3.7.26

entra/marcus siqueira/contraluz/sai

 Trio V (Haikai)/2011: Simona Cavuoto violino, Ruben Zuniga crotales, Ricardo Bologna vibrafone
 
Trio I (Quadros)/2010: Simona Cavuoto violino, Peter Pas viola, Pedro Gadelha contrabaixo
 
 Trio III (Linhas)/2010: Simona Cavuoto violino, Marcos Kiehl flauta em sol, Sérgio Burgani requinta
 Bouquet/2003: Simona Cavuoto violino, Horácio Gouveia piano (1 pedaço de Willy Corrêa de Oliveira)
 
Trio II (Ressonâncias): Simona Cavuoto violino, Gabriel Levy acordeão, Horácio Gouveia piano
 
Trio VI (Um Sopro): Simona Cavuoto violino, Marcus Siqueira conduítes, Thiago Cury escaleta
Trio IV (Sijô): Simona Cavuoto violino, Adenilson Telles trompete, Ricardo Bologna percussão
Trio VII (Gestos): Simona Cavuoto violino, Maurício De Bonis cravo, Alex Buck percussão
   Prigionieri di un Sogno nelle Carceri di Piranesi: Simona Cavuoto violino, Cassia Carrascoza flautas, Sérgio Burgani clarinete, Horácio Gouveia piano, Marcus Alessi Bittencourt programação PD + Live electronics
    
Signo Sopro III: Cassia Carrascoza flautas, Peter Apps oboé, Sérgio Burgani clarinete, Ruben Zuniga vibrafone crotales, Lliuba Klevtsova harpa, Gilson Antunes violão, Felipe Scagliusi piano, Simona Cavuoto violino, Elisa Monteiro viola, Douglas Kier violoncelo, Cláudio Torezan contrabaixo. Percorso Ensemble regência de Ricardo Bologna
  
Egrégoras: Edson Beltrami flauta, Peter Apps oboé, Sérgio Burgani clarinete, Samuel Hamzem trompa, Francisco Formiga fagote 
 
SIQUEIRA, Marcus. Contraluz / Marcus Siqueira; Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova; Tipo: Rialto. — São Paulo: Água Forte, Sesc, 2013.
 
 
Capa
A capa é construída com linhas brancas (como a luz) sobre a ausência de luz.
A sua estrutura é feita a partir de pontos separados em pequenos grupos. Cada um deles é um símbolo simples de instrumentos musicais, e cada pequeno grupo representa uma obra. Como são 12 obras no CD dividimos a sua seqüência visual – como a espacialização da violonista nas instruções das 12 peças que formam a obra Bouquet (a 12a na frente [baixo], a 9a atras [cima], etc).
Cada instrumento se conecta com a sua aparição nas outras obras, ou seja: cada violino se liga com todos os violinos; mas o violão – que aparece apenas duas vezes – só tem um traço ligando ambos.
Quartacapa
Na divisão entre o texto dos instrumentos tocados e do ano de composição de cada obra, fizemos uma quantidade de círculos coloridos que representam o timbre dos instrumentos (assim como ao lado de cada obra no encarte – para representar os timbres –, e do nome de cada instrumento).
Cor
Para cada instrumento escolhemos uma cor seguindo o espectro de divisão do branco (luz) – como o arco-íris. Cada padrão de cor representa uma série de timbres semelhantes dos instrumentos tocados no CD. O padrão timbrístico: cordas (do violino até o cravo – timbre indo para o percussivo); percussão (dos timbres mais claros aos mais complexos); instrumentos que vão entre teclas e sopros; e instrumentos de sopro (do metal à madeira). Do timbre puro de um lado (violino) ao timbre mais puro do outro (flauta).
  
Capas abertas (interior)
Fundo branco, da luz completa. Olhando por dentro, cada instrumento está em sua cor. Já o CD é o oposto, sem a ligação dos instrumentos; apenas eles separados nas suas formações (com exceção da obra que o Marcus toca, que está ligada a ele). 
No centro do CD, é visível a ligação dos instrumentos, pois, quando ele é retirado, ficam apenas os traços, sem os círculos dos instrumentos (que estão no CD).
Fonte/Rialto
Nas gravuras de Giovanni Battista Piranesi (que influenciaram Prigioneri di un sogno nelle Carceri di Piranesi) existe uma tipografia de versais. A partir desta influencia, utilizamos uma tipografia realizada em 1999 por um grande calígrafo veneziano (Giovanni de Faccio) e um tipógrafo austríaco (Lui Karner). O primeiro é de Veneza – como o Piranesi –, e esta tipografia de uma beleza impressionante foi realizada a partir da própria arquitetura de Veneza. Ela tem a estrutura semelhante a de Piranesi, mas com uma beleza mais complexa e com uma grande família tipográfica.

Roma
Como Piranesi fez estas gravuras em Roma, acabamos por utilizar todo um padrão de um grande admirador de Roma: Le Corbusier (mas não a Roma de Piranesi, mas a Roma de Michelangelo). Toda a distribuição das obras na capa do CD (a partir do Bouquet) foram distribuídas a partir de um padrão de duas séries de Fibonacci (Modulor), assim como a escala de tamanho do texto e o seu entrelinhamento.
 
 
 

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