12.2.08

tentáculos de paulo fernando vidal de castro

Paulo Vidal de Castro, formado em Desenho Industrial (FAAP), foi aluno do designer Haron Cohen e do fotógrafo Eduardo Brandão (Galeria Vermelho). Trabalha como designer junto com Thais Vilanova – identidade corporativa e edição editorial de livros, como o Passagens, de Willy Corrêa de Oliveira. Realizador de trabalhos em audiovisual – vídeos e um curta-metragem – que foram e são exibidos em locais como o CineSESC, CCBB, MIS, Cinema da FAAP, Finnegan’s Pub (Bloomsday), Centro Cultural São Paulo, entre outros. Fez trabalhos (audiovisuais, fotografias e quadrinhos) e duas palestras (FAAP e Casa das Rosas) sobre o seu estudo de Edgar Poe. Foi crítico musical por quatro anos, entrevistando o compositor Gilberto Mendes no 40º Festival Música Nova.

audiovisual
tmese
, de Paulo Vidal de Castro (2005) O mais curto e com menor quantidade de elementos de todos. Um dos mais poéticos também(, acho). Haicai audiovisual. Assistir com som estéreo.
tmese (paulo vidal de castro) no Centro Cultural São Paulo, MASP, entre outros. tmese (paulo vidal de castro) no You Tube.
Jaguadarte, de Paulo Vidal de Castro (2005) Um jovem vai combater um monstro para satisfazer o seu pai. Transcrição do poema Jabberwocky – de Lewis Carroll, no livro Alice Através do Espelho – para linguagem audiovisual. Resultado da fascinação e estudo da obra de Carroll. Palavras-valise de Carroll (e, depois, Joyce) = ideogramas copulativos = montagem (de planos, imagens, sons, palavras, idéias, etc.) – já avisou Eisenstein.
Exibido em um Bloomsday, no Finnegan’s Pub. Jaguadarte (de Paulo Vidal de Castro) no Cronópios.
POEsível REVERsia, de Paulo Vidal de Casto (2004) Fixações pessoais de sempre: O Retrato Oval, de Poe; Yin Yang; diferentes níveis de estrutura; a morte pelo signo; outras influências; etc. Tentativa de certa tensão dissonância informativa X consonância informativa.
d#, de Paulo Vidal de Castro (2004) Talvez o mais radical de meus trabalhos. Elementos presentes nos outros vídeos – silêncios, telas repartidas polifonicamente, textos, telas vazias (pretas & brancas) – atingem autonomia em um universo autônomo. Nenhuma imagem (fixa, em movimento ou metamorfose) aparece durante mais que frações de segundo, no limite da percepção consciente. Cada aparição de palavra dura 1/16 de segundo. Esta é a menor unidade de tempo sobre a qual a estrutura do todo é montada através de operações matemáticas que orientam sons e imagens – proporção áurea (Fibonacci na proporção temporal), séries, quadrado mágico de dominós regulando aspectos da estrutura, etc. Metade do tempo é composto de não imagens – ¼ pretas, ¼ brancas. É a primeira vez que componho toda a trilha sonora. Um vídeo sensorial, para os olhos e ouvidos.
Exibido no CineSESC, CCBB, MIS, Centro Cultural São Paulo, entre outros. d# (de Paulo Vidal de Castro) na Folha OnLine (2009). d# (de Paulo Vidal de Castro) na Folha OnLine (2004). d# (de Paulo Vidal de Castro) no You Tube.
O Corvo, de Paulo Vidal de Castro (2002) O mais longo de todos (uns 20min). O que utilizou mais recursos técnico-financeiros: ator profissional, operador de câmera profissional, câmera profissional, equipe profissional, etc. É também o que mais flerta e se aproxima da linguagem cinematográfica.
Primeiro filho direto do meu infinito interesse por Edgar Allan Poe. Aspirando a uma tradução da linguagem textual poeana para a linguagem audiovisual poeana – tradução intersemiótica do poema The Raven.
Exibido no Cinema da FAAP e em algumas aulas de cinema da faculdade.
projeção-identificação, de Paulo Vidal de Castro (2002) Conceito de Edgar Morin em um ensaio sobre a experiência do cinema. Aproximação de seqüência do Cidadão Kane. O espectador se projeta em Kane, que se projeta em Hearst, que se projeta em Welles, que se projeta em Kane, que se projeta em mim, que se projeta no espectador, e vice-versa. É também um fenômeno ótico: a luz das encenações se projeta na película, que se projeta numa tela branca numa sala escura, que – rebatida – se projeta na retina do espectador.
Exibido na FAAP.
O Portal, de Paulo Vidal de Castro (2001) Animação quadro a quadro. Traço gráfico de quadrinhos de terror + linguagem de cinema mudo. Temática católica e provocações com milhares de falos. Dezenas de dias, cada desenho (frações de segundo) era rascunhado a lápis pelo Gorzoni, finalizado a tinta por mim e colorido pela Thais. Linha de montagem fordista.

Design visual
Programação de Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova para os livros da Editora Literatura Marginal, de Ferréz, assim como a revisão do logotipo.
Diagramação de Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova do livro-objeto Passagens, de Willy Corrêa de Oliveira (2008). Texto de João Marcos Coelho no Estadão sobre o livro Passagens, de Willy Corrêa de Oliveira com diagramação visual de Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova.
Imagem para o livro Com Villa-Lobos, com o autor (Willy Corrêa de Oliveira), Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova.
Etiqueta (dentro de uma série de papelaria) feito por Paulo Vidal de Castro e Thais Vilanova.
Nova diagramação do cartão de visitas de Thais Vilanova por Paulo Vidal de Castro.
Outros trabalhos de design impresso com Thais Vilanova.
Paulo Vidal de Castro como desenhista e auxiliar de fotografia no livro-objeto de Thais Vilanova através de Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll.

Palestras
Palestra de Paulo Vidal de Castro sobre o elemento audiovisual na obra de Edgar Allan Poe, na Casa das Rosas — Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura —, na 3ª Mostra Curta Fantástico (2008).

Palestra de Paulo Vidal de Castro sobre a sua tradução audiovisual do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, no Cinema da FAAP (para Haron Cohen, Marlise Toni, Lucia Santaella, Plácido Campos Júnior e auditório) (2002).

Trilha sonora
Trilha para a abertura dos filmes 1Dasul.

1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

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Quarta-feira, 18 de Março de 2009 02h40min00s BRT  

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