15.2.24

Tocaia no Asfalto

 

Logo antes do vírus, o último filme que eu tinha visto com película (ou seja, como filme — atualmente tem até pinturas projetadas como exposição, os filmes é o mesmo...): Morte em Veneza, do Visconti, na Cinemateca.

Hoje vi o primeiro desde então. Que alívio (ainda vejo aquele tipo de imagens que vi faz pouco; os cortes; a junção de uma película para a outra; o som que sai da rotação do projetor, mesmo quando o som do filme é bem alto; o som da trilha;...). Chego em casa, voltando da Cinemateca, aliviado.


Direção: Roberto Pires
Ano: 1962
Duração: 100 min.
Idioma: Português
Formato Original: 35mm
Formato de exibição: 35mm
Cromia: P&B
País: Brasil
Elenco: Agildo Ribeiro, Araçary de Oliveira, Antônio Pitanga, Geraldo del Rey, Othon Bastos
Classificação indicativa: 18 anos
Sinopse: Um pistoleiro é contratado para matar um político corrupto. Porém, o acordo é cancelado. Apesar de ser um matador, o homem leva seu trabalho a sério e prefere ir até o fim.

continua/

entra/

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Os olhos do gato / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Jodorowsky, 2011; [tradução Arnaud Vin]; Les yeux du chat, 1978; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Nemo, 2015.


sai/

JODOROWSKY, Alexandro 1929-. Festival Alexandro Jodorowsky / curadores Guilherme Marbak e Joel Pizzini; textos Alejandro Jodorowsky; Braulio Tavares; Hermani Heffner, Henry Grazinoli (com Tarô de Marseille, de Alexandre Jodorowsky & Philippe Camoin); Estevão Garcia; Dennison Ramalho; Christian Caselli; Ben Cobb; Marcus Mello; Helena Inês; Claudio Argento; Moacir Cirne; entrevista com Jodorowsky por Rodrigo Fonseca; entrevista com Jorge Coli por Joel Pizzini. — São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2007.

Foi uma daquelas boas mostras de filme, com o próprio diretor presente, que o CCBB fazia...

12.2.24

continua/

entra/

JODOROWSKY, Alexandro 1929-. Festival Alexandro Jodorowsky / curadores Guilherme Marbak e Joel Pizzini; textos Alejandro Jodorowsky; Braulio Tavares; Hermani Heffner, Henry Grazinoli (com Tarô de Marseille, de Alexandre Jodorowsky & Philippe Camoin); Estevão Garcia; Dennison Ramalho; Christian Caselli; Ben Cobb; Marcus Mello; Helena Inês; Claudio Argento; Moacir Cirne; entrevista com Jodorowsky por Rodrigo Fonseca; entrevista com Jorge Coli por Joel Pizzini. — São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2007.

Foi uma daquelas boas mostras de filme, com o próprio diretor presente, que o CCBB fazia...

sai/

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume três: a quintessência: a galáxia que sonha & planeta Difool / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Mœbius; [tradução Marquito Maia]; La Cinquième Essence # 1: Galaxie Qui Sange, 1983; e La Cinquième Essence # 2: Planéte Difool, 1985; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.



 
 
 

11.2.24

continua/

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume três: a quintessência: a galáxia que sonha & planeta Difool / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Mœbius; [tradução Marquito Maia]; La Cinquième Essence # 1: Galaxie Qui Sange, 1983; e La Cinquième Essence # 2: Planéte Difool, 1985; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.

sai/

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume dois: o que está embaxo & o que está em cima / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Alexandro Jodorowsky; [tradução Marquito Maia]; Ce Qui Est En Bas e Ce Qui Est En Haut, 1988; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.


 
 
 

7.2.24

entra/

e sempre Jodorowsky...

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume dois: o que está embaxo & o que está em cima / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Alexandro Jodorowsky; [tradução Marquito Maia]; Ce Qui Est En Bas, 1983; e Ce Qui Est En Haut, 1985; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.

 
sai/
JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume um: o incal negro & o incal luminoso / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Alexandro Jodorowsky; [tradução Marquito Maia]; L’Incal Noir, 1981; e L’Incal Lumière, 1982; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.

