Esse livro tem importância de quem viveu dentro do tema, de quem foi o tema, e de quem construiu muita coisa desse movimento.
O autor Valo Velho, fala muito dessa aproximação, também nos traz as guerras, as viagens, as lutas ideológicas e como o movimento Anarchopunk teve tanta influência de um país como a Finlândia.
Valo Velho, É um dos pioneiros da fundação do Movimento Anacrhopunk junto a indivíduos e coletivos da segunda metade da década de 80.
Mobilizou campanhas anti militares e protestos contra armamentos nucleares e pela queda do muro de Berlin.
Entre 95 e 99 fez parte de coletivos, cooperativas de trabalho autônomo, com os Panteras Negras, Hippies e Punks nos Estados Unidos.
Militante pacifista que tem dedicado seu tempo como professor voluntário em ONGs e projetos sociais desde 2000.
Mora a 40 anos no Valo Velho, bairro do Extremo Sul da Zona Sul de São Paulo e porquanto o nome do bairro se tornou seu homônimo.
O Punk começou por volta de 76 na Europa e E.U.A. essas datas não são tão precisas, mas também não é só o surgimento da primeira banda ou seja limitado e exclusivamente a um estilo musical, tudo nasce numa simbiose.
Punk mais que som, é um comportamento uma postura, um modo de viver mesmo tá ligado? E assim como todos movimentos não se separa isso.
Surgiu como uma necessidade, no momento que a crise e o desemprego agravavam ou seja no final dos 70.
Por serem tão diferentes, começam não querer permanecer no lugar a eles destinado, a periferia, a circulação pela cidade é constante e daí se produz o choque.
As denúncias estão feitas, as experiências vividas e as lutas travadas; não há nada que eu possa fazer para mudar a história de opressão que vivi, mas muito que eu possa fazer para que ela não se repita?". Valo Velho.
Título: My Way Autor: Valo Velho Editor: Ferréz Revisão: Ni Brisant e Ferréz Capa e projeto gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova
Formato: 14 × 21 cm Número de Páginas: 208 Tiragem: 300 este livro foi composto em caecilia & syntax e impresso pela gráfica Psi7 em papel lux cream 90g em julho de 2019
“O Brasil foi descoberto, por acaso, em 1500, e ficou sendo colônia de Portugal até 1822, mas não por acaso. Nesse ano, um príncipe português proclamou a Independência do Brasil e o país, desde então, passou a fazer dívidas por conta própria, ficando cada vêz mais dependente de seus credores. Em 1889 foi proclamada a Republica, a qual foi passando por muitos estados de evolução, entre os quais podemos citar o estado de sitio, o estado de emergência, o estado de guerra, o Estado Novo, que culminou, afinal, no estado a que chegamos.
(...)
Segundo Nossoptôlo (um tolo – letra P) a Terra devia pairar no meio do Universo, enquanto o Sol, os planetas e as estrelas descreveriam círculos perfeitos, girando em torno do nosso planeta.
(...)
PINHEIRO – Antigo político mineiro, deputado federal e ex-presidente da Companhia do Vale do Rio Doce. Seus inimigos dizem que, neste ponto, comeu o “doce”, bebeu o “rio” e deixou o “vale” na “caixa”.
(...)
Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato
(...)
Bôa Memória
O homem cumprimentou o outro no café:
– Creio que fomos apresentados na casa do Olavo.
– Não me recordo.
– Pois eu tenho certeza. Faz um mês e meio, mais ou menos.
– Como me reconheceu?
– Pelo guarda-chuva.
– Mas naquela época eu não tinha guarda-chuva.
– Realmente, mas eu tinha.
(...)
Num governo sem razão todos gritam e ninguem tem pão
(...)
ANISTIA é um ato pelo qual o governo resolve perdoar generosamente as injustiças que ele mesmo cometeu.
(...)
Como ia dizendo, meus senhores, o banco é uma instituição que empresta dinheiro á gente, mas se a gente apresentar prova de que não precisa de dinheiro...
(...)
Os armazenistas também querem “pás”, porque são coveiros
(...)
(…) falando com mais desembaraço, cofessou que, se tentasse concluir qualquer tratado pacífico, perderia o seu emprego de ministro e, então, seria ele quem já não poderia viver em paz, acossado pelos credores, nem teria recurso para comprar camisas azuis e usar chapéu-de-côco. E sentenciou gravemente: – Tratado de paz significa desarmamento, isto é, a cessação dos grandes negócios de armas, a falência da prospera industria da defesa nacional da qual vivem honradamente as pessoas mais decentes e distintas (…). Um tratado de paz seria a ruína desses bons patriotas. Por esse motivo, é indispensável criar e tratar carinhosamente um monstruoso e traiçoeiro inimigo, ao qual, entretanto, devemos amar, conforme mandam os Evangelhos.”
Torelly, Aparício, 1895-1971
Almanhaque para 1949, Primeiro Semestre, ou, “Almanhaque d'A Manha”/ Aparício Torelly, o Barão de Itararé. -- São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Imprensa Oficial do Estado, 2002. -- (Coleção Almanhaques do Barão de Itararé).- fac-símile da primeira edição
Paul
Badura-Skoda, pianista austríaco notável por suas interpretações de
Mozart, foi surpreendido, certa vez, com a mais calorosa recepção de sua
vida ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos para realizar um recital
em São Paulo. Depois de minutos de ovações, deu-se conta de que os
aplausos eram para atletas de um time de vôlei que vinham no mesmo voo.
Sua presença pouco importou. Essa historieta ilustra a situação
complicada em que a música erudita se encontra. Do ponto de vista do
mercado, observa-se que, no auge da globalização do CD, no começo da
década de 90, a venda de discos de música erudita correspondia a apenas
3,8% do mercado mundial de CDs. Atualmente a situação se agravou e, nos
Estados Unidos, país que concentra a maior venda de discos, a música
erudita representa 1,6% do total de vendas de CDs, mesmo com seus
ouvintes preferindo os discos físicos aos produtos virtuais. Em 1998 essa conjuntura da música
erudita foi antevista pelo professor Willy Corrêa de Oliveira, do
Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP,
em sua tese de livre-docência intitulada Cadernos.
É essa tese que a Editora da USP (Edusp) vai lançar no dia 23 de abril,
terça-feira, às 17 horas, na Livraria João Alexandre Barbosa, na Cidade
Universitária, em São Paulo. O argumento central do trabalho de
Willy é que, pelo fato de a música erudita ser uma linguagem milenar e –
em razão disso – fazer muitas exigências para seu cultivo e apreensão,
ela encontra muitas dificuldades para se tornar uma mercadoria no
capitalismo. Isso ocorreria porque toda a estrutura desse sistema
econômico está erigida para o lucro, o qual é necessariamente
redirecionado para a ampliação constante da acumulação e da base de
reprodução do capital. Nessa ordem de coisas que dá primazia a uma
produção mais material, a música erudita constitui um investimento de
alto custo e baixíssimo retorno, o que torna inviável, aos olhos do
Estado, sua ampla generalização como política de ensino a largo prazo.
