Nada melhor para suprir um mês em que excepcionalmente não haverá a Sessão Dupla do Comodoro.
Na terça, dia 4, às 19h30, no Centro Cultural Banco do Brasil. Haverá também uma mostra de filmes do Ivan até o dia 9.

27.3.06

Mondo Paura



Marcelo Carrard, do Mondo Paura, propôs que interessados mandassem listas de 10 filmes que levariam para um Castelo Deserto num Fim de Semana.
Depois de pensar a respeito, mandei uma lista com alguns filmes que me marcaram em diferentes épocas da minha vida. Tentei pegar filmes que estivessem dentro da temática proposta, e que também tivessem interesse cinematográfico que transcenda a temática. Alguns estão entre os meus filmes preferidos sem distinção de gênero. Jorge Luis Borges escreveu que a idéia de texto definitivo pertence à religião ou à fadiga. Segue abaixo uma lista não definitiva de um pagão preguiçoso:

1) A Queda da Casa de Usher (Jean Epstein)
2) O Iluminado (Stanley Kubrick)
3) Psicose (Alfred Hitchcock)
4) Videodrome (David Cronenberg)
5) A Estrada Perdida (David Lynch)
6) Alien, o Oitavo Passageiro (Ridley Scott)
7) Santa Sangre (Alejandro Jodorowski)
8) Qualquer um dos filmes de Zumbi de George Romero
9) Tetsuo: Iron Man (Shinya Tsukamoto)
10) Hellraiser (Clive Barker)

Acesse o Mondo Paura para ver as outras listas (e não apenas por isso). Um dos leitores fez uma lista com os mais votados de todas as listas. Desta, o único que eu listei foi o Videodrome. Curioso, pois pensei que apenas eu o tinha como um dos meus preferidos do Cronenberg (só perdendo para o Naked Lunch, inspirado no livro de William Burroughs, que não listei por achar que o Videodrome se encaixasse melhor no tema), pois sempre que se fala no diretor canadense, outros filmes é que são citados.

The horror,
____the horror…

26.3.06

Rimbaud via Britten




Orquestra Sinfônica da BBC Escocesa

A famosa orquestra fará dois concertos abordando toda uma faixa histórica: de Mozart a Stravinsky. A unidade do programa se dá através de obras que mostram os lados mais “comportados” dos seus respectivos criadores.
Destaque para a 4ª de Gustav Mahler e a poesia de Rimbaud via Benjamin Britten.

Ambas as apresentações serão na Sala São Paulo.

Programa
28/3/2006 - Concerto Amarelo

• Stravinsky - Divertimento do balé Le Baiser de la Fée

• Mozart - Concerto para Clarineta e Orquestra, KV.622

• Tchaikovsky - Sinfonia n° 5

29/3/2006 - Concerto Vermelho

• Berlioz - Abertura da ópera Beatriz e Benedito

• Britten - Les Illuminations

• Mahler - Sinfonia n° 4

A UMA RAZÃO
__Um toque de teu dedo no tambor desencadeia todos os sons e dá início à nova harmonia.

__Um passo teu recruta os novos homens, e os põe em marcha.

__Tua cabeça avança: o novo amor! Tua cabeça recua, – o novo amor!

__“Muda nossos destinos, passa ao crivo as calamidades, a começar pelo tempo”, cantam estas crianças, diante de ti. “Semeia não importa onde a substância de nossas fortunas e desejos”, pedem-te.

__Chegada de sempre, que irás por toda parte.
(das Iluminações, de Rimbaud, traduzido por Lêdo Ivo)

21.3.06

Doublet


(Doublet de Lewis Carroll, concepção visual de Paulo Fernando executada por Thais Vilanova)

Nota- Carroll não foi apenas inventor dos Doublets, inventou mais uma porção de coisas (para Marshall McLuhan, até o espaço-tempo de Einstein). Para citar algumas: ao lado de Edward Lear, é pai do nonsense; escreveu os maravilhosos Alice No País das Maravilhas e Alice Através do Espelho; compôs o Jabberwocky (Jaguadarte), e muito mais. Influenciou T. S. Eliot, Aldous Huxley, James Joyce, os dadaístas, futuristas italianos, surrealistas, Gertrude Stein, Sergei Eisenstein, Augusto de Campos, grupo Monty Python, Antonio Peticov, Walt Disney, Ludwig Wittgenstein, e por aí vai até o infinito. Como se não bastasse, era Pastor, Matemático e pedófilo (tirava até fotografias de garotinhas nuas, inclusive Alice Liddell – inspiração para os livros). Em breve, será interpretado no cinema pelo Marylin Manson, que também dirigirá o filme: PHANTASMAGORIA: The Visions Of Lewis Carroll.

Nota2- Depois de 5 posts com títulos que começam com a letra O, finalmente uma exceção.

18.3.06

Osusp e Marcelo Bratke


Aylton Escobar regerá a orquestra da Usp em três obras de Ludwig van Beethoven.
Destaque para a 5ª Sinfonia – com o famoso tema inicial que se impõe ao ouvinte e à estrutura da obra, que resistiu até à violenta utilização pela Indústria Cultural – e o magnífico 5° Concerto para piano, o último do compositor, com o pianista Marcelo Bratke como solista.

Terça, dia 21, às 21h, na Sala São Paulo.

15.3.06

O Corvo


(intradução de Augusto de Campos da última estrofe do poema O Corvo (The Raven), de Edgar Allan Poe)

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon’s that is dreaming,
And the lamplight o’er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted – nevermore!