6.2.24

entra/

NAZARETH, Ernesto {1863-1934}. Todo Nazareth: obras completas: caixa com 6 volumes — Polcas: Cruz, perigo! / Ernesto Nazareth. Organização: Thiago Cury & Cacá Machado. Direção editorial: Thiago Cury. Consultoria, Catálogo e Imagens: Luiz Antonio de Almeida. Produção Executiva: Joana Cury. Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova. Edição musical: Maurício De Bonis, Marcus Siqueira, Thomas Hansen & Daniel Bondaczuk de Castro Lobo. Reprodução de partituras: Maurício De Bonis, Thiago Cury & Cacá Machado. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza & Alex Barros (Cronologia). Água-Forte Edições Musicais. São Paulo: 2011. fonte de texto: Kennerley (1911), de Frederic Goudy. Projeto Gráfico: Paulo Vidal de Castro & Thais Vilanova.

 






RUBINSKY, Sonia. Ernesto Nazareth: A revelação de um homem célebre — Cruz, perigo!/ Sonia Rubinsky; gravado em 22 de fevereiro de 2007 na Église Évangélique Saint-Marcel, Paris, França. — São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.

Paredão


Uma cidade toda paredão.
Paredão em volta das casas.
Em volta, paredão, das almas.
O paredão dos precipícios.
O paredão familial.

 
Ruas feitas de paredão.
O paredão é a própria rua,
onde passar ou não passar
é a mesma forma de prisão.

 
Paredão de umidade e sombra,
sem uma fresta para a vida.
A canivete perfurá-lo,
a unha, a dente, a bofetão?
Se do outro lado existe apenas
outro, mais outro, paredão?”

ANDRADE, Mario Drummond de. 1902-1987. Poesia Completa. / Carlos Drummond de Andrade. (conforme as disposições do autor) Fixação de textos e notas de Gilberto Mendonça Teles. Introdução de Silviano Santiago. Biblioteca Luso-brasileira / Série Brasileira. / Boitempo, 1968 • 1973 • 1979 / Repertório Urbano. — 1a tiragem da primeira edição, 2002 — Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar S.A., 2003.

5.2.24

/ fim

BACH, Joh.Seb. Partitas. BOOK II. Nos 4—6. Piano / Joh.Seb.Bach. No.7981b. Partita 6 in E minor. London: Augener’s Edition, s.d.





BACH, Johann Sebastian. Bach: Partitas, Nos 4, 5 & 6. Johann Sebastian Bach (1685-1750). Glenn Gould, piano. Glenn Gould Anniversary Edition. Partita No6 in E Minor. BWV 830. 7 & 8/1957. New York: SONY CLASSICAL, 2002.

2.2.24

continua/

BACH, Joh.Seb. Partitas. BOOK II. Nos 4—6. Piano / Joh.Seb.Bach. No.7981b. Partita 5 in G major. London: Augener’s Edition, s.d.





BACH, Johann Sebastian. Bach: Partitas, Nos 4, 5 & 6. Johann Sebastian Bach (1685-1750). Glenn Gould, piano. Glenn Gould Anniversary Edition. Partita No5 in G Major. BWV 829. 8/1957. New York: SONY CLASSICAL, 2002.

1.2.24

continua/

BACH, Joh.Seb. Partitas. BOOK II. Nos 4—6. Piano / Joh.Seb.Bach. No.7981b. Partita 4 in D major. London: Augener’s Edition, s.d.

 




BACH, Johann Sebastian. Bach: Partitas, Nos 4, 5 & 6. Johann Sebastian Bach (1685-1750). Glenn Gould, piano. Glenn Gould Anniversary Edition. Partita No4 in D Major. BWV 828. 3/1963. New York: SONY CLASSICAL, 2002.

30.1.24

sai/

BERGSON, Henri. A Evolução Criadora / L'Évolution Céatrice. Henri Bergson. Prefácios de Kjell Strömberg; Hallström; vida e obra de Bergson por Jean Guitton; tradução de Adolfo Casais Monteiro; adaptação e supervisão de Paulo Rónai; ilustrações de Kischka; retrato do autor e ornatos tipográficos de Michel Cauvet. Gravura de capa: Picasso. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1964.

Os 3 primeiros capítulos são muito interessantes (de onde saem as citações abaixo); mas o “Capítulo IV. O mecanismo cinematográfico do pensamento e a ilusão mecanicista. O devir real e o falso evolucionismo.” é o melhor.