Na prática, isso equivale a dizer que, no Brasil, enquanto mais de 350
mil pessoas se matriculam anualmente em cursos de Engenharia Civil, a
cada ano pouco mais de 3 mil começam um curso de Música. Por ser um tema algo complicado e
espinhoso, poderia se pensar que a tese de Willy é um trabalho volumoso,
da cepa dos livros do sociólogo alemão Theodor Adorno, que podem parar
em pé sozinhos, ou um escrito repleto de estatísticas de produção e
consumo, elaborado a partir de um estruturalismo à la Althusser. E
todavia não. Antes, saibamos que Willy é um apreciador de haikais e da arte breve dos prelúdios de Chopin, um adepto do dichten = condensare de Ezra Pound. Recordemo-nos que Willy Corrêa de Oliveira é compositor, que integrou
o Música Nova junto de Gilberto Mendes e foi colega de trabalho de
Haroldo e Augusto de Campos. Acima de tudo: que a tese de Willy a ser
lançada pela Edusp no dia 23 é também o testemunho de um artista que
esteve fundamentalmente comprometido com o projeto vanguardista de
renovação da linguagem musical e que se apercebeu, em um segundo
momento, da fantasia que é levar a cabo tal projeto dentro do sistema
capitalista. Mais: em seu texto, Willy defende que a própria vanguarda
estética, por mais que se proponha revolucionária, integra a ideologia
do capitalismo devido ao seu acirrado individualismo; e que, nesse
sistema, a música erudita não subsiste como prática musical possível e
universalizável, mas sim como propaganda.
O livro Cadernos, de Willy Corrêa de Oliveira – Foto: Reprodução/EduspA tese de Willy é, portanto, de uma
feitura muito particular. É um texto altamente condensado e direto,
formalizado no aparente descompromisso de quatro cadernos: um é uma
autobiografia fantasiada que ilustra as diversas vidas que os
compositores podem levar dentro do capitalismo; outro são recortes de
jornais, revistas, “notícias que manifestassem – de modo o mais
transparente – o atual estado de coisas”; um terceiro é um caderno de
ensaios, “uma série de reflexões para demonstrar o drama da música
erudita no capitalismo” e evidenciar a insuficiência da argumentação da
parte contrária; e o quarto é a tese propriamente dita, o cerne da
argumentação. Um quinto caderno, ausente na tese original de 1998, foi
acrescentado a fim de incluir reflexões recentes de Willy sobre arte,
diferenças entre música erudita, popular e folclórica e as relações
entre música e prática política. Cadernos, de Willy Corrêa de Oliveira, Editora da USP (Edusp), 524 páginas, R$ 92,00. VITOR RAMIREZ
“pág. 76
Now gode. Let us leave theories there and return to here's here. 10
Now hear. 'Tis gode again. The teak coffin, Pughglasspanelfitted, 11
feets to the east, was to turn in later, and pitly patly near the 12
porpus, materially effecting the cause. And this, liever, is the 13
thinghowe. Any number of conservative public bodies, through 14
a number of select and other committees having power to add to 15
their number, before voting themselves and himself, town, port 16
and garrison, by a fit and proper resolution, following a koorts 17
order of the groundwet, once for all out of plotty existence, as 18
a forescut, so you maateskippey might to you cuttinrunner on a 19
neuw pack of klerds, made him, while his body still persisted, 20
their present of a protem grave in Moyelta of the best Lough 21
Neagh pattern, then as much in demand among misonesans as 22
the Isle of Man today among limniphobes. Wacht even! It was 23
in a fairly fishy kettlekerry, after the Fianna's foreman had taken 24
his handful, enriched with ancient woods and dear dutchy deep- 25
linns mid which were an old knoll and a troutbeck, vainyvain of 26
her osiery and a chatty sally with any Wilt or Walt who would 27
ongle her as Izaak did to the tickle of his rod and watch her 28
waters of her sillying waters of and there now brown peater 29
arripple (may their quilt gild lightly over his somnolulutent 30
form!) Whoforyou lies his last, by the wrath of Bog, like the 31
erst curst Hun in the bed of his treubleu Donawhu. 32
pág. 80
For hear Allhighest sprack for krischnians as for propagana 20
fidies and his nuptial eagles sharped their beaks of prey: and 21
every morphyl man of us, pome by pome, falls back into this 22
terrine: as it was let it be, says he! And it is as though where 23
Agni araflammed and Mithra monished and Shiva slew as maya- 24
mutras the obluvial waters of our noarchic memory withdrew, 25
windingly goharksome, to some hastyswasty timberman torch- 26
priest, flamenfan, the ward of the wind that lightened the fire that 27
lay in the wood that Jove bolt, at his rude word. Posidonius 28
O'Fluctuary! Lave that bloody stone as it is! What are you 29
doing your dirty minx and his big treeblock way up your path? 30
Slip around, you, by the rare of the ministers'! And, you, take 31
that barrel back where you got it, Mac Shane's, and go the way 32
your old one went, Hatchettsbury Road! And gish! how they 33
gushed away, the pennyfares, a whole school for scamper, with 34
their sashes flying sish behind them, all the little pirlypettes! 35
Issy-la-Chapelle! Any lucans, please? 36
e pág. 81
Yes, the viability of vicinals if invisible is invincible. And we 1
are not trespassing on his corns either. Look at all the plotsch! 2
Fluminian! If this was Hannibal's walk it was Hercules' work. 3
And a hungried thousand of the unemancipated slaved the way. 4
The mausoleum lies behind us (O Adgigasta, multipopulipater!) 5
and there are milestones in their cheadmilias faultering along 6
the tramestrack by Brahm and Anton Hermes! Per omnibus 7
secular seekalarum. Amain. But the past has made us this present 8
of a rhedarhoad. So more boher O'Connell! Though rainy- 9
hidden, you're rhinohide. And if he's not a Romeo you may 10
scallop your hat. Wereupunder in the fane of Saint Fiacre! Halte! 11”
Finnegans Wake: James Joyce
1940
Paris
“B
O tempo que os áugures interrogavam para saber o que ele trazia no seu ventre não era certamente visto como tempo homogéneo e vazio. Quem tiver isto presente talvez possa fazer uma ideia de como o tempo passado foi experienciado na rememoração [Eingedenken] – exatamente dessa maneira. Como se sabe, os Judeus estavam proibidos de investigar o futuro. Pelo contrário, a Tora e as orações ensinam a prática dessa rememoração. Isso retirava ao futuro o seu carácter mágico, que era aquilo que procuravam os que recorriam aos áugures. Mas isso não significa que, para os Judeus, o tempo fosse homogéneo e vazio, pois nele cada segundo era a porta estreita por onde podia entrar o MESSIAS.”
