23.12.25

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M
[O Flâneur]1
Uma paisagem obsedante, intensa como o ópio.
Mallarmé 
[...]
A rua conduz, o flâneur em direção a um tempo que desapareceu. Para ele, qualquer rua é íngreme. Ela vai descendo, quando não em direção às Mães,3 pelo menos rumo a um passado que pode ser tão mais enfeitiçante por não ser seu próprio passado, seu passai» particular. Entretanto, este permanece sempre o tempo de uma infância. Mas por que o tempo de sua vida vivida? No asfalto sobre o qual caminha, seus passos despertam trama surpreendente ressonância. A iluminação a gás que recai sobre o calçamento lança uma Le ambígua sobre este duplo chão.
[M 1, 2]
Uma embriaguez apodera-se daquele que, por um longo tempo, caminha a esmo pelas ruas. A cada passo, o andar adquire um poder crescente; as seduções das lojas, dos bistrôs e das mulheres sorridentes vão diminuindo, cada vez mais irresistível torna-se o magnetismo da próxima esquina, de uma longínqua massa de folhagem, de um nome de rua. Então chega a fome. Ele nem quer saber das mil e uma possibilidades de saciá-la. Como m animal ascético, vagueia por bairros desconhecidos até desmaiar de exaustão em seu quarto, que o recebe estranho e frio.
[M 1, 3]
[...]
Deve-se tentar compreender a constituição moral absolutamente fascinante do flâneur apaixonado. A polícia  que se revela aqui, como em tantos outros assuntos de que tratamos como um verdadeiro perito — fornece a seguinte indicação, no relatório de um agente secreto parisiense, de outubro de 1798 (?): “É quase impossível lembrar dos bons costumes e mantê-los numa população amontoada, em que cada indivíduo, de certa forma desconhecido de todos os outros, esconde-se na multidão e não precisa enrubescer diante dos olhos de ninguém.” Cit. em Adolf Schmidt, Pariser Zustände während der Revolution, vol. III, lena, 1876. O caso em que o flâneur se distancia totalmente do tipo do passeador filosófico e assume os traços do lobisomem a vagar irrequieto em uma selva social foi fixado pela primeira vez — e de maneira definitiva — por Poe em seu conto “O homem da multidão.
[M 1, 6]
As manifestações de superposição, de sobreposição (Überdeckung), que aparecem sob o efeito do haxixe devem ser compreendidas através do conceito de semelhança. Quando dizemos que um rosto se assemelha a outro, isto quer dizer que certos traços deste segundo rosto se manifestam no primeiro, sem que este deixe de ser o que era. As possibilidades de que as coisas assim se manifestem, porém, não estão sujeitas a nenhum critério, sendo, portanto, ilimitadas. A categoria da semelhança, que tem uma importância muito restrita para a consciência desperta, adquire uma importância ilimitada no mundo do haxixe. Neste, com efeito, tudo é rosto-e-visão (Gesicht), tudo tem a intensidade de uma presença encarnada, que permite procurar nele, como em um rosto, os traços manifestos. Sob tais circunstâncias mesmo uma proposição adquire um rosto (sem falar da palavra isolada), e este rosto assemelha-se àquele da proposição oposta. Assim, cada verdade remete de maneira evidente a seu contrário, e com base neste fenômeno explica-se a dúvida. A verdade torna-se algo vivo, existindo apenas no ritmo em que a proposição e seu contrário trocam de lugar para se pensarem.4
[M 1a, 1]
 [...]
 [...] ■ Hoje, o lema não é mistura e sim transparência. (Le Corbusier!)
[M 1a, 4] 
Com o aumento constante do tráfego, foi somente graças à “macadamização das ruas que se podia conversar nos terraços dos cafés sem precisar gritar nos ouvidos das pessoas.
[M 2, 6]
 [...]
Dialética da flânerie: de um lado, o homem que se sente olhado por tudo e por todos, como um verdadeiro suspeito; de outro, o homem que dificilmente pode ser encontrado, o escondido. É provavelmente esta dialética que se desenvolve em “O homem da multidão”.