12.3.06

Os liveira, ue e sesp


(poema de Décio Pignatari, que foi musicado por Willy Correa de Oliveira na época do movimento Musica Nova)

Willy Correa de Oliveira

Um dos mais importantes compositores brasileiros vivos. Foi participante do movimento Musica Nova, ao lado de Gilberto Mendes, Rogério Duprat, Julio Medaglia, entre outros.
Haverá um recital de voz e piano por causa do lançamento do registro de obras recentes (em CD e partituras).

Quarta, dia 15, às 20h30, no Centro Universitário MariAntônia, de graça.


Eiji Oue rege Osesp

Sob a batuta do regente japonês convidado, a Osesp tocará obras de três grandes compositores: Abertura Leonora n° 3, de Ludwig van Beethoven; Concerto para violoncelo n° 1, de Joseph Haydn – com o solista peruano-alemão convidado Claudio Bohórquez –; e a primeira Sinfonia do magnífico ciclo de Gustav Mahler.

O maestro nipônico foi discípulo direto de Leonard Bernstein – talvez o principal divulgador da importante obra deste compositor austríaco, um dos pais do modernismo.

Na Sala São Paulo, quinta dia 16, sexta dia 17 (meu aniversário), ambos às 21h, e sábado dia 18 às 16h30.


P.S.- Eu não estava com vontade de atualizar o blog, pois o layout estava lindo com a aranha do Otacílio, que combinou muito bem com o resto. Paciência...

3.3.06

Otacílio

SurreAnimalismo com Criança Inclusa
Otacílio Lopes da Silveira – entre um desenho e outro – caiu dentro da impressora. Sua carne foi devorada pela máquina e ambos tornaram-se um ser apenas – ½ máquina ½ homem, temam todos: ROBOTACÍLIO (faíscas para todos os lados). Eis acima – bit a bit – uma de suas obras digitais. Como paronomasiou (ou trocadilhou, para os incultos) a Thais Vilanova sobre a Otaranha ir para a internet – “Spider in the Web”.

“Part bionic
And organic
Not a cyborg
Part bionic
And organic
Not a cyborg
Call him Psychotron”
(Dave Mustaine)

O Otacílio também está participando do 3° Concurso Folha de Ilustração e Humor – com desenhos manuais, como de costume. Mandou tiras de quadrinhos de duas séries – 667 (O Diabo resolve morar em bairro de classe-média) e Ghost Writer (Homenagem a Hunter S. Thompson). O Laerte é um dos jurados. Eu já estudei com o Rafael (filho dele) e gosto muito dos desenhos dele, quase tanto quanto os do Otacílio. Espero que o pai dele tenha um gosto semelhante do meu (se bem que as tiras que o Otacílio mandou não parecem terem sido feitas por ele – ambas têm um estilo totalmente diferente – entre si e com o “estilotacílio”). Após o resultado do concurso – se ele não ganhar e autorizar – começarei a publicar as tiras aos poucos aqui mesmo.
Enquanto isso, o nosso O Barril de Amontillado (Edgar Allan Poe) em quadrinhos está no forno e, ao que tudo indica, vai ficar do c@#@§%*. Talvez eu coloque um desenho do Montresor desenhado pelo Otacílio aqui em breve (se ele autorizar também) – com uma técnica e um efeito absurdos, nível Kent Williams, Jon J. Muth, John Bolton, Bill Sienkiewicz, etc. Talvez até melhor que estes. Ele disse que está usando apenas nanquim – eu acho que é mentira. Aguarde e aproveite, Fortunato, enquanto ainda não é infortunado.

2.3.06

Osusp nas Américas

Concerto com o lado mais comportado da inventiva música do continente americano, de onde surgiram compositores como Charles Ives, John Cage, Conlon Nancarrow, Harry Partch, Henry Cowell, Mauricio Kagel, Gilberto Mendes, Elliott Carter, George Antheil, e muitos outros.

A orquestra da Usp – regência de Carlos Moreno (o maestro, não o Garoto Bombril – meu antigo vizinho de prédio) – tocará obras do brasileiro Heitor Villa-Lobos (com o jovem pianista Pablo Rossi), do argentino Astor Piazzolla (com o pianista argentino Pablo Ziegler, que fazia parte do quinteto do compositor porteño) e dos norte-americanos Aaron Copland e George Gershwin (com o pianista de jazz Julian Joseph). Todos compositores selecionados tiveram criações caracterizadas pela fusão da música erudita com a folclórica de seus respectivos países.

Dias 3, 4 e 5, sempre às 20h30, no Auditório Ibirapuera.

Meu novo blog

Blog novinho em folha. Layout muito mais elegante. O nome é o mesmo, mas o endereço não pode ser tacet, pois um escocês maldito (nada contra os escoceses no geral, até porque nunca encontrei com nenhum) já tem um blogger com este endereço.
Quem não conhece, visite meu antigo blog: http://tacet.zip.net/. Ainda não sei mexer neste aqui direito, mas pretendo colocar os links aos poucos junto com as próximas postagens.

e começo aqui e meço aqui este começo e recomeço e remeço e arremesso e aqui me meço quando se vive sob a espécie da viagem o que importa não é a viagem mas o começo da por isso meço por isso começo escrever mil páginas escrever milumapáginas para acabar com a escritura para começar com a escritura para acabarcomeçar com a escritura por isso recomeço por isso arremesso por isso teço escrever sobre escrever é o futuro do escrever sobrescrevo sobrescravo em milumanoites milumapáginas ou uma página em uma noite que é o mesmo noites e páginas mesmam ensimesmam onde o fim é o comêço onde escrever sobre o escrever é não escrever sobre não escrever e por isso começo descomeço pelo descomêço desconheço e me teço um...
(...)
...descanto a fábula e desconto as fadas e conto as favas pois começo a fala


(do formante inicial das galáxias de Haroldo de Campos)