Sobre o conceito de História: Walter Benjamin
2001
Rio de Janeiro
1escatologias.f. (1873 cf. dv) 1 doutrina das coisas que devem acontecer no fim dos tempos, no fim do mundo 1.1 TEOL doutrina que trata do destino final do homem e do mundo; pode apresentar-se em discurso profético ou em contexto apocalíptico ⥁ ETIM 'escato-(gr. éschatos,˜e,on 'extremo, último') + -logia;f.hist. 1873 eschatologia
Benjamin, Walter, 1982-1940
O Anjo da História. Organização e tradução de João Barreto – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. – (Filô/Benjamin)
Houaiss, Antônio (1915-1999) e Villar, Mauro de Salles (1939- ). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Vi caírem (como um dominó) todas as grandes e belíssimas árvores em frente ao meu prédio.
Fui para a rua e caíram outras enormes árvores em todos os lados do quarteirão (inclusive no prédio onde nasci e vivi por mais de 30 anos).
“Resolvem-se problemas de modo a desembaraçar-se de um inconveniente. Mas, como se resolvem? E, sobretudo, acredita-se tê-los por resolvidos! Nisso se mostra, da forma mais clara, qual é o pressuposto da comodidade: a superficialidade. Assim é muito fácil possuir uma “concepção do mundo” [Weltanschauung] quando se considera digno de apreço somente o que parece ser agradável, sendo o restante indigno de quaisquer olhadelas. O restante, ou seja, o essencial: aquilo que permite concluir que tais “concepções do mundo” adaptam-se, com efeito, a seus sustentadores, mas que os motivos constituíntes delas nascem, sobretudo, do empenho por se desculparem. É, pois, um cômico proceder: os homens de nosso tempo, que estabelecem novas leis morais – ou, melhor ainda, que dão por terra com antigas –, não podem viver com a ideia de culpa!”
Schoenberg: Harmonia
1915
Praga
“A defesa, na verdade, não é realmente admitida pela lei, apenas tolerada, e há controvérsia até mesmo em torno da pertinência de deduzir essa tolerância a partir das respectivas passagens da lei. (…) O que se quer é excluir o mais possível a defesa, tudo deve recair sobre o próprio acusado.”
Kafka: O Processo
1920
Angelus Novus, Paul Klee
2019
Bras(z)il???
Kafka, Franz. O Processo. Tradução de Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 Schoenberg, Arnold. Harmonia. Tradução de Marden Maluf. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
As práticas musicais são atividades dinâmicas e colaborativas. Elas
incluem a performance, a composição, o ensino, o ouvir, o falar a
respeito, o produzir e viver a música, pois ela só ocorre se todos os
envolvidos atuarem de alguma forma. Da “comedoria” ao camarim, após o
concerto, todos “musicaram” em alguma medida.
A música de câmara é o exemplo mais vivo de como a colaboração permite
que se atinja a excelência na sua criação e interpretação. Em razão
disso, ela norteia o Festival Sesc de Música de Câmara 2018. Busquei
formas de unir convidados estrangeiros a músicos brasileiros, de
incentivar instrumentistas de larga experiência a acolherem jovens
promissores, de permitir que compositores escrevessem novos trabalhos
para o Festival.
Assim, o francês Quatuor Zaïde tocará com o clarinetista brasileiro
Ovanir Buosi, o norte-americano Tesla Quartet com o pianista baiano
Ricardo Castro e o brasileiro Quarteto Camargo Guarnieri se juntará ao
acordeonista dinamarquês Andreas Borregaard. Mas há muito mais! O Berlin
Counterpoint, sexteto alemão que junta sopros e piano, fará a estreia
mundial de uma obra do brasileiro Leonardo Martinelli.
O Duo Contexto e o fagotista Fábio Cury, diretor do espetáculo “Sopro
Transcendente”, lideram dois programas diferentes que têm quase três
dezenas de jovens tocando repertórios inovadores, incluindo uma peça
especialmente encomendada à compositora brasileira Michelle Agnes.
O conjunto vocal britânico Tallis Scholars – estrela de projeção
internacional –, dirigido por Peter Phillps, faz um programa
extraordinário, no qual a música sacra da Renascença e de hoje é a
atração central.
Nosso elenco tem também o quarteto londrino Troupe que usa seu talento e
criatividade para fazer música de câmara dedicada à família, de olho na
formação de novos públicos. “O Mau Humor” é o tema do espetáculo
sofisticado e imaginoso que o conjunto fará em todas as sete Unidades do
Sesc que recebem o Festival. Mas as britânicas não estão sós: “Entre
Tambores, Baquetas e Chocalhos” é o espetáculo que quatro jovens
percussionistas brasileiros farão para o público jovem que ainda não
conhece mais de perto a riqueza dos instrumentos de percussão.
A colaboração maior e mais valiosa, da qual a música não pode
prescindir, é a do público. O que seria tocar para uma sala vazia? E
cantar num teatro deserto? Preparar-se, aprimorar-se, moldar uma
interpretação pressupõem que alguém fruirá e sairá da sala de concerto
modificado por aquilo que ouviu.
Venha e aproveite ao máximo esse elenco de excelentes artistas, extraindo deles aquilo que de melhor a música pode oferecer!
*Claudia Toni é idealizadora e curadora do Festival Sesc de Música de Câmara
uma das apresentações (Ionisation, de Edgar Varèse): Duo Contexto & Convidados (BRA)
Duração: 60 minutos Ingressos: R$ 30 |■ R$ 15 |● R$ 9 | 12 anos 29/11. Qui. 20h30 | Sesc Rio Preto 30/11. Sex. 21h | Sesc Bom Retiro 01/12. Sáb. 20h | Sesc Sorocaba Os
percussionistas Ricardo Bologna e Eduardo Leandro formaram em 1989 o
Duo Contexto. Após conquistarem reconhecimento nacional, fizeram também
uma importante carreira internacional, em paralelo às suas atividades
individuais. Com a participação de 11 jovens percussionistas e do
pianista Horácio Gouveia, o Duo interpreta peças do século XX e XXI,
incluindo a célebre Ionisation, para 13 percussionistas.
Terceira passagem do Brötzmann por São Paulo (até onde me lembro – ou fui...)
Originado em 2014, o Full Blast é um trio formado pelo ícone do jazz
Peter Brötzmann junto a Marino Pliakas e Michael Wertmüller, músicos que
têm atuação tanto no circuito do free jazz quanto da música
contemporânea de concerto.
Entre os discos lançados pelo trio, estão Full Blast (2006), Black Hole
(2009), Crumbling Brain (2010), Sketches and Ballads (2011) e Risc
(2016).
A turnê brasileira, que visita Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão
Preto, promove o álbum Live in Rio, gravado no espaço Audio Rebel (RJ).