[M 2, 8]
[...]
O princípio da flânerie em Proust. “Então, longe de todas essas preocupações literárias e sem me prender a nada, de repente um teto, o reflexo do sol em uma pedra, o cheiro de um caminho detinham-me pelo prazer singular que me proporcionavam, e também porque pareciam esconder, para além do que eu via, algo que me convidavam a buscar e que, apesar de meus esforços, não consegui descobrir.” Du Côté de Chez Swann, vol. I, Paris, 1939, p. 256.7  Esta passagem permite reconhecer claramente como o antigo sentimento romântico da paisagem se desfaz e como surge uma nova visão romântica dela, que parece ser sobretudo uma paisagem urbana, se é verdade que a cidade é o autêntico solo sagrado da flânerie. É isto que deverá ser exposto aqui pela primeira vez desde Baudelaire (em cuja obra não aparecem as passagens, embora fossem tantas em seu tempo).
[M 2a, 1]
Assim o flâneur passeia em seu quarto: “Quando Johannes, às vezes, pedia licença para sair, o mais das vezes isso lhe era negado; vez por outra, entretanto, seu pai lhe propunha, como compensação, passear pelo assoalho, segurando-o pela mão. À primeira vista, isto poderia parecer um pobre sucedâneo, no entanto, ali se ocultava algo totalmente diferente. A sugestão era aceita e Johannes era livre para decidir por onde caminhar. Saíam então pela entrada rumo a um palacete próximo, ou dirigiam-se à praia, ou apenas perambulavam pelas mas, exatamente como desejava Johannes; pois o pai era capaz de tudo. Enquanto passeavam pelo assoalho, o pai relatava tudo o que viam; cumprimentavam os transeuntes, veículos passavam por eles fazendo um ruído tão forte que encobria a voz do pai; as frutas carameladas da confeiteira eram mais convidativas do que nunca...” Um texto do jovem Kierkegaard, segundo Eduard Geismar, Sören Kierkegaard, Göttingen, 1929, pp. 12-13. Eis a chave para o esquema de Voyage Autour de ma Chambre.8
[M 2a, 2]
“O industrial passa sobre o asfalto apreciando sua qualidade; o velho procura-o com cuidado, seguindo por ele tanto quanto possível e fazendo alegremente ressoar nele sua bengala, lembrando-se com orgulho que viu consrruir as primeiras calçadas; o poeta ... anda pelo asfalto indiferente e pensativo, mastigando versos; o corretor da bolsa o percorre calculando as oportunidades da última alta da farinha; e o desatento, escorrega.” Aléxis Martin, “Physiologie de l’asphaite”, Le Bohème, I, n° 3, 15 abr. 1855  Charles Pradier, redator-chefe.
[M 2a, 3]
[...]
Mas, definitivamente, só a revolução cria o ar livre na cidade. O ar pleno das revoluções. A revolução desencanta a cidade. A Comuna na Éducation sentimentale. A imagem da rua na guerra civil.
[M 3, 3]

A rua como intérieur. Vistas da Passage du Pont-Neuf (entre a Rue Guénégaud e a Rue de Seine), “as boutiques parecem armários”. Nouveaux Tableaux de Paris, ou Observations sur les Maeurs et Usages des Parisiens au Commencement du XIX
e Siècle, Paris, 1828, vol. I, p. 34.
[M 3, 4]
O pátio das Tulherias: “imensa savana plantada com bicos-de-gás em vez de bananeiras. Paul-Ernest de Rattier, Paris Nexiste Pas, Paris, 1857. ■ Gás ■
[M 3, 5]
Passage Colbert: “O candelabro que a ilumina parece um coqueiro no meio de uma savana...” ■ Gás ■ Le Livre des Cent-et-un, vol. X, Paris, 1833, p. 57 (Amédée Kermel, Les Passages de Paris).
