N°6 Esquemas provisórios
Práxis revolucionária
Técnica dos combates de rua e da construção de barricadas
“Mise-en-scène” revolucionária
Conspiradores profissionais e proletários
A moda
contemporânea de todo mundo
Tentativa de atrair o sexo ao mundo da matéria
Tentativa de atrair o sexo ao mundo da matéria
[Manuscrito 1138V]
[...]
N° 8
[...]
Saber ainda não consciente do ocorrido. Estrutura do ocorrido neste estágio. Saber do ocorrido como uma tomada de consciência que possui a estrutura do despertar.
Saber ainda não consciente dos coletivos
[...]
Nós construímos o despertar teoricamente, isto é, reproduzimos no domínio da linguagem o estratagema que é, fisiologicamente, o elemento decisivo no despertar. O despertar opera com a astúcia. Com astúcia, e não sem ela, libertamo-nos do domínio do sonho.
O despertar é a forma exemplar da recordação: a forma enorme e importante que nos permite recordar o que é mais recente (o mais próximo). O que Proust tem em mente quando fala da mudança experimental do lugar dos móveis nada mais é do que aquilo que Bloch procura captar como obscuridade do instante vivido.
Coloca-se aqui a questão sobre quais são os diferentes comportamentos paradigmáticos que o homem (o indivíduo, mas também o coletivo) pode adotar diante dos sonhos? E, no fundo, que forma de vigília verdadeira é adequada?
Consideramos o sonho: 1) como fenômeno histórico, 2) como fenômeno coletivo. Tentativas [?] de introduzir um pouco de luz nos sonhos do indivíduo através da teoria dos sonhos históricos do coletivo.
{Conforme nossa teoria, nas camadas oníricas a realidade não é, mas ocorre ao sonhador. E trato as passagens exatamente como se elas, no fundo, tivessem ocorrido a mim}
[...]
[Manuscriro 1126r]
[...]
N°9
[...]
N°14 Questões fundamentais
[...]
A dialética produz uma imagem na imobilidade. A aparência é essencial a esta última
O agora da cognoscibilidade é o instante do despertar
No despertar, o sonho se imobiliza.
O movimento histórico é um movimento dialético. Mas o movimento da falsa consciência não o é. Esta se toma dialética também no despertar.
[Manuscrito 1131]
N° 15 Reflexões metodológicas
[...]
Reler Hegel a respeito da dialética na imobilidade
A experiencia de nossa geração: a de que o capitalismo não morrerá de morte natural.
Pela primeira vez o passado mais recente toma-se aqui um passado d i s t a n t e. A história primeva se insere no passado mais recente como à longa distância as montanhas parecem imerir-se na paisagem diante delas.
[Manuscrito 1130r]
N°16 Wiesengrund
Imagem dialética e dialética na imobilidade em Hegel
[Manuscrito 1130V]
N° 17
A utopia de Fourier anuncia uma transformação das funções da poesia
[Manuscrito 1132V]
N° 18
[...]
Assim como o homem forma o centro do horizonte que se estende ao seu redor diante de seu olhar; assim também sua existência forma para ele o centro da história. Enxergando-se no ponto em que o sol está a pino, ele convida os espíritos descamados do passado a sentar-se à sua mesa. {O historiador preside} um banquete de espíritos. O historiador é o arauto que convida os defuntos para este banquete de espíritos {para a mesa}.
[...]
[Manuscrito 1128]
N° 199
9 Plano de um ensaio em francês sobre Haussmann (início de 1934), para o qual Benjamin recebeu o convite da revista Le Monde, dirigida então por Alfred Kurella. 0 ensaio propriamente dito não foi escrito (cf. GS V, 1096), mas Benjamin iniciou a partir daí os trabalhos da segunda etapa do projeto das Passagens. (R.T.)
[...]
A obra de arte total constitui uma tentativa de impor à sociedade o mito (sobre o qual Rafael diz com razão <em Proudhon, Marx, Picasso, Paris, 1933>, p. 171, ser a condição das “obras de arte integrais”)
[Manuscrito 1129]
N° 2311
11 As anotações assinaladas com os números 23 e 24 foram provavelmente escritas depois da conclusão do exposé de 1935; as de número 25 são posteriores a 22/12/1938, pois encontram-se no verso de uma carta desta data, dirigida a Benjamin. Este último texto apresenta afinidades com as teses “Sobre o Conceito de História”. (R.T.)
[O eterno retomo como pesadelo da consciência histórica]
{Jung quer manter o despertar distante do sonho}
{Três aspectos do flanar: Balzac, Poe, Engels; os aspectos ilusionista, psicológico, econômico}
[...]
[Manuscrito 478]
N° 24
[...]
[Hegel sobre a dialética na imobilidade]
{A experiência de nossa geração: o capitalismo não morrerá de morte natural}Pela primeira vez, o passado mais recente torna-se aqui passado d i s t a n t e
A obra de arte total representa uma tentativa de impor à sociedade o mito (que, conforme Raphael p. 171 diz com razão, é a condição da obra de arte integral).
“Contemporânea de todo mundo” e eterno retomo
[Manuscrito 479]
N° 25
A questão formulada em I: o que é o objeto histórico?
A resposta de III: a imagem dialética
A extraordinária fugacidade do autêntico objeto histórico (chama) confrontada com a fixidez do objeto filosófico. Onde o próprio texto é o objeto histórico absoluto — como na teologia — ele fixa o momento da máxima fugacidade no caráter da “revelação”.
A idéia de uma história da humanidade como idéia do texto sagrado. De fato, desde sempre interpretou-se a história da humanidade — como profecia — a partir do texto sagrado.
O novo e o sempre-igual como as categorias da aparência histórica. — Como fica a eternidade?
A dissolução da aparência histórica deve ocorrer no mesmo processo que a construção da imagem dialética
Figuras da aparência histórica:
I.
II. Fantasmagoria
III. Progesso
III. Progesso
[Manuscrito 487]
BENJAMIN,
Walter (1892-1940). Passagens / Das Passagen-Werk / Walter Benjamin;
edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi
Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain
Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice
Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo;
pósfácios Willie Bolle e Olgária Chain Féres Matos; introdução
à edição alemã (1982) Rolf Tiedemann. — Belo Horizonte: Editora UFMG;
São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
Nenhum comentário:
Postar um comentário