Os shows são uma parceria entre Instituto Goethe, Sesc SP, Quintavant
(coletivo e selo carioca), Agência Alavanca e Desmonta Discos.
Peter Brötzmann é uma das figuras centrais do free jazz e da
improvisação livre na Europa, com 50 anos de carreira e mais de 100
discos lançados. No disco Machine Gun, de 1968, o artista contou com um
octeto formado por nomes como Han Bennink e Evan Parker. O álbum, marco
da improvisação, é caracterizado por uma prática musical energética,
agressiva e ruidosa. Brötzmann também tocou com John Zorn, Derek Bailey,
Anthony Braxton, entre outros.
FICHA TÉCNICA
Peter Brötzmann: Sopros
Marino Pliakas: Contrabaixo Elétrico
Michael Wertmüller: Bateria
Sesc 24 de Maio
31/10/18
quarta
21h
Foi uma vez: eu refletia, à meia-noite erma e sombria,
a ler doutrinas de outro tempo em curiosíssimos manuais,"****
"1933-4
Alemanha"
"1936
Rio de Janeiro
Olga y él
A la cabeza de su ejército rebelde, Luis Carlos Prestes había atravesado
a pie el inmenso Brasil de punta a punta, ida y vuelta desde las
praderas del sur hasta los desierr tos del nordeste, a través de la
selva amazónica. En tres años de marcha, la Columna Prestes había
peleado contra la dictadura de los señores del café y del azúcar sin
sufrir jamás una derrota. De modo que Olga Benárío lo imaginaba
gigantesco y devastador. Menuda sorpresa se llevó cuando conoció al gran
capitán. Prestes resultó ser un hombrecito frágil, que se ponía
colorado cuando OIga lo m'rraba a los ojos. Ella, fogueada en las luchas
revolucionarias en Alemania, militante. Sin fronteras, se vino al
Brasil. Y él, que nunca había conocido mujer, fue por ella amado y
fundado.
Al tiempo, caen presos los dos. Se los Ilevan a cárceles diferentes.
Desde Alemania, Hitler reclama a Olga por. judía y comunista, sangre
vil, viles ideas, y el presidente brasileño, Getulio Vargas, se la
entrega. Cuando los soldados llegan a buscarla a la cárcel, se amotinan
los presos. Olga acaba con la revuelta, para evitar una matanza inútii, y
se deja llevar Asomado a la rejilla de su celda, el novelista
Graciliano Ramos la ve pasar, esposada, panzona de embarazo.
En los muelles, la espera un navío que ostenta la cruz esvástica. El
capitán tiene órdenes de no parar hasta Hamburgo. Allá Olga será
encerrada en un campo de concentración, asfixiada en una cámara de gas,
carbonizada en un horno.
(263, 302 y 364)"
1940
«i
É conhecida a história daquele autômato que teria sido construído de tal maneira que respondia a
cada lance de um jogador de xadrez com um outro lance que lhe assegurava a vitória na partida.
Diante do tabuleiro, assente sobre uma mesa espaçosa, estava sentado um boneco em traje turco,
cachimbo de água na boca. Um sistema de espelhos criava a ilusão de uma mesa transparente de
todos os lados. De fato, dentro da mesa estava sentado um anãozinho corcunda, mestre de xadrez, que
conduzia os movimentos do boneco por meio de um sistema de arames. É possível imaginar o
contraponto dessa aparelhagem na filosofia. A vitória está sempre reservada ao boneco a que se
chama "materialismo histórico". Pode desafiar qualquer um se tiver ao seu serviço a teologia, que,
como se sabe, hoje é pequena e feia e, assim como assim, não pode aparecer à luz do dia.
(...)
vii
Fustel de Coulanges recomenda ao historiador interessado em reviver uma
época que esqueça tudo o que sabe sobre fases posteriores da história.
Impossível caracterizar melhor o método com o qual rompeu o materialismo
histórico. Esse método é o da empatia (Einfühlung). Sua origem é a
inércia do coração, a acedia, que desanima de apropriar-se da autêntica imagem histórica, em seu relampejar fugaz. Para os teólogos medievais, a acedia
era o primeiro fundamento da tristeza. Flaubert, que a conhecia,
escreveu: “Peu de gens devineront combien il a fallu être triste pour
ressuciter Carthage”. A natureza dessa tristeza se tornará mais clara se
nos perguntarmos com quem o investigador historicista estabelece
propriamente uma relação de empatia. A resposta é inequívoca: com o
vencedor. Ora, os que num momento dado dominam são os herdeiros e todos
os que venceram antes. A empatia com o vencedor beneficia sempre,
portanto, esses dominadores. Isso já diz o suficiente para o
materialista histórico. Todos os que até agora venceram participam do
cortejo triunfal, como de praxe. Eles são chamados de bens culturais. O
materialista histórico os observa com distanciamento. Pois todos os bens
culturais que ele vê têm uma origem sobre a qual ele não pode refletir
sem horror. Devem sua existência não somente ao esforço dos grandes
gênios que os criaram, mas também à servidão anônima dos seus
contemporâneos. Nunca houve um documento da cultura que não fosse
simultaneamente um documento da barbárie. E, assim como o próprio bem
cultural não é isento de barbárie, tampouco o é o processo de
transmissão em que foi passado adiante. Por isso, o materialista
histórico se desvia desse processo, na medida do possível. Ele considera
sua tarefa escovar a história a contrapelo.
(...)
xvi
O materialista histórico não pode renunciar ao conceito de um presente
que não é transição, mas pára no tempo e se imobiliza. Porque esse
conceito define exatamente aquele presente em que ele mesmo escreve a
história. O historicista apresenta a imagem "eterna" do passado, o
materialista histórico faz desse passado uma experiência única. Ele
deixa a outros a tarefa de se esgotar no bordel do historicismo, com a
meretriz "Era uma vez". Ele fica senhor das suas forças, suficientemente
viril para fazer saltar pelos ares o continuum da história.
(...)
xviii
"Os insignificantes cinco milênios do Homo Sapiens" , diz um biólogo da nova geração, "correspondem , em comparação com a história da vida orgânica da Terra, a qualquer coisa como vinte e quatro horas. E toda a história da civilização humana, se a inseríssemos nesse registro, mais não seria do que um quinto do último segundo da última hora". O Agora (Jetztzeit), que, como modelo do tempo messiânico, concentra em si, numa abreviatura extrema, a história de toda a humanidade, correspondente milimetricamente àquela figura da história da huminidade no contexto do universo.»**
1945
Animal Farm (George Orwell)
"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. [Naro?]
(...)
Aqueles que renunciam à liberdade em troca de segurança acabarão sem nem uma nem outra. [Bolsodoria?]"