[M 3, 6]
Iluminação na Passage Colbert: “Admiro a série regular desses globos de cristal de onde emana uma claridade ao mesmo tempo viva e suave. Náo se diría que são cometas em ordem de batalha, esperando o sinal de partida para ir vagar no espaço? Le Livre des Centet-un, vol. X, p. 57. Comparar esta metamorfose da cidade em universo astral com Un Autre Monde, de Grandville. ■ Gás ■
[M 3, 7]
Em 1839, era elegante levar consigo uma tartaruga quando se passeava. Isto dá uma idéia do ritmo do flanar nas passagens.
[M 3, 8]
 [...]
O cardápio do restaurante “Les Trois Frères Provençaux”: 36 páginas para a cozinha, 4 as para a adega  mas páginas muito extensas, in-fólio pequeno, com um texto comprimido e muitas observações em letras miúdas.” O livro está encadernado em veludo. 20 entradas e 33 tipos de sopa. “46 pratos de carne bovina, entre os quais 7 de bifes diversos e 8 tipos de filé.” “34 pratos de carne de caça, 47 pratos de legumes e 71 taças de compotas de frutas.” Julius Rodenberg, Paris bei Sonnenschein und Lampenicht, Leipzig, 7, pp. 43-44. Flânerie gastronômica.
[M 3a, 1]

A melhor arte de capturar, sonhando, a tarde nas malhas da noite, é fazer planos. O flâneur a feazer planos. 
[M 3a 2]
“As casas de Le Corbusier não são definidas nem pela espadalidade, nem pela plasticidade: o ar as atravessa! O ar torna-se fator constituinte! Para tanto, não contam nem o espaço, nem a forma plástica, apenas a relação e o entrecruzamento! Existe apenas um espaço une s e indivisível. Caem os invólucros entre o interior e o exterior.” Sigfried Giedion, Bauen in Frankreich, Berlim, 1928, p. 85.
[M 3a, 3]
 [...]
“O último ônibus puxado por cavalos funcionou na linha La Villette-Saint-Sulpice em janeiro de 1913; o último bonde puxado por cavalos, na linha Pantin-Opéra, em abril do mesmo ano.” Dubech e D’Espezel, op. cit., p. 463.
[M 3a, 7]
“Em 30 de janeiro de 1828, funcionou o primeiro ônibus na linha dos boulevards, da Bastilha à Madeleine. O percurso custava vinte e cinco ou trinta centavos, o veículo parava onde se quisesse. Ele comportava de dezoito a vinte lugares, e seu trajeto dividia-se em duas etapas, sendo a Porte Saint-Martin o ponto divisório. A voga dessa invenção foi extraordinária: em 1829, a Compagnie explorava quinze linhas e companhias rivais lhe faziam concorrência: Tricycles, Écossaises, Béarnaises, Dames Blanches.” DubecnD’Espezel, op. cit., pp. 358-359.
[M 3a, 8] 
 [...]
Sobre os ônibus. “O cocheiro pára, sobem-se os poucos degraus da pequena e cômoda escada e se procura um lugar no veículo, no qual há bancos para 14 ou 16 pessoas à direita c à esquerda, no sentido do comprimento. Mal se coloca os pés no veículo e este já prossegue a viagem, o condutor já puxou novamente o cordão e, com um golpe sonoro, ele avança o ponteiro em um mostrador transparente, indicando que mais um passageiro subiu; é o controle dc arrecadação. Com o veículo em movimento, pega-se calmamcntc a carteira e paga-se o bilhete. Quando se está sentado longe do condutor, o dinheiro passa dc mão cm mão entre os passageiros; a dama bem vestida toma-o do operário de macacão azul e passao adiante; tudo isso ocorre facilmente, como por hábito e sem problema. Para descer, o condutor puxa novamente o cordão e faz o veículo parar. Se for uma subida, o que não é raro em Paris, e o veículo anda mais vagarosamente, os cavaleiros costumam subir e descer mesmo com ele em movimento.” Eduard Devrient, Briefe aus Paris, Berlim, 1840, pp. 61-62.
[M 4, 2] 
 [...]