Ele é um tipo de cara que hoje em dia entrou um pouco no esquecimento, mas é bem compreensível o interesse de Paul Valéry e Walter Benjamin tiveram pelos seus textos.

“A duração é o progresso contínuo do passado que rói o futuro e que incha avançando.”
 
“Logo que saímos dos quadros em que o mecanicismo e o finalismo radical encerram o nosso pensamento, a realidade surge-nos com um jorrar ininterrupto de novidades, cada uma das quais, mal acaba de surgir para fazer o presente, logo recua para o passado: nesse preciso instante cai sob o olhar da inteligência, cujos olhos se acham eternamente voltados para trás. É o que sucede com a nossa vida interior.”

“Falar duma finalidade é pensar num modêlo pre-existente, ao qual só falta realizar-se. É, portanto, supor, no fundo, que tudo é dado, que o futuro poderia ser lido no presente. É crer que a vida, no seu movimento e na sua totalidade, procede como a nossa inteligência, a qual não é mais do que um ponto de vista imóvel e fragmentado sôbre ela, e que se situa sempre naturalmente fora do tempo. Mas a vida progride e dura. É certo que sempre será possível, lançando os olhos ao caminho já percorrido, assinalar-lhe a direção, notá-la em têrmos psicológicos e falar como se houvesse uma finalidade em vista. E assim também nós falaremos. Mas, do caminho que ia ser percorrido, o espírito humano nada tem a dizer, porque o caminho foi criado a par e passo do ato que o percorria, não sendo senão êsse mesmo ato. Portanto, a evolução deve comportar a todo o momento uma interpretação psicológica que seja, do nosso ponto de vista, a sua melhor explicação, mas tal explicação só tem valor, e até significação, em sentido retroativo. Em caso nenhum a interpretação finalista, tal como a vamos propor, deverá ser tomada como antecipação do futuro. É uma certa visão do passado à luz do presente. Em suma, a concepção clássica da finalidade postula, ao mesmo tempo, demasiado, e demasiado pouco. É larga demais, e estreita demais. Explicando a vida pela inteligência, reduz excessivamente a significação da vida; a inteligência, pelo menos tal como a encontramos em nós, foi afeiçoada pela evolução no decorrer do trajeto; foi recortada em algo mais vasto, ou melhor: é a projeção forçosamente plana duma realidade dotada de relevo e de profundidade. É esta realidade mais compreensiva que verdadeiro finalismo deveria reconstituir, ou antes, apreender, se possível, em uma visão simples.” 

“O futuro aparece então como dilatação do presente. Não estava portanto contido no presente sob a forma de fim representado.”

entra/

voltando sempre para Jodorowsky [assim como Mœbius (ou Gir, ou Jean Giraud; como Fernando Pessoa, cada nome dele é um traço: o nome dele, Jean Giraud, de faroeste; Gir é uma passagem para chegar em outro estilo: Mœbius)].

JODOROWSKY, Alexandro 1929- ; MŒBIUS, 1938-2012. Incal, volume um: o incal negro & o incal luminoso / Alexandro Jodorowsky & Mœbius; prefácio Alexandro Jodorowsky; [tradução Marquito Maia]; L’Incal Noir, 1981; e L’Incal Lumière, 1982; Les Humanoïdes Associés Ltda. — São Paulo: Devir, 2006.


 
 

28.1.24

entra/

 


BORGES, Jorge Luis. El idioma de los argentinos / Jorge Luis Borges; Biblioteca Borges; 1928; ilustración: El Bosco, La creación (detalle). —Segunda reimpresión— Madri: Alianza Editorial, 2000.

sai/

MUTARELLI, Lourenço.Sequelas / Lourenço Mutarelli; apresentação Thiago Ferreira; edição Ferréz e Thiago Ferreira. — São Paulo: Comix Zone!, 2023.


26.1.24

continua/

BACH, Joh.Seb. Partitas. BOOK I. Nos 1—3. Piano / Joh.Seb.Bach. No.7981a. Partita 3 in A minor. London: Augener’s Edition, s.d.

 




BACH, Johann Sebastian. Bach: Partitas, Nos 1, 2 & 3. Johann Sebastian Bach (1685-1750). Glenn Gould, piano. Glenn Gould Anniversary Edition. Partita No3 in A Minor. BWV 827. 10/1962. New York: SONY CLASSICAL, 2002.