3. SVENDBORG [1933-1939]
Das Grabmal des unbekannten Soldaten der Revolution
Der unbekannte Soldat der Revolution ist gefallen.
Ich sah sein Grabmal im Traum.
Ich sah sein Grabmal im Traum.
Es lag in einem Moor. Es bestand aus zwei Feldsteinen.
Es trug keine Inschrift. Aber der eine Stein
Fing an zu reden.
Es trug keine Inschrift. Aber der eine Stein
Fing an zu reden.
Der hier liegt, sagte er, marschierte
Nicht um eine fremdes Land zu erobern, sondern
Das seine. Sein Name
Ist nicht bekannt, aber die Geschichtsbücher
Nennen die Namen derer, die ihn besiegten.
Nicht um eine fremdes Land zu erobern, sondern
Das seine. Sein Name
Ist nicht bekannt, aber die Geschichtsbücher
Nennen die Namen derer, die ihn besiegten.
Weil er leben wollte wie ein Mensch
Wurde er erschlagen wie ein wildes Tier.
Wurde er erschlagen wie ein wildes Tier.
Seine Letzten Worte waren ein Flüstern
Denn sie kamen aus einer gewürgten Kehle, aber
Der kalte Wind trug es überallhin
Zu viele Frierenden. [c. 1935]
O túmulo do soldado desconhecido da Revolução
Denn sie kamen aus einer gewürgten Kehle, aber
Der kalte Wind trug es überallhin
Zu viele Frierenden. [c. 1935]
O túmulo do soldado desconhecido da Revolução
O soldado desconhecido da revolução tombou.
Eu vi seu túmulo num sonho.
Ficava num pântano. Consistia de duas rochas.
Não havia inscrição. Mas uma das rochas
Se pôs a falar.
Quem jaz aqui, disse, não marchou
Para conquistar uma terra estrangeira, mas
A sua própria. Seu nome
Não é conhecido, mas os livros de história
Citam os nomes daqueles que o derrotaram.
Porque queria viver como ser humano
Foi morto como um animal selvagem.
Suas últimas palavras foram um sussurro
Porque saíram da garganta estrangulada, mas
O vento cortante as carregou a todo lugar
Para muitos que congelavam no frio.
Die nicht zu vergessende Nacht
Der Himmel über mir in der nicht zu vergessende Nacht
War hell genug. Der Stuhl, auf dem ich saß
War bequem genug. Das Gespräch
War leicht genug. Das Getränk
War scharf
genug.
Und weich genug
War dein Arm, Mädchen, in der
Nicht zu vergessende Nacht. [c. 1935]
A noite que não dá para esquecer
O céu sobre mim na noite que não dá para esquecer
Estava claro o bastante. A cadeira na qual me sentei
Estava cômoda o bastante. A conversa
Estava afável o bastante. A bebida
Estava forte o bastante. E macio o bastante
Estava teu braço, menina, na
Noite que não dá para esquecer.
Auf ein Stadion
Dieses Stadion, erbaut
Aus dem Volk gestohlenen Geldern
Soll dienen
Der Ertüchtigung der Mörder
Schneller laufen
Sollen die Diebe
Höher springen die
Denen der Boden zu heiß unter den Füßen geworden ist [1936]
Num estádio
Este estádio, erguido
Com dinheiro roubado ao povo
Deverá servir
Para treinamento dos sicários
Correr mais rápido
Deverão os bandidos
Saltar mais alto
Aqueles que agora estão pisando em brasa
Es ist nacht.
Die Ehepaare
Legen sich in die Betten. Die jungen Frauen
Werden Waisen gebären. [1936]
É de noite.
Os casais
Deitam-se nas camas. As mulheres jovens
Darão à luz órfãos.
Os casais
Deitam-se nas camas. As mulheres jovens
Darão à luz órfãos.
Auf der Mauer stand mit Kreide:
Sie wollen den Krieg.
Der es geschrieben hat
Ist schon gefallen.
Wenn es zum Marschieren kommt, wissen viele nicht
Daß ihr Feind an ihrer Spitze marschiert.
Die Stimme, die sie kommandiert
Ist die Stimme ihres Feindes.
Der da vom Feind spricht
Ist selber der Feind.
In der Schlacht
Haben sie den Feind im Rücken.
Vor ihnen stehen ihresgleichen
Die ihren Feind auch im Rücken haben. [1936]
Riscado no muro com giz:
Eles querem a guerra.
Quem escreveu isso
Já tombou em combate.
Na hora de marchar, muitos não sabem
Que o seu inimigo marcha à frente.
A voz que os comanda
É a voz do inimigo.
Aquele que fala do inimigo
É ele próprio o inimigo.
Em meio à batalha
Eles, com o inimigo vindo atrás.
Diante deles, estão os seus iguais
Também com o inimigo vindo atrás.
BRECHT, Bertolt. 1898-1956. Poesia / Bertolt Brecht (Eugen Bertholt Friedrich Brecht);
300 poemas (edição bilíngue); fragmentos dos diários, anotações
autobiográficas, 20 textos sobre poesia; seleção, introdução &
tradução André Vallias; texto de 2a capa Augusto de Campos; e 3a capa
Lion Feuchtwanger (1928). – São Paulo: Perspectiva, 2019. – (Coleção Signos; 60 / dirigida por Augusto de Campos)

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