1964
Rio de Janeiro
«Hay nubes sombrías»,
dice Lincoln Gordon:
—Nubes sombrías se ciernen sobre nuestros intereses económicos en Brasil…
El presidente João Goulart acaba de anunciar la reforma agraria, la
nacionalización de las refinerías de petróleo y el fin de la evasión de
capitales; y el embajador de los Estados Unidos, indignado, lo ataca a
viva voz.
Desde la embajada, palabras de dinero caen sobre los envenenadores de la
opinión pública y los militares que preparan el cuartelazo. Se difunde
por todos los medios un manifiesto que pide a gritos el golpe de Estado.
Hasta el Club de Leones estampa su firma al pie.
Diez años después del suicidio de Vargas, resuenan, multiplicados, los
mismos clamores. Políticos y periodistas llaman al uniformado mesías
capaz de poner orden en este caos. La televisión difunde películas que
muestran muros de Berlín cortando en dos a las ciudades brasileñas.
Diarios y radios exaltan las virtudes del capital privado, que convierte
los desiertos en oasis, y los méritos de las fuerzas armadas, que
evitan que los comunistas se roben el agua. La Marcha de la Familia con
Dios por la Libertad pide piedad al Cielo, desde las avenidas de las
principales ciudades.
El embajador Lincoln Gordon denuncia la conspiración comunista: el
estanciero Goulart está traicionando a su clase a la hora de elegir
entre los devoradores y los devorados, entre los opinadores y los
opinados, entre la libertad del dinero y la libertad de la gente.
(115 y 141)"
13/03/2016
São Paulo
15/10/2018
2018
São Paulo
Goldman (Ex-governador de São Paulo e integrante da Executiva Nacional do PSDB)
https://vimeo.com/296908072
25 de Outubro de 2018
itália roda em círculos
(em todos os vértices possíveis)
rodando Riviera
"Mussolini, quem diria, tinha mais educação
por Egênio Bucci
(Se você acredita sinceramente que defende a liberdade, este artigo foi escrito para os seus olhos.)
Em política,
palavras são atos. Falar é fazer. A liderança política age na linguagem
e, pela palavra, agrega ou divide seus pares e seus seguidores. Disso
sabemos, certo?
Talvez não. Apoiadores de Bolsonaro (refiro-me àqueles
minimamente ilustrados) desprezam as palavras dele. Acham que seus
pronunciamentos infamantes não têm importância. Acham que poderão
controlá-lo depois de eleito, que farão dele um fantoche a serviço das
causas liberais. Estão enganados.
Ainda que seja tarde,
olhemos, uma vez mais, para as palavras do deputado. No domingo, num
discurso transmitido por celular em que ele se dirigiu, à distância, a
manifestantes de rua, ele disparou novas saraivadas de descalabros.
Alguns repetidos, alguns novos. O tom não é o de um candidato a
presidente de uma República democrática, mas o de alguém que se lança
como futuro senhor de todos os poderes, com atribuições plenas de fazer
leis, de aplicá-las e depois executar as penas, de banir quem quiser e
de prender quem bem entender.
Exemplo: “Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa
Pátria”. Outro exemplo: “Essa Pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem
a bandeira vermelha e tem a cabeça lavada”.
Em outra passagem, roga sua condenação prévia contra o que vem
chamando grosseiramente de “ativismo”: “Bandido do MST, bandido do MTST,
as ações de vocês serão tipificadas como terrorismo! Vocês não levarão
mais o terror ao campo ou à cidade. Ou vocês se enquadram e se submetem
às leis, ou vão fazer companhia ao cachaceiro lá em Curitiba!”.
Em transe de onipotência, anuncia que seu adversário nesta
eleição também será preso. Dirigindo-se a Lula, que “vai apodrecer na
cadeia”, assegura: “Aguarde, o Haddad vai chegar aí também. Mas não será
para visitá-lo, não. Será para ficar alguns anos ao seu lado. Já que
vocês se amam tanto, vocês vão apodrecer na cadeia”.
Com que autoridade ele fala isso? Que mandato imagina que
receberá das urnas? O de xerife nacional? O mais chocante, porém, não é
isso. O mais chocante é que seus apoiadores - alguns cultos, eruditos -
nem se incomodam. Fingem que tais pronunciamentos não terão
consequências para a ordem democrática ou para o tratamento respeitoso
entre os compatriotas. Fingem que o presidente da República não tem mais
o dever da urbanidade. O que se passa?
Mas a declaração mais escabrosa de Jair Bolsonaro no domingo não
foi nenhuma dessas. O pior insulto não teve como alvo a integridade
física de seus desafetos, mas a liberdade de imprensa. E outra vez ficou
o dito pelo não dito. Ninguém protestou.
No momento em que conclamava seus cabos eleitorais a seguirem
“mobilizados” até o dia 28, ele descreveu as condições ideais do que
entende por um clima de eleições democráticas: “Sem mentiras, sem fake
news, sem Folha de S.Paulo!”. E prosseguiu: “Nós ganharemos essa guerra. Queremos a imprensa livre, mas com responsabilidade. A Folha de S.Paulo é o (sic) maior fake news do Brasil. Vocês não terão mais verba publicitária do governo. Imprensa livre: parabéns! Imprensa vendida: meus pêsames!”
Sim, você leu corretamente. Ele celebra a “imprensa livre”, desde que
essa imprensa siga o que ele, Bolsonaro, entende como
“responsabilidade”. Pelo que lemos com absoluta clareza em seus gritos
bélicos - bélicos, sim, pois o candidato se refere à eleição como uma
“guerra” -, a “imprensa livre” terá direito de existir no governo dele,
mas deve ser também uma imprensa que ele considere “responsável”. A Folha de S.Paulo, bem, essa aí ele parece considerar “imprensa vendida”. Por quê? Ele não explica. Talvez porque a Folha
tenha publicado reportagens sobre as declarações de sua ex-mulher, que,
no passado, se disse ameaçada por ele, e sobre mecanismos de difusão de
notícias fraudulentas no WhatsApp que o teriam favorecido. De todo
modo, o orador não esclarece nada.
Em seu telecomício anti-imprensa, o candidato extrapolou. Ameaçou a Folha
com o corte futuro de “verba publicitária do governo”. Nesse ponto,
suas inclinações pouco democráticas se escancaram. A partir de uma
distorção da nossa República - a profusão de dinheiro público no mercado
anunciante -, promete produzir uma segunda distorção, muito mais
deletéria.
Para entender. Você sabe que os recursos da União, dos Estados,
dos municípios e das empresas estatais, todos somados, totalizam bilhões
de reais. A conta exata é impossível, pois os dados não são abertos.
Mesmo assim, é possível afirmar que o maior anunciante do mercado
publicitário no Brasil é o dinheiro público. Trata-se de uma enorme
distorção. Diante disso, em vez de prometer mudar o quadro, Bolsonaro
promete tirar proveito da distorção para punir os jornais que o
criticam. E faz isso abertamente, sem a menor cerimônia. De queixo
empinado, atropela o dever que teria, como administrador público, de
agir conforme o princípio constitucional da impessoalidade. Ignora que
ao servidor público não é facultada discricionariedade de comprar
espaços publicitários conforme suas preferências partidárias. Ele não
está nem aí. Seria uma ilegalidade, mas ele não liga.