E. T. A. Hoffmann como tipo do flâneur. Seu conto “Des Vetters Eckfenster” (“A janela de esquina do primo”) é o testamento do flâneur. Daí o grande êxito de Hoffmann na França, onde este tipo gozava de especial compreensão. Nas observações biográficas da edição em cinco volumes de seus últimos escritos (Brodhag?)11 lê-se: “Hoffmann nunca foi um grande aficcionado da natureza. Os seres humanos  a comunicação com eles, sua observação, o simples fato de olhá-los  importavam-lhe mais que qualquer outra coisa. Quando saía a passeio no verão, o que, com bom tempo, ocorria diariamente no entardecer ... não era fácil encontrar uma taverna ou confeitaria, onde ele não tivesse entrado para ver se lá havia pessoas, e de que espécie.”
[M 4a, 2]
Ménilmontant. “Neste imenso bairro, cujos magros salários condenam crianças e mulheres a eternas privações, a Rue de la Chinc e as que se encontram com ela e a cruzam, como a Rue des Partants c esta surpreendente Rue Orfila, tão fantástica com seus circuitos e suas voltas bruscas, com seus tapumes de madeira mal cortada, seus caramanchões desabitados, seus jardins desertos regressando ao estado de pura natureza, com ervas daninhas e arbustos selvagens, respiram o sossego e uma rara calma... E, sob um grande céu, uma trilha no campo, onde a maioria das pessoas que passam parece ter comido e bebido.” J. K. Huysmans, Croquis Parisiens, Paris, 1886, p. 95 (“La rue de la Chine”).
[M 4a, 3]
Dickens. “Em suas cartas ... queixa-se sempre, quando em viagem, mesmo nas montanhas da Suíça ... sobre a falta do burburinho das ruas que era indispensável para sua produção poética. ‘Não saberia dizer como as ruas me fazem falta’, escreveu ele em 1846 de Lausanne, onde elaborou um de seus maiores romances (Dombey and Son). ‘Parece que elas fornecem a meu cérebro algo que lhe c imprescindível quando precisa trabalhar. Durante uma semana, quinze dias, consigo escrever maravilhosamente em um lugar afastado; um dia em Londres é então suficiente para me refazer e me inspirar de novo. Mas o esforço e o trabalho de escrever dia após dia sem essa lanterna mágica são enormes... Meus personagens parecem paralisados quando não têm uma multidão ao redor... Em Gênova ... eu tinha ao menos duas milhas de ruas iluminadas por onde eu podia vagar durante a madrugada, e um grande teatro todas as noites.’” Franz Mehring, “Charles Dickens”, Die Neue Zeit, Stuttgart, 1912, XXX, n° 1, pp. 621-622.
[M 4a, 4] 
[...]
— O que é, então, este maldito guisado que cheira tão mal e que cozinha neste grande caldeirão? ... diz um tipo provinciano a uma velha porteira. — Isso, caro senhor, são lajes que eles cozinham para pavimentar nosso pobre boulevard, que passaria muito bem sem elas! ... Pergunte- me, antes, se o passeio não era mais agradável quando se caminhava sobre a terra, como num jardim.” La Grande Ville: Nouveau Tableau de Paris, Paris, 1844, vol. I, p. 334 (“Le bitume” — “O betume”).
[M 5, 3]
Sobre os primeiros ônibus: “Acaba de se criar uma concorrência, as Dames Blanches’... Esses veículos são inteiramente pintados de branco, e os cocheiros, vestidos de ... branco, tocam com o pé num fole a ária de La Dame BlancheA dama de branco olha para você...’” Nadar, Quand Jétais Photographe: 1830 et Environs, Paris, 1900, pp. 301-302.
[M 5, 4]
O flâneur é o observador do mercado. Seu saber está próximo da ciência oculta da conjuntura. Ele é o espião que o capitalismo envia ao reino do consumidor.
[M 5, 6]
O flâneur e a massa: o respeito. “Rêve parisien” de Baudelaire poderia ser muito instrutivo a esse respeito.
[M 5, 7]
A ociosidade do flâneur é um protesto contra a divisão do trabalho.
[M 5, 8|
O asfalto foi primeiramente utilizado nas calçadas.
