[A 2, 2]
Sarah Bernhardt
Charles Baudelaire. Fotografia de Nadar.
Cocotes com crinolinas. Litografia de Honoré Daumier.
Litografia de Honoré Daumier do Nadar fotografando e os Esgotos de Paris, fotografados por Nadar (1861-1862).
Esquerda: Alexandre Dumas, pai, 1855. Fotografia de Nadar (esquerda). Dumas empregava mais de 8000 pessoas para os romances publicados com seu nome.
Direita: “Esta obra é minha pois eu a assino.”
“Um pobre diabo observa com tristeza um jovem senhor que assina o quadro que ele havia pintado.”
Manuscrito das Passagens, em caracteres góticos. de [N 1, 1] até [N1, 11].
N
[Teoria do Conhecimento, Teoria do Progresso]
[...]
“A reforma da consciência consiste apenas em despertar o mundo ... do sonho de si mesmo.”
Karl Marx, Der historische Materialismus: Die Frühschriften, Leipzig, 1932, vol. I, p. 226 (Carta de Marx a Ruge, Kreuzenach, setembro de 1843.)
Nos domínios de que tratamos aqui, o conhecimento existe apenas em lampejos. O texto é o trovão que segue ressoando por muito tempo.
[N 1, 1]
Comparação das tentativas dos outros com empreendimentos de navegação, nos quais os navios são desviados do Pólo Norte magnético. Encontrar esse Pólo Norte. O que são desvios para os outros, são para mim os dados que determinam a minha rota. - Construo meus cálculos sobre os diferenciais de tempo - que, para outros, perturbam as “grandes linhas” da pesquisa.
[N 1, 2]
Dizer algo sobre o próprio método da composição: como tudo em que estamos pensando durante um trabalho no qual estamos imersos deve ser-lhe incorporado a qualquer preço, Seja pelo fato de que sua intensidade aí se manifesta, seja porque os pensamentos de ão carregam consigo um télos em relação a esse trabalho. É o caso também deste projeto, que deve caracterizar e preservar os intervalos da reflexão, os espaços entre as partes essenciais deste trabalho, voltadas com máxima intensidade para fora.
[N 1, 3]
[…]
O pathos deste trabalho: não há épocas de decadência. Tentativa de ver o século XIX de maneira tão positiva quanto procurei ver o século XVII no trabalho sobre o drama barroco.1 Nenhuma crença em épocas de decadência. Assim também (fora dos limites) qualquer cidade para mim é bela; e, por isso, não acho aceitável qualquer discurso sobre o valor maior ou menor das línguas.
1 W. Benjamin, Ursprung des deutschen Trauerspiels (1928), in: GS I, 203-430; Origem do Drama Barroco Alemão (ODBA). (R.T.; w.b.)
[N 1, 6]
[...]
Este trabalho deve desenvolver ao máximo a arte de citar sem usar aspas. Sua teoria está intimamente ligada à da montagem.
[N 1, 10]
Referências topográficas das Passagens
BENJAMIN, Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin; edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.














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