Nem Benito Mussolini se atreveria a tanto. No dia 27 de janeiro
de 1924, já primeiro-ministro, na abertura do Congresso de Imprensa
Fascista e Philofascista, ele declarou que “a liberdade de imprensa não é
somente um direito, mas um dever” (para quem duvida há uma nota a
respeito na primeira página do jornal A Noite de 28 de janeiro de 1924). Nada de errado com a frase. O primeiro dever da imprensa é mesmo ser livre.
Mussolini nunca foi um liberal, mas, ao menos durante um tempo,
segurava o facho. Tinha alguma educação. Podia até pensar que o primeiro
dever da imprensa era elogiá-lo, mas maneirava no discurso. Sabia que a
liberdade tinha defensores atentos. E hoje"***
115. Corrêa, Marcos Sá, 1964 visto e comentado pela Casa Branca, Porto Alegre, LPM, 1977.
141. Dreifuss, René Armand, 1964: A conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe, Petópolis, Vozes, 1981.
263. Lima, Louren,co Moreira, A coluna Prestes (marchas e combates), São Paulo, Alfa-Omega, 1979.
302. Morais, Fernando, Olga, São Paulo, Alfa-Omega, 1979.
364. Ramos, Graciliano, Memória do cárcere, Rio de Janeiro, José Olímpio, 1954.
****The Raven: Edgar Poe traduzido por Milton Amado
**Benjamin, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte, Autêntica, 2012.
Galeano, Eduardo. Memória del fuego (iii). El siglo del viento. Montevideo, Ediciones del Chanchoto, 1987.
***Estado de São Paulo
*Wagner, Richard. Tannhäuser WWV 70. Leipzig: C.F. Peters, 1920.
Camerata AbertaAlunos da EMESP Tom Jobim
A Camerata Aberta apresenta três concertos gratuitos na série
extra-assinatura da Cultura Artística: nos dias 22 e 24 de outubro no
Auditório do MASP, com regência do maestro Guillaume Bourgogne e
participação do Quarteto Modigliani e da violoncelista Diana Ligeti;
e no dia 18 de outubro na 33ª Bienal de São Paulo, com a participação de
alunos da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim).
Especializada
na interpretação, divulgação e ensino da música dos séculos XX e XXI, a
Camerata foi fundada em 2010 pela Santa Marcelina Cultura como corpo
Artístico Pedagógico da EMESP. Com direção artística do compositor
Sergio Kafejian, o grupo inaugura, a partir deste ano, uma nova fase de
sua existência, na qual suas atividades passaram a ser geridas pelo seus
músicos integrantes, direção e conselho artístico.
Na Bienal de São Paulo, a Camerata realiza a performance “Estados
Transitórios”, junto à obra de Alejandro Corujeira e com repertório
especialmente selecionado para a ocasião, incluindo uma peça inédita de
Sergio Kafejian. "De forma a explorar sonoramente os espaços
arquitetônicos do Pavilhão da Bienal, a performance Estados Transitórios desenvolve uma narrativa
cujas forças de atração se fazem através da associação entre estados
sonoros e espaços físicos do pavilhão. Esses estados, que se transformam
ao longo do tempo, encontram no deslocamento espacial de seus materiais
sonoros a lógica de condução de seu discurso", explica Kafejian.
Já no auditório do MASP, com ingressos gratuitos distribuídos uma
hora antes da apresentação, a Camerata Aberta interpreta obras de Kaija
Saariaho, Edgard Varèse, Valéria Bonafé, Tatiana Catanzaro, Rodrigo Lima
e Alexandre Lunsqui com regência de Guillaume Bourgogne e a
participação da violoncelista Diana Ligeti e do Quarteto Modigliani, que
realiza concerto na Temporada 2018 da Cultura no dia 23 de outubro
22 de outubro às 20h30, MASP
VARÈSE Edgard - Octandre
BONAFÉ Valéria - Terceira Margen do Rio
LUNSQUI Alexandre - Telluris****
SAARIAHO Kaija - Terra Memoria
SAARIAHO Kaija - Notes on LightParticipação: Quarteto Modigliani
24 de outubro às 20h30, MASP
VARÈSE Edgard - Octandre
CATANZARO Tatiana - Ijareheni
LIMA Rodrigo - AntiphonasSolista: Pedro Bittencourt (saxofone) ****
SAARIAHO Kaija - Terra Memoria
SAARIAHO Kaija - Notes on LightParticipação: Quarteto Modigliani
Vocês fizeram essa realidade, eu sou só o cronista (Ferréz)
O autor escreveu na revista caros amigos por 10 anos, além de
inumeras colaborações com: folha de são paulo, Estadão, Le Monde
diplatique, Brasil, RevistaTrip, e relatório da ONU.
Neste Livro pode - se encontrar a crônica sppcc, que o escritor
escreveu meses antes dos atentatdos cometidos pela facção criminosa,
assim como também a crônica Meu Dia na Guerra que, além de narrar os
fatos após os atentados, denuncia as dezenas de chacinas que vieram em
seguida. O Autor
Nascido e criado no capão redondo, bairro da periferia de SP, começou
a escrever aos 12 anos, seu primeiro foi fortaleza da Desilusão (1997)
Seguido por Capão pecado, Manual Pratico do ódio, amanhecer esmeralda, O
Pote Magico, Os Ricos também Morrem, Entre outros, Sua Obras
foram traduzidas na Italia, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Espanha,
França e Estados Unidos.
Editora selo povo
A Selo povo é uma Editora Fundada na Periferia de São Paulo e já
Publicou 8 Autores, nossa missão é trabalhar tanto o autor como o
livro de forma digna. www.selopovo.com.br
Medium: Facebook e Instagram, youtube
Vocês fizeram essa realidade, eu sou só o cronista (Ferréz)
o autor escreveu na revista caros amigos por 10 anos, além de
inumeras colaborações com: folha de são paulo, Estadão, Le Monde
diplatique, Brasil, RevistaTrip, e relatório da ONU. Título Cronista de um tempo ruim Autor Ferréz
Capa dura 21x28,9 cm, 4xo cores, escala europa em couchefosco LD 170g
Miolo: 1 cor, tinta preta em polen bold Ld
Lombada: 9 mm, dobrado, cartunagem, vinco capa, alceado, trilateral, laminação fosca, papelão 18 ProjetoGráfico Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova Formato 14 x 21 cm Fontes Caecilia & Syntax
O guitarrista britânico Fred Frith integrou grupos de jazz rock e avant-garde como Henry Cow, Art Bears e Naked City. Com um trio, ele mostra o disco Another Day in Fucking Paradise, em show com participação da trompetista portuguesa Susana Santos Silva, destaque da cena de jazz contemporânea por seu talento em improvisar. A artista visual Heike Liss é responsável pelas projeções durante as apresentações.