[M 5, 9]
“Uma cidade como Londres, onde se pode caminhar durante horas sem chegar sequer ao início do fim, sem encontrar o mínimo sinal que indique a proximidade do campo, é algo realmente singular. Esta centralização enorme, esta aglomeração de dois milhões e meio de seres humanos, em um único lugar, centuplicou a força destes dois milhões e meio; elevou Londres à condição de capital comercial do mundo, criou as gigantescas docas e reuniu os milhares de navios que navegam continuamente no Tâmisa... Só mais tarde, descobrir-se-á o número de sacrifícios que isto custou. Depois de percorrer durante alguns dias as calçadas das ruas principais..., percebe-se que estes londrinos tiveram que sacrificar a melhor parte de suas qualidades humanas para realizar todos estes milagres da civilização... O próprio tumulto das ruas possui algo de repugnante, algo que revolta a natureza humana. Estas centenas de milhares de pessoas de todas as classes e camadas sociais, que se comprimem ao passar umas pelas outras, não são todas elas seres humanos com as mesmas qualidades e capacidades e o mesmo interesse de serem felizes? E não devem elas finalmente buscar sua felicidade da mesma forma e com os mesmos meios? No entanto, estas pessoas passam apressadas umas pelas outras, como se nada tivessem em comum, como se nada as unisse, mantendo apenas um único acordo tácito, o de que cada uma se mantenha no lado direito da calçada para que as duas correntes da multidão, ao passar por ali, não se detenham mutuamente; a ninguém ocorre conceder ao outro o mais simples olhar. A indiferença brutal, o isolamento insensível de cada indivíduo em seus interesses particulares, vem à tona de maneira tanto mais repugnante e ofensiva quanto mais estes indivíduos são confinados naquele espaço reduzido. Embora saibamos que este isolamento do indivíduo, este egoísmo tacanho é por toda parte o princípio básico da nossa sociedade atual, ele não se manifesta em nenhum lugar de maneira tao descarada e evidente, tão presunçosa, como justamente aqui no tumulto da cidade grande.” Friedrich Engels, Die Lage der arbeitenden Klasse in England, 2 a ed., Leipzig, 1848, pp. 36-37 (“Die grofien Städte”  “As grandes cidades”).
[M 5a, 1]
“Entendo por boêmios esta classe de indivíduos cuja existência é um problema, cuja condição é um mito, cuja fortuna é um enigma; que não têm endereço certo, nenhum abrigo reconhecido, que não se encontram em parte alguma e que encontramos por toda parte! Aqueles que não têm nenhuma situação e exercem cinquenta profissões; cuja maioria se levanta de manhã sem saber onde jantará à noite; ricos hoje, famintos amanhã; prontos para viver honestamente se puderem, e de outro modo se não puderem.” Adolphe d’Ennerv et Grangé, Les Bohémiens de Paris (LAmbigu-Comique, 27 de setembro de 1843), Paris (série Magasin Théatral), pp. 8-9.
[M 5 a, 2]
 
 
1 Na revisão da tradução deste arquivo temático foi consultada também a tradução de José Carlos Martins Barbosa, publicada em OE III, pp. 185-236. (w.b.)
3 Cf. nota para M°, 25. (w.b.) 
4 A palavra denkenpensar, no manuscrito, é provavelmente um erro, em lugar de [sich] decken[se] sobrepor. Neste caso, haveria uma retomada e um reforço da idéia de Überdeckungsobreposição da frase inicial. (R.T.; E/M)
7 M. Proust, À la Recherche du Temps Perdu, I, p. 178. (J.L.)  
8 Voyage Autour de ma Chambre: título de obra publicada em 1794 por Xavier de Maistre (1763-1852). (E/M) 
11 Os volumes XI-XV dos Ausgewählte Schriften de E. T. A. Hoffmann foram publicados em 1839 pela Editora Fr. Brodhag, Stuttgart. A citação que segue, de autoria de Julius Eduard Hitzig, encontra-se no vol. XV, pp. 32-34. (R.T.)

BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-WerkWalter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.

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