Der Kirschdieb
An einem frühen Morgen, lange vor Hahnenschrei
Wurde ich geweckt durch ein Pfeifen und ging zum Fenster.
Auf meinem Kirschbaum, Dämmerung füllte den Garten
Saß ein junger Mann mit geflickter Hose
Und pflückte lustig meine Kirschen. Mich sehend
Nickte er mir zu, mit beiden Händen
Holte er die Kirschen von den Zweigen in seine Taschen.
Noch eine ganze Zeitlang, als ich wieder in meiner Bettstatt lag
Hörte ich ihn sein lustiges kleines Lied pfeifen. [1938]
O ladrão de cereja
Numa madrugada, bem antes do galo cantar
Fui acordado por um assovio e me dirigi à janela.
Na minha cerejeira, o lusco-fusco enchia o jardim
Um jovem de calça remendada se sentara
E colhia, alegre, as minhas cerejas. Ao me ver
Acenou-me com a cabeça, com ambas as mãos
Tirava dos galhos as cerejas e enfiava nos bolsos.
Durante um bom tempo ainda, quando já estava de novo na cama
Ouvi ele assoviando a sua alegre melodia.
BRECHT, Bertolt. 1898-1956. Poesia / Bertolt Brecht (Eugen Bertholt Friedrich Brecht);
300 poemas (edição bilíngue); fragmentos dos diários, anotações
autobiográficas, 20 textos sobre poesia; seleção, introdução &
tradução André Vallias; texto de 2a capa Augusto de Campos; e 3a capa
Lion Feuchtwanger (1928). – São Paulo: Perspectiva, 2019. – (Coleção Signos; 60 / dirigida por Augusto de Campos)

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