Local: Teatro
Um dos ícones do jazz avant-garde, o saxofonista americano Archie Shepp reúne-se com o percussionista Kahil El Zabar para um tributo a John Coltrane. Um de seus mais talentosos discípulos, Shepp tocou com Coltrane em seus últimos anos de vida.
Local: Teatro
Caroline De Comi – soprano
Gustavo Fontes – contrabaixo
Maurício De Bonis – piano
Rodrigo Prado – violoncelo
Escola Municipal de Música.
Tons da Escola. Núcleo Réplica.
Música de Câmara Hoje.
Programa: obras de Willy Corrêa de Oliveira.
Sala do Conservatório.
Cidade: São Paulo, SP
Data: 25/08/2018
Local: Praça das Artes Endereço: Av. São João, 281 - Centro - Tel. (11) 4571-0401 - Auditório e Escola de Música de São Paulo (80 lugares); Sala Mário de Andrade (200 lugares). Ingressos:
Entrada franca.
O programa acompanha o percurso
do autor ao lado de diversos poetas e inclui obras compostas para
Caroline De Comi e Maurício De Bonis
No dia 25 de fevereiro, domingo, às 17h, a Sala Guiomar Novaes recebe o recital Willy Corrêa de Oliveira – primeiras audições III, apresentado pelo Núcleo Réplica. A entrada é gratuita.
O repertório traz uma amostra da extensa produção de Willy Corrêa de Oliveira para voz e piano, comentada pelo próprio compositor. O programa inclui diversas canções compostas para o duo formado por Caroline De Comi e Maurício De Bonis, que há cerca de quinze anos vem se dedicando à música contemporânea e ao trabalho de Willy Corrêa de Oliveira. A seleção de obras acompanha o percurso de Willy ao lado de diversos poetas: de Brecht a Hölderlin, de Emily Dickinson a Paul Celan, de Jorge Koshiyama a Alexandre Barbosa de Souza.
O crítico de arte Alfredo Bosi, em O desafio de traduzir Ungaretti, prefácio da edição bilíngue de poemas traduzidos e interpretados por Geraldo Holanda Cavalcanti, afirma a complexidade dos processos de tradução e interpretação. É o caso da relação entre poesia e música, que enfrenta um duplo desafio: a busca do registro em música de uma leitura do poema, durante o processo de composição, e a interpretação, no cruzamento entre as duas linguagens. Assim, os sentidos para a interpretação de uma canção devem ser descobertos e, muitas vezes, encontra-se aquilo que não estava previsto. Nem sempre o que é descoberto existe, muitas vezes é criado, surge de dentro da obra, já que a obra vive, sendo independente do criador.
Formado por Caroline De Comi, Maurício De Bonis, Gilson Antunes e convidados, o Núcleo Réplica dedica-se à interpretação e à criação como esferas inseparáveis da prática musical. O grupo atua na relação direta com compositores e seus processos de criação, na apresentação de repertórios referenciais para a criação musical contemporânea ou na recuperação crítica do repertório da história da música. Desde o início de suas atividades, o núcleo mantém uma dedicação especial à obra de Willy Corrêa de Oliveira.
Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP)
Projeto: Willy Corrêa de Oliveira – primeiras audições III
Dia 25 de fevereiro. Domingo, às 17h.
Entrada franca
Intérpretes:
Núcleo Réplica: Caroline De Comi (soprano) e Maurício De Bonis (piano) | Participação especial: Manuela Freua (soprano) | Comentários sobre as obras: Willy Corrêa de Oliveira
Programa : Obras para voz e piano de Willy Corrêa de Oliveira (nascido em 1938), comentadas ao vivo pelo próprio compositor.
Cantares por Diamantina (2ª versão, 1982/2001) (versos de Bertolt Brecht)
I. A exceção e a regra
II. As águas do rio
III. Se a pedra diz
IV. Entendimento
Se fôssemos infinitos (1990) (versos de Bertolt Brecht)
4 canções sobre poemas de Jorge Koshiyama (2001)
I. Coral
II. Antífona
III. Ricercata
IV. Vislumbres
Cristal (2001) (versos de Paul Celan)
Canções de Celan (versão para Caroline, 1997/2002) [versos de Paul Celan]
I. Fiapossóis
II. Os vestígios da mordida no nenhures
III. A mim
Uma porta (2011) (versos de Alexandre Barbosa de Souza)
Poema 3 (2011) (versos de Alexandre Barbosa de Souza)
3 Duetti, para duas vozes femininas* e piano (2005) (versos de Emily Dickinson)
I. Ample make this bed
II. A sepal, a petal and a thorn
III. Wild nights, wild nights
Sem título (2012) (versos de Alexandre Barbosa de Souza)
Replica (2013) (versos de García Lorca)
Não há rio… (2017) (versos de Alexandre Barbosa de Souza)
Canção terrível (2016) (versos de Alexandre Barbosa de Souza)
Ample make this bed (2017) (versos de Emily Dickinson)
Hölderlin Lied (2017) (versos de Friedrich Hölderlin)
Mais informações: (11) 3662-5177 (11) 3822-5671 (bilheteria – abre uma hora antes dos espetáculos) funartesp@gmail.com
Recital acompanha o percurso dos compositores Alban Berg e Anton Webern em direção ao dodecafonismo
No dia 23 de fevereiro, sexta, às 20h, o Núcleo Réplica apresenta
obras de Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945). O recital,
com entrada franca, é realizado na Sala Guiomar Novaes do Complexo
Cultural Funarte SP.
A apresentação acompanha o percurso de Berg e Webern em direção ao
método de composição dodecafônico, proposto inicialmente por Arnold
Schoenberg. O repertório mostra expressões distintas a que o método
conduziu, o que é sinal de sua efetividade, e reforça a ideia de que o
ambiente radical da composição dodecafônica não cessa de dialogar com a
história da música.
A obra de Berg apresenta dois pontos extremos desse percurso: o tratamento do mesmo poema de Theodor Storm, Feche meus olhos,
em duas versões, uma tonal e outra dodecafônica. As peças são repletas
de simbolismos e mensagens cifradas sob as notas, o que é representativo
do espírito romântico que nunca foi abandonado pelo autor. Entre a
composição dessas duas peças, em um ponto já distante do sistema tonal e
ainda bem distinto do dodecafonismo, situam-se as Quatro peças para clarineta e piano op.5.
Elas são exemplos do chamado “estilo aforístico”, em que as informações
apresentadas em um curto período condensam o potencial expressivo e
respondem à ausência dos recursos tonais para a estruturação de
discursos mais longos.
A música vocal também é um dos campos explorados com frequência pelos
compositores dessa época. Na ausência de uma organização em larga
escala, como no sistema tonal, a relação com o texto estrutura o
discurso, que se apoia em um recurso extramusical. Um exemplo distinto
das peças de Berg pode ser visto nas Quatro canções para voz e piano op. 12, de
Webern. Os textos usados têm diversas origens: uma tradução de um poema
clássico chinês, um trecho de um romance de August Strindberg, além de
poemas de Goethe e Rosegger inspirados em quadras populares. Na obra, a
relação com cada nuance do texto orienta a composição como um todo.
Essas canções podem, ainda, ser comparadas com outra proposta, os Quatro cânones sobre textos latinos op.16. Eles
evocam um lado religioso e recuperam uma técnica de composição típica
da Renascença, que adquire novo significado como procedimento serial.
Formado por Caroline De Comi, Maurício De Bonis, Gilson Antunes e
convidados, o Núcleo Réplica dedica-se à interpretação e à criação como
esferas inseparáveis da prática musical. O grupo atua na relação direta
com compositores e seus processos de criação, na apresentação de
repertórios referenciais para a criação musical contemporânea ou na
recuperação crítica do repertório da história da música.
Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP) Projeto: Serial e Antes
Dia 23 de fevereiro. Sexta, às 20h.
Entrada franca
Intérpretes:
Núcleo Réplica: Caroline De Comi (soprano), Maurício De Bonis (piano), Gilson Antunes (violão), José Luiz Braz (clarinete)
Programa
Alban Berg (1885-1935) Schliesse mir die Augen beide, para voz e piano (Feche meus olhos, versos de Theodor Storm)
1ª versão (1900)
2ª versão (1925) Vier Stücke für Klarinette und Klavier, op.5 (1913) (Quatro peças para clarinete e piano)
I. Mäßig
II. Sehr langsam
III. Sehr rasch
IV. Langsam
Anton Webern (1883-1945) Vier Lieder für Singstimme und Klavier, Op.12 (1917) (Quatro canções para voz e piano)
I. Der Tag ist vergangen (‘O dia passou’, versos de Peter Rosegger)
II. Die geheimnisvolle Flöte (‘A flauta misteriosa’, versos de Li Tai Po / trad. Hans Bethge)
III. Schien mir’s, als ich sah die Sonne (‘Parecia-me, quando via o sol’, versos de August Strindberg)
IV. Gleich und Gleich (‘Diga-me com quem andas’, versos de Johann Wolfgang von Goethe) Fünf Canons nach lateinischen Texten für hohen Sopran, Klarinette und Bassklarinette, op.16 (1924) (Quatro cânones sobre textos latinos para soprano agudo, clarinete e clarone)
I. Christus factus est pro nobis (‘Cristo tornou-se obediente por nós’)
II. Dormi Jesu, mater ridet (‘Dorme Jesus, sua mãe sorri’)
III. Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis (‘Ó Cruz fiel, entre todas a árvore mais nobre’)
IV. Asperges me, Domine, hyssopo, et mundabor (‘Aspergi-me, Senhor, com o hissopo, e ficarei puro’)
V. Crucem tuam adoramus, Domine (‘Tua Cruz adoramos, Senhor’) Mais informações:
(11) 3662-5177
(11) 3822-5671 (bilheteria – abre uma hora antes dos espetáculos)
funartesp@gmail.com
No segundo
recital do projeto ‘Willy Corrêa de Oliveira – “primeiras audições”, as obras se alternam entre o canto e os momentos de silêncio
No dia 18 de fevereiro, domingo, às 17h, o Núcleo Réplica
apresenta, na Sala Guiomar Novaes, o projeto Willy Corrêa de Oliveira –
primeiras audições ii. A entrada é franca.
O recital se alterna entre o cantar e os momentos em que a voz se
silencia, dando lugar ao solilóquio entre ruídos, à flauta transversal,
ao violão, à flauta doce e ao piano. Um dos poemas, Rasgos,
de García Lorca, apresentado em voz e violão, sugere esse silêncio e a
conversa consigo mesmo, como nos versos: “Aquele caminho sem gente.
Aquele caminho”, “Aquele grilo sem lar. Aquele grilo.” e “E esta sineta
que dorme. Esta sineta…”
Nas peças para violão desacompanhado e também na obra Miserere,
para piano, incitada pelo ciclo homônimo de Georges Rouault, o silêncio
da gravura em metal e o ruído que o precede são transplantados para o
que se possa revelar audível. A solidão nesse programa está presente em
obras como El silencio, de García Lorca, e In den Geräuschen, de Paul Celan.
Formado por Caroline De Comi, Maurício De Bonis, Gilson Antunes e
convidados, o Núcleo Réplica dedica-se à interpretação e à criação como
esferas inseparáveis da prática musical. O grupo atua na relação direta
com compositores e seus processos de criação, na apresentação de
repertórios referenciais para a criação musical contemporânea ou na
recuperação crítica do repertório da história da música. Desde o início
de suas atividades, o núcleo mantém uma dedicação especial à obra de
Willy Corrêa de Oliveira, compositor, professor e pianista.
Sala Guiomar Novaes – Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP) Projeto: Willy Corrêa de Oliveira – primeiras audições II
Dia 18 de fevereiro. Domingo, às 17h.
Entrada franca
Intérpretes:
Núcleo Réplica: Caroline De Comi (soprano), Maurício De Bonis (piano),
Gilson Antunes (violão), Luciano Morais (violão), Sarah Hornsby (flauta
transversal), André de Cillo (piano) | Participação especial: Maurílio
Silva (flauta doce) | Comentários sobre as obras: Willy Corrêa de
Oliveira
Programa:
Obras de Willy Corrêa de Oliveira (nascido em 1938)
El silencio, para soprano e silêncios (2013) [versos de García Lorca]
Caroline De Comi
Gesang des Abends, para flauta solo (1973)
Sarah Hornsby
Nove Gravuras para guitarra (2012)
Gilson Antunes
Noche, para voz e violão (2013) [versos de García Lorca]
Flor, para voz e violão (2013) [versos de García Lorca] Rasgos, para voz e violão (2013) [versos de García Lorca]
Caroline De Comi, Luciano Morais
Duo I, para flauta e violão (1974)
Sarah Hornsby, Gilson Antunes
Miserere, para piano (1999-2017)
André de Cillo, Maurício De Bonis
Os olhos de Analivia, para voz e violão (2012) [versos de Donizete Galvão]
Caroline De Comi, Gilson Antunes
In memoriam Philadelpho Menezes, para flauta doce soprano (2000)
Maurílio Silva Junior (artista convidado)
En los ruídos, para soprano (2014) [versos de Paul Celan]
Caroline De Comi
Mais informações:
(11) 3662-5177
(11) 3822-5671 (bilheteria – abre uma hora antes dos espetáculos)
funartesp@gmail.com